O modelo de universidade p�blica hoje � muito custoso para o contribuinte brasileiro. 
A dita autonomia da universidade vem a favorecer os interesses das universidade e n�o a sociedade.
Temos projetos importante levados em parceria com o capital privado, e nestes, campo, somente neste campo, temos a Universidade que a sociedade quer produtiva e pragm�tica.
 
De resto � o que o professor Milton Santos afirma: Um exerc�cio de hipocrisias e vaidades que vive a implementar o que os Estados do Norte pensam.
N�o se pensa na universidade, exceto quando vc esta engajando num projeto de capital privado, onde vc tem, a cada momento, justificar os custos ali aplicados.
No mais � somente est�tica. 
N�o pense que desejo a privatiza��o da universidade, mas este modelo de autonomia universit�ria somente gera mas um imbr�glio, um engodo, financiado pelo cidad�o.
 
N�o quero este modelo de universidade virtual ou real, e acho realmente prejudicial uma universidade na internet.
Imagine vc todo aquele formalismo.....Mestre, Dr. - Meu curr�culo � .... Acredito sim em grupos de estudos, ou altos estudo, onde qualquer um pode participar sem a hipocrisia e jogos de vaidades.
 
O que � a ant�tese da internet 
 
E se vc acha que no mundo real as universidades p�blicas � estes altar da liberdade do pensamento nascedouro da id�ias mais genu�nas, o que seria desej�vel, n�o se engane.
 
Em verdade � o que Milton Santos sublinha - um feudo de ilustres sofistas. V�em um pa�s afundar nas �ltimas tr�s d�cadas e continua, a copiar os modelos "modernos" do norte, de neo-colonialismo cultural.
 
FHC � um exemplo de tudo que afirmei acima.
 
Hetan 
 
 
 -----Mensagem original-----
De: Cristiane Rozicki [mailto:[EMAIL PROTECTED]]
Enviada em: s�bado, 30 de junho de 2001 22:23
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: [Direitos Humanos] Re: RES: Autonomia Universit�ria ?

 
Ol�,
 
Prezado Hetan, desta vez eu n�o te entendi.
 
Pr� quem, como n�s, que mantemos comunica��o eletr�nica, que queremos conhecer o pensamento das pessoas, queremos entender os acontecimentos, por que raz�o discriminar�amos o estudo e o trabalho?
 
N�o sei se ï¿½ por culpa da minha vida mesmo, a universidade passou a ser um conjunto formado por v�rios "ambientes" ou "espa�os" diferentes.
 
O contato freq�ente � a rede de computares. E Tem sido uma grande experi�ncia para a vida toda. N�o h� fronteiras. N�o h� nada que possa proibir uma comunh�o imensa de pensadores, e estaremos aprendendo o tempo todo.
 
Aprendendo a nos ouvirmos o tempo todo, aprendendo a trocar id�ias, aprendendo a descobrir e, o resultado disso: aprendendo a criar. 
 
At� a documenta��o eletr�nica j� est� prevista em lei.
Ora, o que nos impede de criar uma universidade virtual nacional?
J� pensou?
 
 
Cris
 
----- Original Message -----
From: Hetan
Sent: Saturday, June 30, 2001 8:41 PM
Subject: [Direitos Humanos] RES: Autonomia Universit�ria ?

Isso traz-me a lembran�a o saudoso Milton Santos ge�grafo mundialmente reconhecido, baiano da gema, e, naturalmente, bacharel em direito
 
"A universidade � uma ilha onde o que se exercita de melhor � a hipocrisia e as vaidades".
 
E a� tem gente que gosta de buscar pensadores do norte ...
 
Hetan
-----Mensagem original-----
De: Cristiane Rozicki [mailto:[EMAIL PROTECTED]]
Enviada em: domingo, 10 de junho de 2001 13:03
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: [Direitos Humanos] Autonomia Universitaria ?

 
 
----- Original Message -----
Sent: Sunday, June 10, 2001 12:30 PM
Subject: [Direito_Saude] Autonomia Universitaria ?

JORNAL ONLINE LABORAT�RIO DO DECOM/UFRN

Autonomia Universit�ria ?

Produ��o e Pauta -Sarina Sena

Reportagem – Priscila Tavares e Elaine Magna

Edi��o – Carolina Lopes e Maria Em�lia Lacerda

 

Qualquer universidade aut�noma dirige e gerencia todas as fun��es relacionadas a ela, como j� est� previsto na constitui��o – artigo 207 *- mas h� limita��es decorrentes das normas gerais aplic�veis � administra��o p�blica ditadas pela pr�pria constitui��o; algo que tamb�m defende a professora Maria do Livramento Miranda, diretora do Centro de Ci�ncias Humanas Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte “(...) formalmente as universidades s�o aut�nomas, a diferen�a � que apesar de estar apoiada pela lei desde 1988, h� uma defasagem entre a legisla��o e o exerc�cio da autonomia (...)”.

 

Deve-se lembrar que a quest�o da autonomia n�o � um assunto novo e j� vem sendo discutido a bastante tempo para que o conhecimento possa ser produzido, transmitido e disseminado, como defende a miss�o principal das universidades.  Algo interessante � que essas reivindica��es s�o internas, ou seja, feitas a partir das pr�prias universidades para o governo federal.

 

Esse � o fato que fez o MEC, com a aprova��o da SBPC, enviar um projeto de lei para modifica��o do artigo 207 ao congresso, com a proposta de aumento do poder de decis�o das metas e prioridades acad�micas da pr�pria universidade, diminuindo esse poder do governo federal que muitas vezes n�o tem conhecimento suficiente da realidade de cada institui��o.  Podemos destacar neste projeto algo falho, como o caso de se fazer necess�ria a privatiza��o de alguns setores da universidade (o artigo 206 da constitui��o defende que as universidades s�o p�blicas e gratuitas) e as despesas com os inativos que poder�o ser reduzidas, juntamente com a diminui��o das suas vantagens.  A partir do fato de estarem sendo geradas v�rias pol�micas em rela��o ao proposto o MEC ampliou a discuss�o para a sociedade** na espera de que com seus questionamentos, opini�es e contribui��es hajam mudan�as para melhor e que a ansiada autonomia universit�ria se torne realidade.

 

O que realmente importa para todos que estudam em uma universidade federal � saber as opini�es e o que est� sendo feito em cada institui��o.  Aqui, na UFRN, h� v�rias diverg�ncias com rela��o � proposta do MEC.  Um dos defensores desse posicionamento � o pr�-reitor de planejamento, chefe do comit� de autonomia da UFRN, criado pelo reitor �tom Anselmo de Oliveira e coordenador geral da UFRN, L�cio Fl�vio de Souza Moreira, “(...) a UFRN precisa estar aberta a avalia��o e ao controle social como ente de Estado; libertar-se dos entraves burocr�ticos que limitam as a��es das institui��es e agir com pluralidade t�cnica, cient�fica, ideol�gica e cultural no cumprimento de suas finalidades (...)”.  Outra defensora de algumas posi��es contra a proposta sugerido pelo MEC � a professora e diretora do CCHLA, Maria do Livramento Miranda, que diz ser o contrato de gest�o uma das quest�es mais discutidas, por tratar da quantidade de dinheiro destinado � educa��o que � repassado para as universidades e delas aos setores e projetos realizados.  A UFRN, bem como outros setores interessados como a ANDIFES e o CONSUNE, acha que essa � uma t�tica do governo e do MEC para poder repassar a responsabilidade da arrecada��o da verba para as pr�prias universidades que “ter�o que buscar os recursos de empresas privadas ou por conv�nio com o pr�prio governo para ‘ampliar’ a autonomia”, segundo Ricardo Pinheiro, suplente do pr�-reitor de planejamento.

 

Esta � uma preocupa��o de grande parte do corpo docente que como os estudantes inteirados do assunto defendem os dizeres : “Autonomia sim, privatizar n�o!”.  “O governo j� reviu as suas pr�prias id�ias em privatizar as universidades federais que s�o um exemplo para a sociedade de alto n�vel educacional e de qualidade (....) e este � um dos pontos positivos em defesa da universidade p�blica e gratuita.  Sou uma das que acredita que n�o h� “suporte” pol�tico no Brasil para que as universidades sejam privatizadas mas, o que n�o descarta a possibilidade de aumento do ensino universit�rio privado (...)” Defende e informa a diretora do CCHLA, Maria do Livramento Miranda.

 

O DCE posiciona-se totalmente contra a proposta da autonomia. De acordo com Fernando Fernandes, representante do DCE, a universidade ser� privatizada pois n�o poder� se manter com recursos pr�prios.  Ao questionarmos por que o DCE n�o faz campanhas de esclarecimento para os estudantes, o representante diz que elas s�o feitas, mas os alunos n�o se interessam e  j� chegaram at� a agredir os integrantes do Diret�rio quando estes sa�ram em campanha.   Os acad�micos est�o cientes do projeto de lei e das mobiliza��es, mas muitos deles ainda confundem autonomia com privatiza��o e n�o est�o a par das desvantagens levantadas pela UFRN e suas poss�veis conseq��ncias, por isso, faz-se necess�rio um interesse maior em se informar sobre as posi��es locais  e nacionais e das mudan�as que poder�o ocorrer no decorrer da sua vida acad�mica.


* O artigo 207 da constitui��o diz: “As universidades gozam de autonomia did�tico-cient�fica, administrativa e de gest�o financeira e patrimonial, e obedecer�o ao princ�pio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens�o.”

** E para entrar em contato e fazer parte de debates na internet com o MEC, entre no site: http://www.mec.gov.br  ou ligue gratuitamente para o telefone 0800-616161.

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