Agradecimentos a Marko Ajdaric por ter dado destaque a esta not�cia.
Melhor do que este artigo, para explicar a dor/alegria/amor de um prisioneiro, n�o vi ainda. � como uma das can��es de Frejda e/ou Cazuza:
"todo mundo � igual quando sente dor"
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Poesia prepara para a liberdade

Projeto leva nova perspectiva a 75 detentos da Penitenci�ria Industrial

Pioneiro/Ag�ncia RBS

 
Ressocializa��o: a solid�o, a saudade e a falta de liberdade s�o temas recorrentes nas can��es e poesias compostas pelos presidi�rios (foto Roni Rigon/Ag�ncia RBS)

       

 Os muros e as grades j� n�o prendem totalmente os detentos da Penitenci�ria Industrial de Caxias do Sul.

 

 Por meio da poesia, da m�sica e da alfabetiza��o, 75 dos 570 reclusos est�o redimensionando o sentido de suas vidas e transcendendo os limites impostos pela pris�o.

 

        O aprendizado e a descoberta de talentos s�o atalhos para a retomada da auto-estima, enfraquecida junto � perda da liberdade. Al�m do crescimento pessoal, as aulas podem contribuir para a redu��o da pena. Da mesma forma que o trabalho, cada tr�s dias de estudo valem como um dia cumprido na pris�o.

 

        A solid�o, a saudade e a falta de liberdade s�o os principais temas das poesias e can��es compostas pelos 25 detentos do grupo de musicaliza��o e da oficina liter�ria. A sensibilidade e a emo��o v�m � tona nos encontros semanais, que s�o coordenados pelo professor de m�sica da Rede Municipal de Educa��o, Paulo Pappen, e pela presidente da Academia Caxiense de Letras, Maria Helena Balen.

 

        � Trabalhamos com a musicoterapia, que busca a organiza��o interna por meio da reflex�o e do mergulho em si mesmo � explica Pappen.

 

        No in�cio do trabalho existe uma certa resist�ncia por parte do grupo, sob forma de deboche e ironia.

 

        � Muitos pensam que poesias s�o declara��es amorosas e infantis, mas os pr�prios colegas ajudam a superar isso � relata o professor.

 

        Maria Helena diz ter se surpreendido com o n�mero de poetas que encontrou na penitenci�ria.

 

        � O sofrimento faz fluir a poesia � analisa.

 

        Cinco professores da rede estadual desenvolvem a alfabetiza��o em quatro dias da semana com um grupo de 75 detentos. Paralelamente, duas assistentes sociais da Superintend�ncia de Servi�os Penitenci�rios (Susepe) executam um programa de prepara��o para a liberdade, com o objetivo de acompanhar os tr�s meses que antecedem a progress�o de regime.

 

        � Buscamos enfocar a forma como se cumpre a pena e n�o o delito cometido, � uma mudan�a de paradigma � salienta a assistente M�rcia Bernardi.

 
 

 

Terceiro lugar em concurso liter�rio

        O detento Carlos Cardoso, 44 anos, foi um dos primeiros integrantes do grupo de musicaliza��o e oficina liter�ria

 

        � Hoje troquei minhas armas: o fuzil pela caneta, que descobri ser muito mais poderosa � relata.

 

        Ele j� cumpriu 14 dos 43 anos a que foi condenado por assaltos a banco e roubos de autom�veis. Desde a sua entrada, em 1999, aprendeu a tocar viol�o e come�ou a musicar os poemas, tendo mais de 10 composi��es pr�prias. No ano passado, ganhou o terceiro lugar na categoria poesia do Concurso Liter�rio de Caxias. Cardoso considera a m�sica sua forma de protesto e a maneira de extravasar o sofrimento da pris�o.

 

        � Todo presidi�rio deve aproveitar essa desgra�a � opina.

 

        Ele diz ter mudado de vida e faz planos para o futuro.

 

        � N�o quero morrer antes do tempo, quero trabalhar, escrever e compor � conclui Cardoso.

 

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Justa Causa - 19.jun.2001
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