Cuidado com os equívocos, falei:

"lá as pessoas não trabalham mas também não agem como vagabundos"

Não falei que aqui só tem vagabundos, agora eu conheço pessoas na situação
que falei (tráfico de drogas), em nenhum momento faltei com a verdade,
sobre pessoas honestas, claro que há, conheço 1 pessoa que recebe e é do
bem.

Essa questão do bolsa família acho que deveria ser por tempo determinado e
com intuito não só de dar o pão de cada dia, mas também profissionalizar,
tipo, tu vai receber o benefício, mas também vai passar obrigatoriamente
por treinamentos profissionais, e por aí vai.

Em 18 de abril de 2016 12:07, Leonardo Rocha <[email protected]>
escreveu:

> Rodolfo e demais colegas. Boa tarde. Bom, tenho acompanhado as
> discussões desse list mas agora pensei que seria coerente eu me
> manifestar. O assunto tomou proporções desconexas e já que foi dessa
> forma, meu comentário, também desconexo, não ficará sem sentido neste
> contexto.
>
> Bom, acho que o que você diz de cultura é muito certo. O Brasil é vítima
> de uma cultura própria, alienada, incoerente. Você está certíssimo.
> Deste modo quero me manifestar sobre as generalizações. Isso me preocupa
> muito e no Brasil, isso também é uma inconsistência cultural. Acho muita
> injustiça dizer que o bolsa família sustenta vagabundos, tendo como
> pressuposto a questão da generalidade. Concordo que tem muito vagabundo
> sendo beneficiado pelo programa. Acredito que pra situações emergenciais
> é necessário algo como o que o programa propõe. Contudo, acredito no
> acompanhamento pra que esse programa não seja algo vitalício e num
> trabalho que possibilite uma mentalidade de autonomia, pra que as
> famílias beneficiadas pelo programa o tenham como uma alternativa
> emergencial, como de fato deveria ser. Ocorre que para os nossos
> governantes não é interessante isso, porque se perderia um instrumento
> eleitoral muito forte. Agora, conheço e conheci muitas pessoas de bem
> que já passaram pelo bolsa família e que conquistaram a autonomia
> financeira e vivem com as próprias pernas. Chamá-los de vagabundos é
> injustiça. É isso.
>
> Grande abraço.
>
> On 18-04-2016 12:21, Rodolfo wrote:
> > Uma amiga minha mora na finlândia, e ela me falou disso, porém, lá tem
> > uma cultura diferente da nossa, e a educação lá é o foco principal
> > deles, logo, lá as pessoas não trabalham mas também não agem como
> > vagabundos, aqui os caras recebem bolsa-família e ainda tem um emprego
> > de traficante e por aí vai.
> >
> > Em 18 de abril de 2016 11:12, André N B <[email protected]
> > <mailto:[email protected]>> escreveu:
> >
> >     Dom 17 Abr 2016 às 12:47:45 (1460908065), [email protected]
> >     <mailto:[email protected]> enviou:
> >     > O problema maior desta vaga na minha visão ela é ilegal, pois
> >     frauda a CLT,
> >     > independente se for uma contratação pessoa fisica (freelancer) ou
> >     PJ. Pois
> >     > haverá uma regularidade nos serviços prestados. Só por este motivo
> >     a vejo
> >     > como anti-etica.
> >     > Sim tem gente que aceita tudo, pois esta com a corda no pescoço,
> >     mas nem
> >     > por isto devemos justificar e aceitar que haja no mercado de
> trabalho
> >     > vagas-escravidão;
> >     >
> >     > Um pouco de ética faria bem a todo mundo e em qualquer situação...
> >
> >     Ética é um imperativo autônomo e me parece estranha uma ética
> >     heterônoma.
> >
> >     Já a CLT e os direitos trabalhistas garantidos constitucionalmente e
> em
> >     tratados internacionais, ainda quando relevantes em uma perspectiva
> >     simbólica (o escravo deixa de ser objeto e passa a ser sujeito de
> >     direitos), têm efeito prático limitado, ante a desproporção da
> >     capacidade de financiar e arriscar a perda de demandas judiciais
> >     existente entre o sujeito trabalhador e o detentor do capital.
> >
> >     Para um, as demandas aparecem como custos hipotéticos ou previstos,
> que
> >     podem nem existir se o sujeito privado de direitos não propuser a
> >     reclamação.
> >
> >     Para outro, as demandas aparecem como um duplo risco: perder a ação,
> >     tempo e dinheiro investidos; e ter seu nome incluído dentre aqueles
> de
> >     contratação indesejada já que lhes falta a docilidade, obediência e
> >     temor reverencial que são as qualidades mais buscadas pelo
> empresariado.
> >
> >     Agora uma anedota: conheci certa vez uma finlandesa e, curioso por
> seu
> >     país, perguntei: como funciona o seguro desemprego em seu país? Ao
> que
> >     ela me disse: "Bom, todos as pessoas em idade de trabalho recebem
> >     seguro-desemprego independente de já terem trabalhado na vida e por
> >     tanto tempo quanto durar seu desemprego."
> >
> >     Sério?
> >
> >     Sim.
> >
> >     Mesmo se nunca trabalhar na vida, vai ganhar a vida toda?
> >
> >     Sim e se for mulher solteira com filho, ganha o dobro.
> >
> >     Hmm... e qual o valor?
> >
> >     €1,500.00
> >
> >     You fucking kidding me! No Brasil, as pessoas iam me mandar pra cuba
> se
> >     eu propusesse algo do tipo.
> >
> >     Aí entendi porque ela, como muitos outros europeus, viajam pelo mundo
> >     por meses, anos. E entendi o porquê de tantos "moi" no irc.
> >
> >     Mas o papel de um ensino voltado à formação técnica, acrítica, sem
> >     contextualização política e de uma massa de desempregados e
> miseráveis
> >     bem visível a olho nu, bem essa eu já devia conhecer depois de tantos
> >     anos na Republiqueta dos Banana-Maldonado.
> >
> >
>
> --
> Leonardo Rocha
> 4096R/7E7D1FE2
> about.me/leonardo.rocha
>

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