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Projeto
Genoma Humano Prof. Jos� Roberto Goldim Biol. �rsula Matte
As primeiras discuss�es sobre o Projeto Genoma Humano (PGH) remontam � d�cada de 1980 quando o Departamento de Energia dos EUA promoveu um workshop para avaliar os m�todos dispon�veis para detec��o de muta��es durante o qual divulgou a id�ia de mapear o genoma humano. Neste mesmo per�odo foi criado na Fran�a o Centre d’Etude du Polymorsphisme Humaine (CEPH - Centro de Estudos do Polimorfismo Humano). Este centro coleta amostras de sangue e tecidos de fam�lias extensas e tornou-se o principal fornecedor de material para a elabora��o dos mapas de liga��o realizados pelo G�n�thon.
A id�ia de mapear o genoma levantou desde o princ�pio uma s�rie de controv�rsias. Para muitos pesquisadores tratava-se na �poca de um projeto irrealiz�vel. Para outros n�o havia sentido em mapear o genoma pois as infoma��es obtidas seriam desencontradas e n�o valeriam o esfor�o. Por outro lado, alguns pesquisadores viram naquela oportunidade a chance de transformar a biologia (e mais especificamente a gen�tica) em big science, com direito a financiamentos gigantescos e divulga��o ampla. O projeto foi lan�ado nos EUA quatro anos depois, patrocinado pelo NIH (National Institutue of Health) e pelo DOE (Department of Energy). A proposta era mapear todo o patrim�nio gen�tico do homem. Em seguida laborat�rios da Europa, do Jap�o e da Austr�lia uniram-se ao projeto. Surgiu ent�o um organismo de coordena��o internacional chamado HUGO (Human Genome Organization), para sintonizar o trabalho e organizar o conhecimento adquirido em um banco de dados centralizado, o Genome Database. Seu presidente do HUGO, H. Van Ommen, afirmou em 1998 que a miss�o do HUGO era facilitar e coordenar a iniciativa global de mapear, sequenciar e analisar funcionalmente o genoma humano e promover a aplica��o destes conhecimentos ao melhoramento da sa�de humana. Na fase final de sua primeira miss�o o HUGO assume seu pr�ximo papel para a dissemina��o das an�lises funcionais do genoma e o fornecimento de diretrizes respons�veis para as aplica��es e implica��es do genoma.
Desde os seus primeiros anos o projeto se caracterizou por um misto de otimismo exagerado, brigas entre os diferentes grupos participantes e not�veis avan�os t�cnicos e cient�ficos. Segundo Jordan (1993) o verdadeiro objetivo inicial do PGH n�o era o seq�enciamento, muito complexo, caro e trabalhoso, mas um mapeamento detalhado do genoma humano. No decorrer do processo os progressos tecnol�gicos foram t�o grandes que propiciaram o seq�enciamento mesmo antes do prazo previsto. De qualquer forma mapeamento e n�o seq�enciamento foi a estrat�gia francesa. Os alem�es foram sempre os mais reticentes quanto ao projeto. A verba destinada ao projeto foi de US$ 53 bilh�es e o objetivo era mapear todos os genes e 3,6x109 pares de bases do genoma humano at� 2005. Um percentual de 5% da verba foi destinado �s quest�es �ticas, sociais e legais, abordadas atrav�s do programa ELSI (aspectos �ticos, legais e sociais). Atualmente o projeto ocorre em escala mundial, inclusive com participa��o brasileira, envolvendo mais de 5000 cientistas em 250 laborat�rios. Talvez a maior evid�ncia da coopera��o internacional seja o mapa de liga��o elaborado pelo G�n�thon, laborat�rio franc�s mantido em parte por familiares de pacientes com miopatias.
Nem sempre esta coopera��o � f�cil. Problemas de financiamento do projeto e outras discuss�es como conflito de interesse entre os pesquisadores amea�am constantemente a integra��o e levantam sempre a possibilidade de centraliza��o da pesquisa. Para Shattuck (1998) uma an�lise isenta recomendaria revis�es de procedimento, prioridades, financiamento e supervis�o. Como um exemplo do que ocorre, pode-se citar a competi��o entre mais de 30 laborat�rios durante a descoberta do X-Fr�gil em 1991. Finalmente, o artigo franc�s enviado a Science em 25/10/90 foi publicado em 15/02/91 e o artigo ingl�s enviado a Cell em 15/01/91 foi publicado em 22/02/91. Para Jordan (1995) o projeto devem evitar esse tipo de desperd�cio que resulta de um distanciamento excessivo dos pesquisadores em rela��o �s conseq��ncias de seus trabalhos. Nesse sentido as associa��es de pacientes desempenham um papel essencial, confrontando os cientistas com a realidade quotidiana da doen�a bem como com as necessidades do doente e de sua fam�lia. � preciso compreender que o desenvolvimento cient�fico tamb�m vive de dubiedades, mas como diz Garcia (1994) devemos lutar por meios que impe�am a m� utiliza��o do conhecimento e que diminuam a dist�ncia entre a bio�tica e o progresso cient�fico.
Anexados ao PGH existem v�rios outros projetos genomas de organismos experimentais, como da mosca das frutas (Drosophila melanogaster) - j� terminado, do camundongo (Mus musculus) e de um nemat�ide de vida livre (Caenorhabditis elegans), entre v�rios outros. Estes projetos servem de aux�lio para o mapeamento de genes humanos. Al�m disso uma s�rie de instrumentos e t�cnicas, como PCR (Rea��o em Cadeia da Polimerase), YAC (Cromossomos Artificiais de Levedura), ABI (Seq�enciadores autom�ticos) CA repeats (repeti��es de dinucleot�deos utilizadas como marcadores de localiza��o g�nica), etc foram desenvolvidos a partir de necessidades do PGH e hoje s�o dispon�veis para laborat�rios de pesquisa e diagn�stico n�o envolvidos diretamente no mapeamento de genes.
O Brasil tamb�m tem dado sua cota de contribui��o ao projeto. Al�m de iniciativas isoladas, como os diferentes genes clonados pelo laborat�rio da pesquisadora Mayana Zatz na USP, uma iniciativa conjunta da FAPESP, Instituto Ludwig, UNICAMP, EPM e Faculdade de Medicina da USP criou o Projeto Genoma Humano do C�ncer. Este projeto utiliza o mesmo m�todo de seq�enciamento (ORESTES) desenvolvido em S�o Paulo para o seq�enciamento de uma praga de lavouras, Xillela fastidiosa. Esta iniciativa demonstra a import�ncia do projeto, capaz de congregar diferentes institui��es, a necessidade de financiamento pesado e a possibilidade de utiliza��o de metodologias desenvolvidas e testadas em organimos menores. Em mar�o de 2000, o Instituto Ludwig solicitou o patenteamento de um oncogene.
Liderados por Luca Cavalli-Sforza um grupo de geneticistas lan�ou um projeto paralelo ao PGH, o Projeto da Diversidade do Genoma Humano, que pretende estudar e preservar a heran�a gen�tica de popula��es humanas. Seus objetivos relacionam-se a estudos sobre as origens humanas e movimento de popula��es pr�-hist�ricas, adapta��o a doen�as e antropologia forense. Esses geneticistas preocupam-se que o “Genoma Humano” que est� sendo decifrado pelo PGH n�o corresponde ao genoma humano de todos os indiv�duos mas de uma parcela que est� representada nas amostras.
De fato, esse “Genoma Humano” n�o pertence a uma pessoa identific�vel mas � proveniente de v�rias amostras utilizadas principalmente em laborat�rios ocidentais. Os defensores do PDGH advogam a favor das diferen�as entre grupos humanos e contra o reducionismo do genoma a um tipo �nico. A import�ncia de estudar grupos humanos espec�ficos � reconhecida tamb�m por empresas de biotecnologia como a americana Coriell Cell que em 1996 anunciou na Internet amostras de DNA de �ndios brasileiros a venda. O fato gerou um debate entre cientistas brasileiros acerca do armazenamento de DNA dos ind�genas e suas poss�veis repercuss�es comerciais.
Os objetivos do PGH em sa�de envolvem a melhoria e simplifica��o dos m�todos de diagn�stico de doen�as gen�ticas, otimiza��o das terap�uticas para essas doen�as e preven��o de doen�as multifatoriais. Para Pena (1992) a problem�tica ELSI vai convergir na intera��o de tr�s elementos: os pesquisadores que geram o novo conhecimento, a comunidade empresarial que transforma este conhecimento em produtos e a popula��o que vai absorver e incorporar os novos conhecimentos em sua vis�o de mundo e suas pr�ticas sociais, al�m de consumir os novos produtos. Nesse sentido Clotet (1995) alerta para a responsabilidade cient�fica, uma vez que os: cientistas devem imaginar as conseq��ncias morais da aplica��o comercial de testes gen�ticos.
Os cr�ticos do PGH argumentam que seus objetivos eram tratar, curar ou prevenir doen�as. Para eles este � um longo caminho e por enquanto seu principal resultado s�o as companhias de biotecnologia comercializando kits diagn�sticos. Para Zancan (1994) o mapeamento gen�tico para detec��o de doen�as levanta ainda d�vidas sobre as suas conseq��ncias sociais, dada a dist�ncia que separa o diagn�stico das t�cnicas terap�uticas.
Para ela � hora da comunidade acad�mica sair da discuss�o intra-muros e levar � sociedade suas preocupa��es quanto ao controle social das novas tecnologias biol�gicas, independentemente das regulamenta��es.
� preciso lembrar que a an�lise gen�tica n�o � infal�vel e seus dados s�o com freq��ncia mal interpretados em virtude de uma tend�ncia ideol�gica da qual os pesquisadores, participam mais ou menos inconscientemente: uma deriva que passa muito facilmente e depressa de uma observa��o centrada no estado de sa�de atual de uma pessoa a um diagn�stico fundamentado exclusivamente na an�lise de seus genes (Jordan, 1995). Para Wilkie (1994) tamanha �nfase na constitui��o gen�tica da humanidade pode nos levar a esquecer que a vida humana � mais do que a mera express�o de um programa gen�tico escrito na qu�mica do DNA.
Todo ser humano tem uma identidade gen�tica pr�pria e, segundo a Declara��o da Unesco, o genoma humano � propriedade inalien�vel de toda a pessoa e por sua vez um componente fundamental de toda a humanidade. Dessa maneira ele deve ser respeitado e protegido como caracter�stica individual e espec�fica pois todas as pessoas s�o iguais no que se refere a seus genes, afinal unicidade e diversidade s�o propriedades de grande valor da natureza humana (Clotet, 1995).
As informa��es advindas do projeto devem servir para proteger a vida e melhorar a sa�de. Isto pode ser verdadeiro nos casos em que h� uma antecipa��o do processo terap�utico pela antecipa��o da doen�a, entretanto � preciso tomar cuidado quanto aos aspectos prejudiciais deste processo (Clotet, 1995).
Para Annas (19??) desde que os testes sejam volunt�rios e os resultados divulgados apenas com autoriza��o do indiv�duo, os testes baseados no PGH apresentam uma altera��o de grau, n�o de g�nero. Isso n�o � verdadeiro se considerarmos os testes preditivos.
Jordan (1995) acredita que "tomamos um caminho perigoso: ao inv�s de julgar um indiv�duo pelo que ele � hoje, vamos indagar sobre seu status de doente em potencial (e quem n�o �?) para trat�-lo como deficiente antes do tempo e sem ter a certeza de que se tornar�". Para ele isso significa definir a afec��o pelo gen�tipo, pelo que est� inscrito no DNA e n�o mais pelo fen�tipo, pelo estado presente da pessoa.
Para Khoury (1999) uma r�pida transi��o da descoberta do gene a integra��o na pratica clinica pode resultar no desenvolvimento e oferecimento prematuro de testes gen�ticos. Estudos epidemiol�gicos s�o necess�rios para valida��o de testes gen�ticos, monitoriza��o de seu uso pela popula��o e determina��o da seguran�a e efetividade dos testes em diferentes popula��es. Ele prop�e a cria��o de uma nova disciplina, a Epidemiologia do Genoma Humano (HuGE), combinando dados de epidemiologia gen�tica e epidemiologia molecular. De maneira semelhante Pena (1994) sugere a substitui��o de um paradigma tipol�gico por um paradigma populacional. No primeiro existem os alelos normais, ideais, perfeitos e os que n�o o s�o. J� no segundo a variabilidade � composta por mutantes sub�timos e lida com ambientes diversos. O fen�tipo, portanto, � din�mico e emerge da intera��o do gen�tipo como um todo (milhares de genes) com o infinitamente complexo ambiente. � a mudan�a do paradigma monog�nico de determinismo gen�tico (atraente e perigoso em sua simplicidade) pelo paradigma interativo epigen�tico n�o determinista.
Por outro lado os cr�ticos argumentam que o PGH dissemina a id�ia de panac�ia com vocabul�rios expansivos, promessas e termos hiperb�licos, mesmo em documentos oficias - "o Graal da gen�tica humana ...a resposta final do mandamento 'conhece-te a ti mesmo' " (W. Gilbert in Shattuck, 1998).
O PGH traz compara��es com o Projeto Manhattan e o Projeto Appollo, e transformou a Biologia em big science, como a f�sica, isto �, a no��o de um conhecimento (ou ci�ncia) impar�vel no sentido de controlar a natureza. A imprensa leiga aproveitou a id�ia e diariamente veicula as promessas do projeto, como: "Pens�vamos que nosso destino permanecia nos astros. Agora sabemos que, em larga medida, o nosso destino est� nos genes." V�rios autores alertam para o de uma eugenia mais sutil, promovida pelo PGH ao fornecer instrumentos para testes (Shattuck, 1998; Annas). Alguns participantes do projeto, como James Watson acreditam que h� um "potencial extraordin�rio para o melhoramento humano".
A quest�o do melhoramento e da eugenia refere-se basicamente ao quanto se confere � gen�tica na responsabilidade por condi��es multifatoriais. Assim mistura-se a identifica��o e tratamento de doen�as gen�ticas com as outras causas de doen�a (�lcool, drogas, pobreza,...), considerando-as todas de origem gen�tica e divulgando a esperan�a de que um dia encontremos uma "solu��o gen�tica" para estas condi��es de sa�de. Supondo que realmente existam genes da intelig�ncia, genes respons�veis por comportamento anti-social, genes alco�latras e drogados, genes neur�ticos, genes de infidelidade. A quest�o �, como coloca Ztaz (1994), o que se pode fazer com esse conhecimento? Clotet (1995) alerta para o fato de que n�o se deve utilizar estrat�gias gen�ticas para solu��o de problemas sociais, reconhecendo um risco potencial para o surgimento de um movimento eug�nico baseado no conhecimento do genoma.
Ao mesmo tempo n�o devemos atribuir ao PGH mais import�ncia do que ele realmente pode ter. Tome-se por exemplo a anemia falciforme, uma das doen�as gen�ticas mais se conhecidas e a primeira a ter seu gene identificado. Chama a aten��o o atraso das pesquisas e a pouca participa��o da gen�tica na melhoria da condi��o de sa�de dos pacientes e o PGH n�o vai mudar essa situa��o a curto prazo pois o conhecimento de um gene n�o � uma garantia de avan�o terap�utico. Da mesma forma, a discrimina��o de seus portadores e os abusos que se fizeram no teste desta doen�a n�o foram decorrentes dos ava�os do PGH (Wilkie, 1994).
De qualquer forma as quest�es �ticas envolvidas continuam sendo motivo de debate, tanto no que diz respeito �s informa��es obtidas quanto ao patenteamento de genes. Em 1991 o Congresso americano iniciou o exame de um projeto de lei dedicado � preserva��o das informa��es concernentes ao genoma humano (Human Genome Privacy Act). No ano seguinte a 44� Assembl�ia da Associa��o M�dica Mundial reunida na Espanha lan�ou a Declara��o de Marbella, em que se declarou contra o patenteamento do genoma humano, solicitando garantias contra discrimina��o e diretrizes b�sicas para prevenir a estigmatiza��o de popula��es em risco para doen�as gen�ticas. Neste mesmo ano, James Watson pediu demiss�o do seu cargo de diretor do PGH por ser contra o patenteamento de genes.
A quest�o do patenteamento s� foi resolvida em 1995 quando o HUGO publicou uma declara��o condenando o patenteamento de seq��ncias sem fun��o conhecida mas favor�vel ao patenteamento da descoberta das fun��es biol�gicas de novos genes ou suas aplica��es. O argumento utilizado foi de que o custo do projeto � muito elevado e sua realiza��o seria imposs�vel sem o concurso de empresas privadas, as quais est�o interessadas em obter exclusividade sobre suas descobertas. Essa atitude faz com que pesquisadores tenham que assinar contratos com empresas comprometendo-se a n�o divulgar seus resultados. Nesse caso a pesquisa cient�fica deixa de ser objeto de discuss�o entre cientistas para tornar-se uma propriedade industrial, como ocorreu recentemente com o gene da asma.
Um grupo de pesquisadores anunciou na revista Science a localiza��o de uma regi�o candidata para o gene da asma por�m n�o deu absolutamente nenhum detalhe a respeito da sua descoberta por motivos contratuais. Esses foram inclusive o motivo que os levou a divulgar a descoberta do locus candidato pois h� uma exig�ncia legal de comunicar aos acionistas da empresa que uma descoberta recente pode ter um poss�vel impacto sobre a valoriza��o das suas a��es.
A preocupa��o com o patenteamento � tanta que motivou uma declara��o da UNESCO em que � reafirmado que o genoma humano � propriedade inalien�vel da pessoa e patrim�nio comum da humanidade. Segundo este mesmo documento o nosso DNA nos pertence, temos a propriedade e a posse mas desconhecemos o seu significado. Esse � justamente o objetivo do PGH, cujo final parece ter sido antecipado para 2003. Mas provavelmente o conhecimento completo dos 3,6x109 pares de bases do genoma humano n�o seja o fim, mas sim o in�cio desse processo de compreens�o. Que novas perspectivas sobre os seres humanos trar� o seq�enciamento dos 3 bilh�es de pares de bases do genoma humano? A fun��o mais importante do projeto talvez seja a de transcender a si mesmo e nos ensinar, ou lembrar, que os genes e a gen�tica n�o s�o a base fundamental da vida humana. O PGH pode redefinir o nosso sentido de nosso pr�prio valor moral e descobrir um meio de afirmar, em face de todos os detalhes t�cnicos da gen�tica, que a vida humana � maior do que o DNA de que brotou e que os seres humanos conservam um valor moral que transcende a seq��ncia de 3,5 bilh�es de bases contidas no genoma humano (Wilkie, 1994)
Em 14 de mar�o de 2000, o presidente norte-americano, Bill Clinton, e o primeiro ministro do Reino Unido, Tony Blair, apelaram para que tudo que diga respeito a decodifica��o do genoma humano seja mantido no �mbito p�blico. Isto significa que todos os cientistas tenham acesso ao sequenciamento bruto do genoma humano. Os mandat�rios propuseram que os inventos possam ser patenteados e explorados economicamente.
O cientista e empres�rio Craig Venter, s�cio da Celera Genomics Corporation, informou, em 06 de abril de 2000 que a sua empresa j� concluiu o sequenciamento bruto do genoma de uma �nica pessoa. Em janeiro havia anunciado que este processo estava quase terminado. No pr�ximo mes de maio esta companhia ir� iniciar a ordena��o dos dados obtidos. O Dr. Venter � contr�rio a divulga��o p�blica e universal dos dados, defendendo a posi��o de que as sequencias, mesmo as que ainda n�o se conhe�am as fun��es associadas, podem ser patenteadas.
Em
julho de 2000 foi anunciado que os pesquisadores do Projeto Genoma Humano haviam
sequanciado a quase totalidade do genoma humano. O an�ncio foi feito na Casa
Branca, pelo Presidente Bill Clinton. Na solenidade estavam presentes os
pesquisadores do HUGO e o presidente da Celera. A imprensa mundial saudou o
an�ncio com grande empolga��o. Houve uma compreens�o inadequada do que estava
sendo divulgado. Muitos jornais e revistas afirmaram que o genoma
humano estava desvendado. A popula��o ficou com a
informa��o de que toda esta etapa estava vencida, quando sequer foi iniciada a
totalidade de identifica��o de genes humanos em todos os cromossomos.
O volume de interpreta��es corresponde ao de um texto
de 800 volumes semelhantes ao de uma B�blia, s� que n�o se sabe em que idioma
est� escrito.. Bio�tica e Gen�tica EUBIOS/Jap�o - Projeto Genoma Humano Limita��es da Biologia Molecular P�gina de Abertura - Bio�tica Texto inclu�do em setembro
de 1997 e atualizado em 04/08/2000 endere�o na www: http://www.ufrgs.br/HCPA/gppg/genoma.htm ============================================= ----------------------------------- Endere�os da lista: Para entrar: [EMAIL PROTECTED] Para sair: [EMAIL PROTECTED] -----------------------------------
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Title: Projeto Genoma Humano

