Caro amigo,

agradecemos o seu incentivo, apesar disso a economia � que prevalece no
mundo.

N�o procure subverter o que eu escrevi! Ou ser� que compreendeu mesmo! Pelo
que fala parece-me mesmo que n�o.

Quer outro exemplo pr�tico? Eu dou! A verdadeira raz�o � saber �priori que
existe algo de errado com um alimento, por exemplo, (voltamos n�s aos
comest�veis ;-) ) que est� envenenado, com um veneno semelhante � cicuta. (�
claro que se poderia fazer testes, mas economicamente � invi�vel.) E esse
alimento, uma fruta, sofreu um acidente do qual resultou o seu
envenenamento. Por azar... ;-)  caiu num recipiente onde se encontra outros
de sua esp�cie e se misturou com eles.

Agora, com aplica��o dos seus argumentos, teria a coragem de se atrever
suicidar? Sim, creio que sim, caso o orgulho tivesse um peso tal em si a
ponto de correr esse risco. � como por uma bala num tambor de um revolver,
girar o tambor, meter o cano do rev�lver na boca e premir o gatilho.

E o que isto tem a ver, sendo de uma irracionalidade e, consequentemente,
irrespons�vel, com o sair respons�vel para gozar um magn�fico dia e cair um
avi�o na tola?

S�o acontecimentos totalmente diferentes, n�o s�o? Pelo menos no modo como
s�o procurados... Uns procuram o suic�dio, outros o "suic�dio" � que os
procura. Em termos de moral�tica, de consci�ncia de vida, de liberdade... os
�ltimos superam hiper anos de luz os primeiros. E o amigo est� a justificar
os primeiros para se chegar aos �ltimos? Onde est� o bom senso aqui?...

� como os exageros de "levantar o rio" para justificar aplica��o da
levita��o de "uma pessoa que esteja a sofrer uma queda..."

O ser humano � o que pensa e o que faz � o resultado desse pensar. Em toda a
sua Hist�ria podemos observar o quanto � muito dif�cil criar uma imagem,
leva muito tempo at� que se comprove a robustez da seriedade, empenho e
verdade no que se faz e mesmo assim as mem�rias, a imagem do passado ainda
pesa, porque as pessoas d�o mais import�ncia � ilus�o, � imagem do que �
realidade, numa cadeia educativa fechada, por n�o saberem lidar de outro
modo... Mais ainda dif�cil � manter a nova, ainda esbatida, pouco definida,
uma n�voa a diluir a passada. Que, por tal, para ser destru�da praticamente
basta um pensar...

Mas nem todo o pensar tem uma l�gica racional, �til, positiva. V�-se pelos
comportamentos das gentes diariamente (e n�s estamos nessas gentes tamb�m),
uma cultura do passado bem vincada no presente e a burrice das gentes
perpetua irracionalmente na transmiss�o desses fantasmas "gen�ticos" por
cont�gio virulento pelo seu pensamento...

E, a Hist�ria repete-se, segue-se o caminho escolhido por aparentar ser o
mais simples. O ego�smo tem sido um grande impulsionador da humanidade.
Mesmo que se diga que se trata de altru�smo, uma nova capa de ego�smo...

Pessoalmente, acredito veemente que no dia em que o ser humano atingir e
conseguir permanecer a viver naquele estado que eu referi no meu mail
anterior, o imposs�vel ser� uma palavra do ido. Mas isto implica princ�pios
e valores, educa��o, uma cultura que muitos mestres da humanidade
apregoaram, porque viveram o que ensinavam, no entanto, que ouvidos lhes
deram, a humanidade? Grosso modo � a import�ncia dos "poderes", que em geral
� a dos tolos... Que � para n�o ser muito mauzinho. Que estudos, de facto
s�o mesmo poucos, mas os consult�rios dos psic�logos e psiquiatras,
hospitais e outras institui��es an�logas vivem cheios...

Caro Jos� Silva, parece que ainda n�o entendeu a minha mensagem. Ela �
simples, estes fen�menos parapsicol�gicos, se os vermos a frio, sem os
pesarmos na balan�a se s�o graves ou n�o, n�o deixam a seu modo de ser
instrumentos, embora diferentes e a outro n�vel, como o s�o por exemplo as
nossas m�os. E eles s� existem porque n�s existimos. De que nos servem as
nossas m�os se forem decepadas?... Eles existem de facto por alguma raz�o,
uma raz�o no �mbito da psicologia, psiquiatria, neurologia... tem sido
sempre encontrada.

Existe ferida que se tenha curado que n�o tenha deixado a sua marca:
cicatriz? O mesmo se passa com um acto parapsicol�gico, mesmo que n�o deixe
mazelas f�sicas existem as psicol�gicas. Com isto, insisto que n�o quer
dizer que seja com tudo.

Cada ser humano s� v� no que acredita, pela for�a do h�bito.

Mas s�o todos os actos parapsicol�gicos maus?... S�o todos os dias, ao
acordarmos, que nos sentimos cansados, piores do que quando nos deit�mos? -
Claro que n�o. Foi bem lido o meu outro mail? o que eu disse l�? Pode ter
sido lido sim, mas n�o ter sido alcan�ado o pretendido... A falha pode ter
sido minha.

Procura-se o labirinto que n�o h�, mas passa haver porque se cria o que se
procura.

Quem vive o auto-conhecimento n�o procura o que muitos designam erradamente
por "poderes". Mas os "poderes" podem ser uma indica��o de se estar no
caminho, vivos, conscientes, cuja import�ncia n�o s�o esses "poderes"...
Igualmente, quem alguma vez na vida se sentiu VIVO, nesse estado de
"medita��o" sabe perfeitamente que tal n�o significa n�o-ac��o.

E tudo isto � totalmente contr�rio ao que � proposto pelo amigo, que faz
lembrar aquelas est�rias dos aprendizes de feiticeiro... Me desculpe se lhe
for poss�vel.

Ser-se um pouco de "cada" � n�o-Ser-se. E se Ser, �-se todos. Para mim,
pessoalmente, � prefer�vel Ser sem ser mec�nico, do que n�o-Ser e ser um
mec�nico, um rob�, um ser vegetativo...

A escolha, o arb�trio s� existe quando se est� em caos!

Tudo est� em cada um de n�s. E est� em cada um de n�s fazer sobressair o que
h� de melhor. Embora haja quem assim n�o pense.

Voltando aos fen�menos parapsicol�gicos, s�o eles que surpreendem o ser
humano. Mas maltratam-no quando permanecem.

Tudo � bom com a sua devida conta, peso e medida.

Um aparte, � que j� � tarde e estou com sono, mas ainda consigo discernir
que algumas das coisas que escrevi soam a esot�rico, mesmo assim s�o
v�lidas, quando as pessoas n�o entendem directamente o que se pretende
procura-se outro caminho...

At� breve

Fernando De Matos


----- Original Message -----
From: "Jose Silva" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Monday, August 27, 2001 10:01 PM
Subject: [CLAP-PT] Vantagens Psi para o Homem (Era - Re: RPP e 1 outra
questao)


> Caro Fernando,
> espero q uma alternativa � RPP surja em breve. � muito necessitada em
> Portugal, uma visao cientifica deste tipo de fenomenos.
>
> Qt aos "ovos" :)
> > A outra parte da mensagem resume-se, por analogia, nisto: qual � a
> > probabilidade da humanidade sobreviver a comer uma refei��o de ovos, sem
> > saber o seu estado, se est�o ou n�o comest�veis? Aqui enquadra-se um
risco
> > de vida, de sobreviv�ncia. A probabilidade de sucumbir � maior ou menor
�
> > sobreviv�ncia ap�s a refei��o? Uma certeza se tem: se n�o se comer os
ovos
> a
> > probabilidade de sobreviv�ncia � 1. E, aqui, que pol�tica � prefer�vel
> > aplicar? N�o � a do menor risco?
>
>     Compreendo, mas ser� assim tao grande o risco? E a vantagem de me
> alimentar e conhecer o sabor dos ovos, possuir as proteinas dos ovos, nao
> ser�o suficientes para correr o risco?
> Claro, se nao sair de casa, a probabilidade de ser atropelado � zero, mas
> assim nunca poderei conhecer pessoas novas, ver os novos modelos de
> autom�veis, conhecer as motos, as bicicletas, os avi�es.... !
> Eu acredito q o potencial do Homem com estas capacidades ser� largamente
> compensador, inclusive na sua capacidade de sobreviver. Se tivermos
> desenvolvidas capacidades de melhor utiliza�ao do nosso cerebro e da
energia
> q nos rodeia, nao estaremos mais capazes de resolver problemas, lidar com
o
> mundo, viver em sociedade, ajudar ao desenvolvimento da ra�a humana?
> Eu pessoalmente nao me importava de "arriscar" se tivesse uma boa hipotese
> de conseguir esses objectivos.
>
> > A experi�ncia dos terapeutas ao lidarem com pessoas que apresentam
> > faculdades parapsicol�gicas vai no sentido de elas serem "mal�ficas" na
> sua
> > continuidade persistiva de suas manifesta��es. (Chamam a isto um DOM?
Nada
> > mais errado!...) Mas isto n�o quer dizer que n�o sejam v�lidas, aquando
> > extempor�neas, quando n�o criam deforma��es prejudiciais psicol�gicas
e/ou
> > f�sicas. (T�o natural como a tentativa do suic�dio...) N�o � por acaso
que
> o
> > ser humano s� se d� conta delas 'ocasionalmente' na sua vida. Para qu�
> > utilizar algo que exige tanto do corpo se por menos, com um gasto menor
de
> > energia, se pode atingir o mesmo objectivo? Por exemplo, porque hei-de
eu
> > levitar sobre um rio se existe uma ponte, um barco, um outro meio para
> > atravess�-lo de uma forma muito mais simples? Para que se quereria ent�o
> as
> > pernas?...
>
>     Ok, h� exerc�cios q podem exceder as capacidades do ser humano, mas
nao
> quer dizer q toda a actividade o fa�a!
> Para qu� levitar o rio? Mas poder� ser �til levitar uma pessoa que esteja
a
> sofrer uma queda...
> E concerteza pessoas diferente, terao limites diferentes. Porqu� pensar s�
> nas utiliza��es ego�stas destes poderes,
> quando h� obvias vantagens em utiliza��es mais simples, mais humanas.
> Eu tenho as pernas para andar, nao para voar, mesmo que exista um aviao,
se
> eu podesse ser teleportado para outro local mais depressa (em caso de
> urgencia), nao o deveria fazer apenas porque tenho pernas ou porque
existem
> avioes?
>
> E j� agora, essas pessoas com essas faculdades psi (? posso dizer isto?),
se
> conseguissem controlar-se, e demonstrassem os fenomenos de uma forma mais
> controlada, mais doseada, demonstrariam os mesmos sinais de desgaste ou
> degenera��o?
> Compreendo q nao seja uma experi�ncia simples de executar, nao se pode
> controlar a realidade ou controlar externamente estes fenomenos, mas em
> teoria pelo menos, parece-me linear que os sinais de desgaste seriam
menores
> ou insignificantes. Nao existe inclusive uma regenera��o dos "tecidos
> afectados" (ou de qq q seja o "meio" afectado) quando os fenomenos deixam
de
> acontecer? A pessoa fica para sempre marcada fisica ou mentalmente depois
> dos fenomenos desaparecerem? H� estudos sobre isto?
>
> > Para al�m disto � o facto de conhecermos muito pouco a n�s mesmos. Mas
> para
> > isso temos de nos relacionar uns com os outros, com o mundo, com o
> universo.
> > E isso � necess�rio para passarmos a outros est�gios de vida que
confirmam
> o
> > estado de estar 's�', que � o de uma comunh�o, que � o AMOR. Um estado
que
> > adv�m de um modo de vida, de ser e estar, que se pode designar de
> MEDITA��O.
> > (Aquele estado que foge a todo o tipo de mecanicidade.) Contudo, as
> pessoas
> > em vez de algo profundo, cheio de significado, procuram o oposto, o que
�
> > pueril. Isto � confirmado pela Hist�ria!
>
>     Nao sei se percebi o que este paragrafo tem  a ver com o resto, mas o
> facto de nos conhecermos mal, nao ser� um impulso para melhorarmos o nosso
> auto-conhecimento? E a descoberta e utiliza��o destes "poderes" nao poder�
> ser um passo nessa direc��o?
> E quando se refere a outros estagios de vida, porque toda a gente deve
estar
> nesse estado de "medita��o"? Nao podemos ser alguns pessoas de ac��o?
> Precisam de existir extremos? Nao podemos ser um pouco de cada?
> Se estar no estado de "medita��o" � fugir a todo o tipo de mecanicidade, �
> ser apenas um "ser mental", nao sei se quero avan�ar para esse estado.
> Mais, a Historia tambem conta pessoas que procuraram (com menor ou maior
> �xito) os valores mais elevados que menciona, nem todos somos pueris. Por
> favor, nao generalize a humanidade!
> Eu tambem acho que massificar esse tipo de poderes, poderia levar-nos a
uma
> nova forma de autodestrui��o, talvez pior do q engenhos nucleares - mas
> tambem nao advogo que o conhecimento e a capacidade seja ignorada,
escondida
> ou simplesmente nao utilizada por receio. Afinal, a humanidade avan�a com
> descobertas plenas de riscos, mas ainda c� andamos...
>
> Em todo o caso, obrigado pela paci�ncia em discutir estes assuntos.
> Acho esta lista extremamente renovadora e essencial para minha forma de
ver
> o mundo.
>
> Um abra�o,
> Jose Silva
>
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