Em Sat, 23 Nov 2002 15:21:05 -0200, Vitor Souza <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Como eu disse, é uma prioridade dependendo da pessoa. Para alguém que > estuda computação, concordo com você, com certeza é uma prioridade. Para > algumas outras pessoas não é. Se você acha que deveria ser uma > prioridade para todas as pessoas, discordo de você. Mas talvez nem valha > a pena discutir isso mais. :) É... os pontos de vista já estão bem claros =). > Claro que o básico a gente sabe, pois lida com isso todo dia. O básico > de muitas coisas acaba se tornando prioridade por uma necessidade que a > pessoa tem. Uma pessoa que usa o Microsoft Office no trabalho, terá que > se adequar a sua interface. Se a empresa resolve mudar tudo pra > StarOffice, a pessoa terá que se adequar à nova interface. Mas ambas as > interfaces, no fundo, são bem parecidas. As duas são bem intuitivas para > o usuário, para que ele não tenha problemas em se adequar. Pois então... mas ainda tem gente que sofre, porque só sabe lidar com Excel, não com planilhas... > Por que os teclados Qwerty possuem o layout que têm hoje? Porque > herdaram da máquina de escrever. Um amigo meu foi dar um curso de > introdução à informática e um jovem que nunca tinha mexido com > computação perguntou porque as letras no teclado não ficavam em ordem > alfabética. Realmente, não seria mais lógico? Mas o teclado teve que se > adaptar à necessidade do usuário da época, que estava acostumado com o > layout da máquina de escrever. Se não for assim, ninguém usa. nah nah nah... e por que a máquina de escrever era daquele jeito? Eu não tenho certeza, mas pra mim parece lógico dizer que a ordenação das letras não é aleatória e sim que segue uma lógica qualquer que facilite a digitação das palavras mais comuns, por exemplo. > > Porque as empresas que vendem o hardware não oferecem soluções > > pré-instaladas e porque ainda não tem jogos o suficiente para > > GNU/Linux. > > São duas boas razões, mas ainda acho que há outras, que já citei. Pra mim qualquer outra razão nos dias de hoje é secundária... > > Não... porque estão acostumados com o ambiente Windows... se qualquer > > um que instala Windows instala Mandrake então seu argumento já foi por > > terra =) > > Conseguem instalar o Mandrake, mas não o Debian. Porque o Mandrake é > feito pra eles, o Debian não. :) Pois... mas seu argumento era para o GNU/Linux como um todo, não apenas Debian =D > > Ler a bula é tarefa de paciente sim... assim como é tarefa de usuário > > entender como usar o programa... mas é tarefa de paciente receitar > > o remédio pra si mesmo? Essa é a analogia correta. > > Concordo. A diferença é que eu acho que "entender como usar o programa" > é equivalente a "entender como operar sua interface". Acho que você acha > que é necessário mais que isso. Não... não acho... na verdade o que eu acho é que não se deve entender como usar *o* programa, e sim *um* programa... a diferença está aí =) > Eu nunca vi no Debian, por exemplo, um "Assistente para Instalação de > novo Hardware" (talvez as distros mais user-friendly tenham isso). Isso > é um diferencial enorme para o usuário final, pois mesmo que o driver > não exista, pelo menos ele pode receber instruções de como proceder > nesse caso. E tem que ser algo gráfico e fácil de usar, não pode ser > simplesmente um aviso de que foi detectado um hardware PCI no IRQ 7, > address 0430:0030 ou algo do tipo no init. Se fosse tão fácil fazer isso certamente todas as dists teriam, eu acho =D > Português tem a ver com tudo na nossa vida, pois se você não souber se > comunicar, já era... Mas tem certas ferramentas que não são tão > necessárias: dirigir um automóvel, andar de bicicleta ou de moto, > adestrar um cachorro, dançar, jogar futebol, cozinhar, nadar, programar, > entre muitas outras... Depende de quanto aquela habilidade é útil na > vida da pessoa. Não podemos generalizar. dirigir, andar de bicicleta são atividades, não ferramentas... carros e bicicletas o são e é muito raro encontrar pessoas que não saiba lidar com essas ferramentas... não são todas as ferramentas que são úteis a todos, mas há utilidade no computador para quase todos. > Acho que você falou a mesma coisa que eu. Afinal, as necessidades do > mundo são as necessidades dos clientes. Você só complementou: eles não > pensaram nas necessidades do cliente porque para isso iriam gastar mais > dinheiro e foram muito gananciosos e não tiveram visão do futuro. Não... clientes não passam fome e comida para todos ainda é uma necessidade do mundo... []s! -- [EMAIL PROTECTED]: Gustavo Noronha <http://people.debian.org/~kov> Debian: <http://www.debian.org> * <http://www.debian-br.org> Dúvidas sobre o Debian? Visite o Rau-Tu: http://rautu.cipsga.org.br

