Isso mesmo, e como disse em outro tópico, tudo vai acabar na política, infelizmente.
Em 18 de abril de 2016 12:53, Leonardo Rocha <[email protected]> escreveu: > Pois é, concordo contigo, a proposta do programa é justamente essa, ser > por tempo determinado. Já li sobre ele. Como eu disse, para os políticos > não é conveniente tirar esse benefício, muito pelo contrário, eles > querem criar a dependência pra usar isso em favor próprio. Neste aspecto > o Brasil é uma arma nas mãos dessa gente. Se trabalhassem a educação > como ferramente de emancipação seria outra coisa. > > Abraço. > > On 18-04-2016 13:52, Rodolfo wrote: > > Cuidado com os equívocos, falei: > > > > "lá as pessoas não trabalham mas também não agem como vagabundos" > > > > Não falei que aqui só tem vagabundos, agora eu conheço pessoas na > > situação que falei (tráfico de drogas), em nenhum momento faltei com a > > verdade, sobre pessoas honestas, claro que há, conheço 1 pessoa que > > recebe e é do bem. > > > > Essa questão do bolsa família acho que deveria ser por tempo determinado > > e com intuito não só de dar o pão de cada dia, mas também > > profissionalizar, tipo, tu vai receber o benefício, mas também vai > > passar obrigatoriamente por treinamentos profissionais, e por aí vai. > > > > Em 18 de abril de 2016 12:07, Leonardo Rocha <[email protected] > > <mailto:[email protected]>> escreveu: > > > > Rodolfo e demais colegas. Boa tarde. Bom, tenho acompanhado as > > discussões desse list mas agora pensei que seria coerente eu me > > manifestar. O assunto tomou proporções desconexas e já que foi dessa > > forma, meu comentário, também desconexo, não ficará sem sentido neste > > contexto. > > > > Bom, acho que o que você diz de cultura é muito certo. O Brasil é > vítima > > de uma cultura própria, alienada, incoerente. Você está certíssimo. > > Deste modo quero me manifestar sobre as generalizações. Isso me > preocupa > > muito e no Brasil, isso também é uma inconsistência cultural. Acho > muita > > injustiça dizer que o bolsa família sustenta vagabundos, tendo como > > pressuposto a questão da generalidade. Concordo que tem muito > vagabundo > > sendo beneficiado pelo programa. Acredito que pra situações > emergenciais > > é necessário algo como o que o programa propõe. Contudo, acredito no > > acompanhamento pra que esse programa não seja algo vitalício e num > > trabalho que possibilite uma mentalidade de autonomia, pra que as > > famílias beneficiadas pelo programa o tenham como uma alternativa > > emergencial, como de fato deveria ser. Ocorre que para os nossos > > governantes não é interessante isso, porque se perderia um > instrumento > > eleitoral muito forte. Agora, conheço e conheci muitas pessoas de bem > > que já passaram pelo bolsa família e que conquistaram a autonomia > > financeira e vivem com as próprias pernas. Chamá-los de vagabundos é > > injustiça. É isso. > > > > Grande abraço. > > > > On 18-04-2016 12:21, Rodolfo wrote: > > > Uma amiga minha mora na finlândia, e ela me falou disso, porém, lá > tem > > > uma cultura diferente da nossa, e a educação lá é o foco principal > > > deles, logo, lá as pessoas não trabalham mas também não agem como > > > vagabundos, aqui os caras recebem bolsa-família e ainda tem um > emprego > > > de traficante e por aí vai. > > > > > > Em 18 de abril de 2016 11:12, André N B <[email protected] > <mailto:[email protected]> > > > <mailto:[email protected] <mailto:[email protected]>>> > > escreveu: > > > > > > Dom 17 Abr 2016 às 12:47:45 (1460908065), > [email protected] <mailto:[email protected]> > > > <mailto:[email protected] <mailto:[email protected]>> > > enviou: > > > > O problema maior desta vaga na minha visão ela é ilegal, pois > > > frauda a CLT, > > > > independente se for uma contratação pessoa fisica > > (freelancer) ou > > > PJ. Pois > > > > haverá uma regularidade nos serviços prestados. Só por este > > motivo > > > a vejo > > > > como anti-etica. > > > > Sim tem gente que aceita tudo, pois esta com a corda no > pescoço, > > > mas nem > > > > por isto devemos justificar e aceitar que haja no mercado de > > trabalho > > > > vagas-escravidão; > > > > > > > > Um pouco de ética faria bem a todo mundo e em qualquer > > situação... > > > > > > Ética é um imperativo autônomo e me parece estranha uma ética > > > heterônoma. > > > > > > Já a CLT e os direitos trabalhistas garantidos > > constitucionalmente e em > > > tratados internacionais, ainda quando relevantes em uma > > perspectiva > > > simbólica (o escravo deixa de ser objeto e passa a ser sujeito > de > > > direitos), têm efeito prático limitado, ante a desproporção da > > > capacidade de financiar e arriscar a perda de demandas > judiciais > > > existente entre o sujeito trabalhador e o detentor do capital. > > > > > > Para um, as demandas aparecem como custos hipotéticos ou > > previstos, que > > > podem nem existir se o sujeito privado de direitos não > propuser a > > > reclamação. > > > > > > Para outro, as demandas aparecem como um duplo risco: perder a > > ação, > > > tempo e dinheiro investidos; e ter seu nome incluído dentre > > aqueles de > > > contratação indesejada já que lhes falta a docilidade, > > obediência e > > > temor reverencial que são as qualidades mais buscadas pelo > > empresariado. > > > > > > Agora uma anedota: conheci certa vez uma finlandesa e, curioso > > por seu > > > país, perguntei: como funciona o seguro desemprego em seu > > país? Ao que > > > ela me disse: "Bom, todos as pessoas em idade de trabalho > recebem > > > seguro-desemprego independente de já terem trabalhado na vida > > e por > > > tanto tempo quanto durar seu desemprego." > > > > > > Sério? > > > > > > Sim. > > > > > > Mesmo se nunca trabalhar na vida, vai ganhar a vida toda? > > > > > > Sim e se for mulher solteira com filho, ganha o dobro. > > > > > > Hmm... e qual o valor? > > > > > > €1,500.00 > > > > > > You fucking kidding me! No Brasil, as pessoas iam me mandar > > pra cuba se > > > eu propusesse algo do tipo. > > > > > > Aí entendi porque ela, como muitos outros europeus, viajam > > pelo mundo > > > por meses, anos. E entendi o porquê de tantos "moi" no irc. > > > > > > Mas o papel de um ensino voltado à formação técnica, acrítica, > sem > > > contextualização política e de uma massa de desempregados e > > miseráveis > > > bem visível a olho nu, bem essa eu já devia conhecer depois de > > tantos > > > anos na Republiqueta dos Banana-Maldonado. > > > > > > > > > > -- > > Leonardo Rocha > > 4096R/7E7D1FE2 > > about.me/leonardo.rocha <http://about.me/leonardo.rocha> > > > > > > -- > Leonardo Rocha > 4096R/7E7D1FE2 > about.me/leonardo.rocha >

