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Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: "Dr. Pinheiro Pedro" <[EMAIL PROTECTED]>
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Fabiane,

Procure em Bel�m o Professor Roberto Santos.
Al�m de ser um dos maiores expoentes do Direito do Trabalho, aqui e no
exterior, o Professor Roberto Santos � um grande especialista em Direito
Ambiental.
Um abra�o e bem vinda � lista.
AFPP

-----Mensagem original-----
De: Fabiane Costa <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: S�bado, 16 de Outubro de 1999 00:26
Assunto: [DTOAMBIENTAL] O M�dico e o Velho


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>Lista: dtoambiental (Fique atento: dicas no rodape!)
>Mensagem enviada por: Fabiane Costa <[EMAIL PROTECTED]>
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>
>
>Ol� a todos.
>Sou nova na lista e como estudante do 2o ano de Direito da Universidade
>Federal do Par�, fico meio sem jeito com o grau de complexidade das
>quest�es levantadas e do pr�prio interesse pelos integrantes da lista.
>Moro em Bel�m do Par� e como todos voc�s sabem, estou numa regi�o bastante
>castigada por in�meros crimes ambientais, muitas propostas, muita discuss�o
>e pouqu�ssima a��o ou fiscaliza��o.
>Gostaria de expor minha dificuldade em encontrar projetos que estejam tendo
>sucesso na preserva��o ambiental na minha regi�o. Conhe�o apenas o N�cleo
>de Meio Ambiente da UFPa, fora dali, n�o tenho informa��o alguma. Se algu�m
>tiver informa��es, por favor, enviem-me.
>E para descontrair um pouco, resolvi enviar uma estorinha para a lista.
>Espero que gostem.
>Abra�os a todos!
>Fabiane Costa
>
>
>
>              O M�DICO E O VELHO
>
>Um m�dico se aproximou de uma velha casa, a qual estava em estado de total
>decad�ncia, com o telhado em ru�na, as paredes rachadas, os vidros das
>janelas estilha�ados, ao redor da casa o mato tinha crescido de maneira
>desordenada. Nesta casa, segundo diziam, morava um velho ateu e ego�sta,
>que sempre expulsara com �dio mortal todos os mestres e m�sticos que ali
>apareciam, e nunca tamb�m chamara um m�dico, pois sempre se achara
>independente e forte, ele sempre trabalhara o dia inteiro e nunca dividia o
>que conseguia, agora, que estava agonizando, pediu com urg�ncia a presen�a
>de um m�dico.
>
>O m�dico entrou na casa, ela estava cheia de artefatos tecnol�gicos,
>inven��es e sujeira, maquetes, projetos e livros, estava toda descuidada,
>com o quintal abandonado as ervas daninhas. Diziam que ali havia muitos
>animais, mas todos morreram, e muitas �rvores frut�feras, mas agora, ao
>redor da casa s� havia ervas daninhas e um terra imprest�vel e morta.
>
>O m�dico olhou para o velho agonizante e disse: "Meu amigo, tenha
>esperan�a, eu posso te curar." Ao que o velho respondeu: "Esperan�a? Quanto
>a vida foi ingrata comigo? Procurei dominar a natureza, compreender o mundo
>e ser rico e pr�spero. Mas, agora, tudo acabou ... Ah ! A vida foi t�o
>breve e ingrata.
>
>"Meu amigo" disse o m�dico ap�s um breve exame "sua doen�a �, infelizmente,
>incur�vel, mas n�s podemos orar juntos, pois para Deus tudo � poss�vel.
>
>O velho soltou uma risada hist�rica "Deus? Deus!? Se n�o pode me curar, n�o
>me venha falar desse Deus que me deixa morrer assim?
>Quando eu era crian�a, minha M�e falava de Deus, dizia que era meu Pai, que
>era bom, e eu at� que foi feliz acreditando nisso na minha inf�ncia, mas,
>quando jovem fiquei inteligente, estudei bastante, e vi que tudo isso era
>tonteira e o que valia a pena era o dinheiro, os prazeres da vida, o poder
>e a riqueza, mas as palavras de minha M�e martelavam em minha cabe�a, e de
>vez
>em quando tinha crises, e por aqui passavam mestres que ensinavam que o
>caminho era melhorar a si mesmo, um destes mestres falou-me que a causa de
>todo o meu sofrimento eram os meus prazeres, e logo em seguida veio outro
>que me falou que deveria amar todos os seres e dedicar minha vida somente a
>isso, vi que esses mestres tinham � inveja de meu sucesso, e n�o
>renunciaria as minhas descobertas por causa deles, assim os
>expulsei com murros e socos, resolvi construir inven��es que me tornasse
>cada vez mais poderoso, e assim foi passando minha vida, destrui toda a
>floresta daqui, plantei e explorei a terra, construi uma f�brica que polui
>o ar e as �guas, mas que me deu muit�ssimo dinheiro, nela constru�a armas
>cada vez mais poderosas, foi maravilhoso !!! Fiquei rico, mas minha sa�de
>piorou, tossia o dia inteiro , e resolvi inventar rem�dios . Mas num dia
>desses
>minha M�e retornou, ela era linda apesar de velhinha, ela me abra�ou e
>disse: "Meu filho, se arrependa, seu cora��o � bom! Procure ajudar os
>outros! Busque a Deus! Busque o amor!"
>
>"O que voc� fez?"
>
>"O que poderia fazer? Num primeiro momento, a olhei perplexo, depois
>observei todas as grandiosidades que constru�ra e disse "Minha m�e, olhe o
>que criei, me desculpe, mas voc� est� errada". Ao dizer isso ela se virou e
>foi embora, ia chorando, eu n�o fiz nada, quando estava bem longe disse :
>"Adeus! Meu filho! Passaram os dias e meses e me esqueci por completo
>daquele acontecimento, minha sa�de piorou e os rem�dios que criei pioraram
>minha situa��o, ventos fortes sopraram destelhando minha casa, logo em
>seguida veio uma seca que nunca acabava, e num dia o fogo estalou na
>planta��o e se espalhou de forma descontrolada, a� lembrei das palavras de
>minha m�e, mas foi tarde, tudo estava destru�do, quando o fogo apagou,
>voltei a casa em ru�nas e chorei amargamente, fiquei horrivelmente doente,
>e fui vendo uma a uma minhas inven��es quebrarem, o rio tinha ficado t�o
>polu�do que todos os peixes morreram, e at� o po�o em que eu tirava �gua
>secou, nestes tempos, alguns vizinhos vieram me visitar e deram alguma
>comida e conforto, mas os expulsei achando que queriam minhas terras e
>joguei fora a comida, pois podia estar envenenada, mas agora estou sentindo
>a morte, e n�o quero morrer ... por favor, me salve ..."
>
>"J� disse, senhor, que sua doen�a � incur�vel, deve pedir a Deus sua cura."
>
>"Deus, minha M�e, me perdoem, minha vida foi in�til e destrui tudo em minha
>volta, o melhor � morrer, n�o tenho for�as para come�ar tudo de novo".
>
>E morreu ... o m�dico fechou seu olhos, em seguida chamou os vizinhos,
>queimaram a casa e enterraram o velho, em seguida eles constru�ram uma nova
>casa, replantaram as �rvores, trouxeram de volta os animais que haviam
>fugido e deram esta casa a uma mulher que estava gr�vida . O sol brilhou
>novamente e ela deu a luz a um filho forte e alegre.
>
>O m�dico era Deus, o velho, a nossa velha Humanidade, a casa e o quintal, a
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>Dicas:
>1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em:
>http://www.pegasus.com.br
>2- Pegasus Virtual Office
>http://www.pvo.pegasus.com.br
>

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Dicas:
1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em:
http://www.pegasus.com.br
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