Caríssimos amigos da lista,
 
    Em recente artigo publicado no "Environmental Forum", Frank Arnold definiu os impostos sobre consumo de combustíveis fósseis como a musa dos economistas ambientais que nunca, entretanto, conseguiu sair da plancheta.
 
    Parece-me que toda essa cortina de fumaça ao redor do novo imposto sobre conbustíveis, acabará por nos obrigar a refletir com um pouco mais de seriedade sobre o papel dos mecanismos economicos de implementação de políticas ambientais.
 
    É certo que de verde este novoo tributo não tem absolutamente nada, pois nenhuma proposta séria de ecotributação poderia ser formulada sem vinculação com estudos de alternativas e metas pre-estabelecidas de indução de condutas ambientalmente adequadas (e.g. indicativos do nível esperado de adoção de fontes "limpas" de energia), além evidentemente de um conjunto de medidas de política setorial destinadas a reforçar os resultados esperados.
 
    Neste contexto é de se perguntar: Sem as premissas que permitiram se considerar o proposto tributo como um imposto verde, valeria a pena lutar para que a destinação de parte dos recursos a programas ambientais? Haveria efetivo ganho? O efeito positivo não seria diluido por futuros cortes de outras dotações orçamentárias, enquanto  a destinação nominal de recursos legitimaria a exação como "ambientalmente adequada"??
 
    Abraços a todos
 
    Afrânio

Responder a