Marco escreveu: " > Isto ainda se aplica a crianças nascidas neste século?"
Evidente que sim. Não se pula etapas quando se fala de educação. A criança não é laboratório de testes. As escolas já estão abarrotadas de crianças analfabetas cursando 6ª série por causa do processo de educação continuada. Alunos universitários que não conseguem construir textos lógicos. Ortografia, estética e concordância não se pode nem cobrar. Professores que não conseguem redigir uma prova no computador, por que dizem: "Não sou pago para isto". Esta frase eu escutei de uma professora de uma conceituada escola particular do meu estado e da minha cidade. Universidades que aceitam ter software pirata nas sua máquinas. Estados, como S.Paulo, que o governo timidamente experimenta software livre em tele-centros comunitários com BrOffice. Antes de um BrOffice especial para crianças, é necessário que as escolas tenham um computador pelo menos. Tenham acesso a internet. Que professor e aluno possam utilizá-lo de forma plena. É necessário que as crianças saibam ler, interpretar, escrever corretamente, pensar, agir e aceitar a tecnologia como um coisa natural, livremente. Sei que existem crianças oriundas de centros um pouco mais desenvolvidos que já estejam acostumadas ao computador e a elementos tecnológicos em geral. Meus filhos são exemplo. Cresceram vendo o pai digitando em um teclado e lhes dando o direito de fazer o mesmo. Em nenhum momento da vida escolar deles, e olhem que sempre estudaram em escola particular, foi-lhes permitido o uso constante do laboratório de informática que está lá apenas para mostrar que a mensalidade paga tem sua aplicação em equipamentos e na diferenciação da escola pública. Mas, pergunte a uma criança do interior de Sergipe, Alagoas ou mesmo do Vale do Ribeira, Estado de S.Paulo, se ela já viu algum ou se já mexeu no teclado de um computador? Ou a professora do Rio de Janeiro que dá aulas ao sabor do tempo se ela pode ter um computador tomando chuva ou sol. Temos uma realidade a mudar. Temos muito trabalho pela frente. O BrOffice e mundo open source tem um papel extremamente importante na mudança de uma realidade. Na inclusão de uma legião de analfabetos tecnológicos. Crianças ou adultos, não importa. O BrOffice já tem uma experiência bem sucedida na Justiça Federal, fazendo com que o Juiz, que antes redigia sua sentença em uma máquina de escrever, possa, agora, usar um computador comprado com a economia com licenças de software proprietário dando agilidade no processo e equiparando estados "subnutridos" do ponto de vista tecnológico a estados um pouco mais "nutridos". EdgardCosta --------------------------------------------------------------------- To unsubscribe, e-mail: [EMAIL PROTECTED] For additional commands, e-mail: [EMAIL PROTECTED]
