Prezado Roberto, Envio-lhe um e-mail pessoal, e n�o para a lista por que j� est� meio chato, para esclarecer-lhe de que a acupuntura n�o � uma especialidade m�dica reconhecida pelo CRM. Fa�o isso porque fui eu quem citou o exemplo da medicina e que voc� tentou desqualificar no texto que enviou � lista.
Assim, na medicina n�o h� disciplinas acad�micas, ou internato, ou resid�ncia, mestrado ou doutorado, que suporte essa "habilidade". Isso se d�, simplesmente, porque a acupuntura n�o tem uma metodologia cient�fica. Logo, est� fora do escopo da ci�ncia. Assim, acredito que suas fontes est�o equivocadas. Melhor dizendo, � preciso esclarecer quem s�o os que querem regulamentar tais pr�ticas. Como ilustra��o veja a defini��o de acupuntura no site "O p�o da Vida". "4- A ACUPUNTURA: teoriza-se na acupuntura que a energia c�smica est� distribu�da no corpo humano. A energia humana � positiva encontrando o equil�brio entre o positivo e o negativo, produz-se sa�de f�sica e bem-estar espiritual. Nesta t�cnica utiliza-se o TIN-YANG, (representa o equil�brio entre for�as contr�rias: negativo / positivo- branco/preto - bem/mal. O bem e o mal s�o a mesma coisa, apenas s�o vibra��es altas e baixas." Portanto, a acupuntura est� no mesmo ramo da magnetoterapia, biodan�a, fitoterapia, numerologia, astrologia etc. Sem querer polemizar, envio-lhe um fraternal abra�o, S� queria esclarecer a voc�. Augusto Pedroza Analista de Sistemas (e acad�mico de medicina, um tanto frustrado, porque ainda n�o consegui terminar ap�s seis anos de �rduo estudo). -----Mensagem original----- De: Roberto Amorim [mailto:roberto@;edsonqueiroz.com.br] Enviada em: ter�a-feira, 29 de outubro de 2002 18:01 Para: [EMAIL PROTECTED] Assunto: Re: RES: [discussao] mercado Daniel Menezes escreveu: > Calma Roberto. Se voc� reparar bem, n�o falei isso no > e-mail. Preconceituoso sou, mas n�o sobre isso. > Qualquer pessoa pode estudar e aprender l�gica de > programa��o e muitas outros coisas da nossa �rea, mas > o que to tentando dizer � que (vou tentar de outra > maneira), � que n�s, como cientistas da computa��o, > n�o podemos nos meter nos ramos da f�sica ou > matem�tica, nem servir de engenheiro civil numa obra, > mas todos esses, sem especializa��o alguma, podem > trabalhar em nossa �rea e tomar nossos empregos. Por > isso defendo a regulamenta��o. > > Daniel Pordeus Menezes Existem dois lado da hist�ria que voc� est� contando, e pelo lado que se olha voc� pode estar certo ou errado. particularmente entendo a sua indigna��o mas acho que voc� mira no alvo errado. Se um cara se prop�e a ser fera em inform�tica, processamento de dados, mecanografia, sei l� como se chama esta ci�ncia mutante, ele ser� estando ou n�o em um curso acad�mico. Por que a Inform�tica, como toda ci�ncia, depende apenas de estudo dedicado e o ambiente acad�mico � apenas um facilitador, uma usina de id�ias que facilita nosso aprendizado. Assim, se um cara n�o formado � citado como cr�nio na �rea eu aceito que ele � primeiro, estudioso, segundo, persistente. E reafirmando que a universidade n�o forma ningu�m, digo que voc� est� errado. O caso que voc� citou � diferente. Que me perdoem os engenheiros, pois conhe�o alguns muito gente fina, a maioria acha que tem o dom da onisci�ncia. Se voc� perguntar a ele quem seria o melhor presidente da rep�blica ele dir� que seria um engenheiro, o melhor deputado, idem. Como toda ignor�ncia tem seu corol�rio, ele acaba por achar que sabe mais computa��o que um profissional sem sequer ler algo sobre o tema. Falo dos engenheiros pois s�o o caso mais gritante, v�rios profissionais de outras �reas pensam do mesmo modo. Ent�o n�o vamos confundir um cara sem conhecimento querendo quebrar um galho com vb ou Clipper e um profissional com uma vasta gama de conhecimentos e sem um diploma de gradua��o. Falaram aqui da classe m�dica, e falaram como um bom exemplo. Sito ent�o um fato: A milhares de anos os chineses desenvolveram a t�cnica da acupuntura. Atrav�s de um acupunturista, infelizmente j� falecido, soube que eles, a centenas de gera��es, passam a arte de pai para filho. Os canais de energia do corpo tornasse objeto de estudo do filho desde os 5 anos de idade. Obviamente, em fun��o da r�gida metodologia cient�fica, a acupuntura at� pouco tempo era citado como pr�tica de feiti�aria e curandeirismo, uma engana��o, um placebo. S� que notaram que a coisa funcionava, e bem. O resultado � que agora est�o "regulamentando" a acupuntura. Uma coisa que eles devem envergonhadamente reconhecer que n�o tem fundamenta��o cient�fica na medicina ocidental � agora privativa dos m�dicos e os profissionais que come�aram a aprender aos cinco anos de idade agora s�o inaptos, os m�dicos precisam apenas de uma especializa��o de cem horas. Concorda que � corporativismo? []s Roberto Amorim
