----------------------------------------------- Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!) Mensagem enviada por: "Antonio Fernando Pinheiro Pedro" <[EMAIL PROTECTED]> ---------------------------------------------- Francamente pessoal, eu n�o estou entendendo mais nada ! Minha mensagem, enviada de h� muito, n�o dizia respeito � bem humorada manifesta��o do Guilherme (realmente, estamos ficando jur�ssicos). Ali�s, o sinal da mensagem sequer est� datado, o que revela "inser��o" indevida. Nesse sentido, a irada manifesta��o do companheiro Rodrigo est� igualmente deslocada. De uma vez por todas. N�o transformemos nossa lista de Direito em lista de suscetibilidades. Isto posto, pe�o a aten��o do nosso grande e paciente moderador, para que sejam evitados empastelamentos de mensagens, ou mesmo colagens como a agora ocorrida. AFPP -----Mensagem Original----- De: Suindara <[EMAIL PROTECTED]> Para: Direito Ambiental <[EMAIL PROTECTED]> Enviada em: Segunda-feira, 2 de Agosto de 1999 17:18 Assunto: [DTOAMBIENTAL] Re: Antonio Fernando Pinheiro Pedro > ----------------------------------------------- > Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!) > Mensagem enviada por: "Suindara" <[EMAIL PROTECTED]> > ---------------------------------------------- > > > Caro Amigo Antonio Pinheiro Pedro: > Prometo: > Esta � minha �ltima manifesta��o sobre este assunto que, inicialmente, era > relativo a condena��o do MP em sede de ACP! > Se VSa. > est� se referindo a minha pessoa, sinto-me no dever de esclarecer alguns > pontos: > 1. A minha > forma��o profissional, com muito orgulho e considera��o, foi e est� sendo > efetivada (Mestrado e Doutorado) na PUCC e na USP, Universidades de > incontest�vel reconhecimento nacional e internacional, n�o s� pela simples > tarefa de transformar informa��o em conhecimento mas, tamb�m, por ensinar > como pensar de forma cr�tico-cient�fica - motivo pelo qual ainda adota as > disciplinas de Filosofia do Direito; �tica e Pol�tica; Hermen�utica Jur�dica > e Democracia, Cidadania e Participa��o ( esta ministrada pelo Ilmo. Prof. > Dalmo Dallari). > 2. Nem > b�bado eu conseguiria confundir os tradicionais conceitos de Estado, > Elementos do Estado, Organiza��o do Estado, Organiza��o da Administra��o, e > tantos outros! > � > salutar lembrar que s� o conceito de Estado pode ter v�rias vertentes, > dependendo da ci�ncia estudada, ou seja, aspecto pol�tico, sociol�gico, > jur�dico, etc. > > 3. Quando > fa�o a distin��o entre ser cidad�o e n�o ser Estado (nos limites da > discuss�o em pauta) pretendo demonstrar que n�o somos escravos pq nascemos > escravos; n�o somos pobres pq. nascemos pobres; entende?! (parece-me que o > nosso amigo S�rgio Jacomino entendeu) Esta indaga��o filos�fica, por > natureza, pretende ultrapassar a linha de pensamento simplista, para n�o > dizer rom�ntica, de nossos tradicionais manuais. Ela vai al�m daquilo que > VSa. chamou de b�sico; o b�sico n�s j� aprendemos! > > 4. Eu > indago quem � o povo daquilo que chamamos de Estado?!!! > No in�cio, mais especificamente em Athenas, o povo eram todos; ricos e > pobres, amarelos, brancos e negros; todos eram o povo, todos eram cidad�os. > Depois, quando Maquiavel desenvolveu a no��o de virtude pol�tica, a� > come�aram os nossos problemas. Passou-se a restringir quem era o povo do > Estado; mulheres e escravos, embora humanos, n�o mais pertenciam ao seleto > grupo do povo estatal - com a anu�ncia da lei. � isto que observo hoje: o > conceito legal de cidad�o procura selecionar um povo para seu Estado de > Direito enquanto outro povo vai ficando de fora; n�o entra em nossos > bonitinhos manuais de Direito Administrativo e Constitucional e, com muito > pesar, na cabe�a de muitos jur�stas, membros do MP, Magistratura, OAB e etc. > Hoje, a cidadania � usada para a exclus�o e, pior que isto, para legalizar e > justificar a exclus�o, a nova escravid�o pelos detentores do poder > econ�mico/pol�tico. > > 5. Para, > efetivamente, criar meios de efetiva igualdade (e n�o apenas legalidade) > entre o nosso povo (2% dos brasileiros detem 60% da riqueza nacional; 18% > possuem renda superior a um sal�rio m�nimo; 31% possuem subemprego > intermitente e 49% vivem na mis�ria absoluta!) que eu me formei em Direito e > � para isto que dedico toda minha vida. > > 6. Eu > tenho visto VSa. e acompanhado seu trabalho em Congressos e outros eventos e > o admiro muito, agora, dizer que sou ing�nuo, francamente a realidade � bem > outra! > > Abra�os > e, deixando as vaidades de lado, continuemos lutando por um Brasil mais > justo e democr�tico. > > Rodrigo > Andreotti Musetti "suindara" > > > > > Assunto: Re: [DTOAMBIENTAL] To be or not to be > > > >----------------------------------------------- > >Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!) > >Mensagem enviada por: "Antonio Fernando Pinheiro Pedro" > <[EMAIL PROTECTED]> > >---------------------------------------------- > > > > > >Guilherme, > > Essa distin��o entre Estado e entes organizacionais da Administra��o do > >Estado, j� foi objeto de discuss�o nesta lista, por ocasi�o dos debates > >sobre a possibilidade da pessoa jur�dica de direito p�blico ter ou n�o sua > >conduta criminalizada � luz da Lei 9.605. > > A quest�o � de ordem conceitual. Os conceitos, pass�veis sempre de > >mudan�a � medida que evolu�mos em nosso conhecimento, agem como balizas, > >orientando nossa viagem cont�nua em busca do desenvolvimento pessoal e > >melhoria de nosso entorno. Constituem-se, portanto, em instrumento > essencial > >para nosso trabalho de operar o direito. > > Verifico, com preocupa��o, que o conceito de Estado, seja ele qual for, > >n�o est� definido na cabe�a de muitos e gabaritados colegas de lista. > > O Estado constitui cl�usula importante de nosso contrato social, > >evolu�da daquela que previa a vetusta figura do "soberano", como singelo > >tutor dos conflitos, fonte do Direito e administrador da economia. > > O Estado, como organiza��o complexa, coopta e a�ambarca organismos > >estranhos � sua estrutura central e hieraquizada de poder, aparelhando-os > >ideologicamente. O Estado tamb�m integra mecanismos de participa��o > popular, > >visando atender � demanda multipla por melhor tutela, a��o normativa e > >organiza��o social; da� porque pode ser conceituado como "a sociedade > >pol�ticamente organizada". > > O indiv�duo investe-se na figura de cidad�o quando passa a integrar a > >organiza��o pol�tica da sociedade que o adota, ou seja, quando � inserido > >nos mecanismos de participa��o popular ou de administra��o do Estado, > >tornando-se usu�rio e part�cipe deste. > > O Estado, portanto, n�o se confunde com Administra��o P�blica, que por > >sua vez n�o se confunde com seus instrumentos funcionais de contr�le e > >execu��o (Executivo, Legislativo e Judici�rio), que n�o se confundem com o > >Governo, que por sua vez n�o se confunde com o Governante... > > O Estado � maior e mais complexo que os instrumentos funcionais de sua > >administra��o... > > Amigos, no meu entender, com todo o respeito, tais distin��es s�o > >b�sicas. Sem isso, fica dif�cil operar o Direito, seus conceitos e > >instrumentos. > > > >[ ]s. > >AFPP > > > > > >-----Mensagem original----- > >De: Guilherme Jos� Purvin de Figueiredo <[EMAIL PROTECTED]> > >Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]> > >Data: S�bado, 31 de Julho de 1999 11:57 > >Assunto: [DTOAMBIENTAL] To be or not to be > > > > > >>----------------------------------------------- > >>Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!) > >>Mensagem enviada por: Guilherme =?iso-8859-1?Q?Jos=E9?= Purvin de > >Figueiredo <[EMAIL PROTECTED]> > >>---------------------------------------------- > >> > >> > >>A hamletiana discuss�o sobre "ser ou n�o ser Estado", � divertida. > >>Eu, como o Gustavo Amaral, sou, compulsoriamente, Estado: servidores > >>p�blicos t�m os impostos descontados na fonte. E, quando devendo o Estado > >>em uma a��o de desapropria��o indireta, visto a camisa do Estado e a > camisa > >>de cidad�o. Indeniza��es milion�rias (centenas de vezes maiores do que > >>qualquer condena��o em ACP) j� foram fixadas ao longo da hist�ria de nosso > >>Direito Ambiental, em raz�o da cria��o de unidades de conserva��o. > Gostaria > >>imensamente de ouvir nesta lista mais algu�m tocar o dedo nesta ferida. > >>Quanto �s a��es civis p�blicas, devemos distinguir as coisas. A��o Civil > >>P�blica pode ser proposta pelo MP, pela Uni�o, Estados, Munic�pios, suas > >>entidades da administra��o indireta e ONGs. As primeiras a��es civis > >>p�blicas ambientais foram propostas por Procuradores do Estado. Posso > >>recordar os nomes de Ada Pellegrini Grinover e Marcelo Gomes Sodr�, pela > >>PGE/SP. O que se defende, na ACP, � o bem difuso. A� vemos claramente a > >>distin��o entre ESTADO e GOVERNANTE. Se o GOVERNANTE descumpre a > legisla��o > >>ambiental, se o GOVERNANTE autoriza irregularmente um licenciamento > >>ambiental, ent�o compete a n�s a propositura de a��es contra o GOVERNANTE, > >>e n�o contra o DINHEIRO P�BLICO. Os GOVERNANTES corruptos ou pouco afetos > � > >>defesa do meio ambiente e da coisa p�blica est�o se lixando para > condena��o > >>do er�rio. O meio eficaz ser� a a��o de improbidade administrativa, a > >>responsabiliza��o civil, penal, administrativa e pol�tica dos GOVERNANTES. > >>Dizer que n�o somos o Estado, com a devida v�nia, � uma afirma��o bastante > >>rom�ntica mas que n�o explica a raz�o pela qual todos n�s somos obrigados > a > >>declarar imposto de renda, a pagar imposto predial, a votar em 15 de > >>novembro, at� mesmo a respeitar a legisla��o ambiental. > >>� certo que, em 1974 - portanto, em pleno regime ditatorial -, desej�vamos > >>ardentemente n�o sermos identificados com o "Estado", isto �, n�o > >>participar do "sistema" e, assim, l�amos Herbert Marcuse, Norman Brown, > >>Theodore Roszak e particip�vamos dos festivais de rock. L�gico, isso � > >>coisa antiga, da minha �poca, o Pinheiro Pedro, o Fernando Walcacer e o > >>Benjamin ainda eram crian�as. > >>Hoje, s� n�o � Estado a FORD e outra d�zia e meia de multinacionais que > d�o > >>as cartas. N�o s�o Estado porque n�o pagam impostos. Al�m, � claro, da > >>crescente legi�o de pessoas que se encontram no n�vel da mis�ria absoluta. > >> > >>Guilherme > >> > >> > >>----------------------------------- > >>Dicas: > >>1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em: > >>http://www.pegasus.com.br > >>2- Pegasus Virtual Office > >>http://www.pvo.pegasus.com.br > >> > > > >----------------------------------- > >Dicas: > >1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em: > >http://www.pegasus.com.br > >2- Pegasus Virtual Office > >http://www.pvo.pegasus.com.br > > > > ----------------------------------- > Dicas: > 1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em: > http://www.pegasus.com.br > 2- Pegasus Virtual Office > http://www.pvo.pegasus.com.br > ----------------------------------- Dicas: 1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em: http://www.pegasus.com.br 2- Pegasus Virtual Office http://www.pvo.pegasus.com.br
Re: [DTOAMBIENTAL] Re: Antonio Fernando Pinheiro Pedro
Antonio Fernando Pinheiro Pedro Fri, 13 Aug 1999 12:24:48 -0700
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