> Em Wednesday 27 October 2004 12:15, Marcio de Araujo Benedito escreveu: > > -----BEGIN PGP SIGNED MESSAGE----- > > Hash: SHA1 > > > > Uma das premissas do software livre é a GPL, e um argumento muito > > utilizado para a defesa da licença é que ela evita o fork, uma vez que > > os produtos livres sob a GPL podem receber as modificações, inclusive a > > revelia do autor original, e estas modificações segurem em frente, mas > > não como sendo um "clone".
Não. o fork é uma coisa desejada. Se é uma diferença para o software proprietário é porque existe a possibilidade de fazer sem problemas de patentes. Software livre precisamente trata da liberdade não só de usar software de um jeito não previsto pelo autor senão também da liberdade de alterar este software para ajustar ele a um propósito novo, incluindo a liberdade de compartilhar esta alteração com outros usuários. Acho que é a parte essencial do software livre que posso fazer isso mesmo não tendo um propósito novo, senão simplesmente porque gosto dele mais de outra forma (deixando de lado se assim estaria usando bem o meu tempo). [...] > > Porém, o que descubro ao instalar o pacote na minha máquina: [...] > > Pesquisando mais a fundo, descobrir, através do autor do klogo-turtle, > > que um pesquisador europeu que usava o klogo-turtle disse que o produto > > era bom, mas iria fazer um fork porque tinha de implementar "umas > > melhorias". Ele entao fez um fork e rebatizou de kturtle, porém ele nao > > tem quase nada de diferente, e o que ele mexeu fez piorar o software na > > minha opinião. A autoria do software no fundo é inalterável. Se alguem escreveu o código ele escreveu e mesmo que houver um contrato legal dizendo outra coisa, qualquer afirmação contrária faltaria à verdade. O software livre não é contra a manifestação desta verdade, mesmo que algum caso com os desenvolvedores do X na debian poderia induzir ao erro que fosse (lá tratava-se de não manifestar a autoria em um lugar destacado e não da manifestação de uma autoria diferente). Contrariamente, o costume é que enquanto houver pelo menos alguma peça significante no código (deixo aos ternos definir "significante"), o autor original é mencionado nos créditos, mesmo que seja uma proporção quantitativamente pequena. Conheço casos em que o autor original é mencionado mesmo após um rewrite total, sem uma só linha de código original, simplesmente para honrar a iniciativa e idéia originais. Se isso não é o caso com este software em particular, com certeza não é um problema europeu versus brasileiro. É simplesmente um erro do quem iniciou o fork. Como todos merecemos o benefício da dúvida, o melhor seria assumir que não foi por má fé é só um simples erro. Assim seria recomendável, o autor brasileiro pedir ao forqueador que mencione a autoria correcta e verdadeira. Caso que este se negar, ainda cabem medidas judiciais, pois o GPL não é uma licença para mentir. [...] > > ENtão software livre e GPL não evita fork. Não evita, e sim anima para fazer ele, mesmo que seria mais beneficioso para a comunidade de usuários os desenvolvedores brigar menos e cooperar mais. Mas eles tem o direito de desconcordar e brigar tudo o que desejem. > > Mas ainda assim eu me pergunto: Por que foi o fork que entrou no > > core do kdeedu, e não o original? De novo tendo a pensar que não há segunda intenção. Não seria possível que o desenvolvedor debian correspondente achou a segunda versão antes da primeira, deixou de procurar e nunca viu a versão original? Talvez o browser dele deu menos preferência à página original porque naquela há coisas em português e ele prefer flamenco, francês e inglês? Em qualquer caso, não há impedimento algum para mandar uma mensagem para ele e explicar porque você acha melhor a versão original. E se ele não concordar, ainda pode facilitar um pacote debian para todos os usuários, oferecendo uma alternativa bem no espírito do software livre. c.s.

