2008/4/10 m0f0x <[EMAIL PROTECTED]>: > João, > > Opinião cada um tem a sua, então, aqui vai a minha... ;) > > Os dados de qualquer empresa têm um valor inestimável, mas, > infelizmente, nem todas dão a devida importância a isto. Só quando "a > água bate na bunda" que elas dão - ou seja, deu algum regaço, aí que > vão procurar algo confiável.
Tem casos que nem assim... rs > > Tanto HDs quanto fitas são dispositivos mecânicos, sujeitos a problemas > e falhas. O problema é que HDs falham muito mais do que as unidades de > fita e seus cartuchos. A minha experiência, ou o meu azar (rs), provaram em contrário. > > Claro, se olharmos somente para o lado do custo, é lógico que todo > mundo vai querer e recomendar backups em HDs. Mas, sinceramente, backup > em HD é a mesma coisa que nada. Me dá até medo, e me lembra aquela > situação da empresa de fundo de quintal, com o carinha correndo com > aquela gaveta "USB 2.0 turbo" com um HD dentro, e, dentro dele, a > "vida" da empresa. > > Hoje, as unidades de fita não estão mais tão caras. Ainda bem que estas > unidades DDS/DAT estão sumindo do mercado, porque a época delas já se > foi. Só que eu garanto, se a unidade foi bem cuidada, sofreu as > manutenções corretas, e os cartuchos foram devidamente acondicionados > (longe de calor, umidade, estática), você conseguirá ler e restaurar os > dados. Se não me engano, as fitas também tem uma quantidade máxima de usos aconselhável, e acho que o HD tem o número máximo de escritas MUITO maior. > > Tenho clientes que finalmente migraram de DAT 72 para LTO-3. Tive de > "migrar" backups de 1996 para mídias WORM, e fiz isto sem demais > problemas. Tenho dúvidas se eu conseguiria ler estes dados se eles > estivessem num backup feito em HD, mesmo que este disco fosse um > cold-disk. Toda mídia deve ser revista periodicamente. Os CD-R, e acredito que também os DVD-R, se apagam em cerca de 2 anos. > > Quanto ao "problema" de trocar fitas, isso aí vai acontecer, só não vai > acontecer se a empresa tiver um pouco mais de dinheiro, ou, realmente > quiser investir, e comprar uma tape library ou um autoloader. Aí não é só um caso de um pouco mais de dinheiro, e sim, de um bocado mais de dinheiro. Pelo menos na última vez que vi o preço, a alguns anos atrás. > > Eu nunca recomendo backup em HDs, CDs ou DVDs, porque eles não duram o > quanto seus fabricantes especificam; passam longe disso. Infelizmente a > maioria das empresas e dos tênicos só lembram de investir na hora de > dimensionar e comprar seus servidores. Na hora que chega na proteção de > energia ou de dados, aí, começa a tragédia e a boquetagem... digo, o > jeitinho brasileiro :(. CDs é conhecido ter durabilidade aproximada de 2 anos, quando bem guardados. Eu acho que deve ser gravado inicialmente 2 mídias, isto é, em duas cópias. Depois de 1 ano ambas devem ser testadas, e se regravar uma nova cópia. Se uma antiga estiver ruim, o conteúdo pode estar Ok na outra. Quase que não existe mídia muito durável. Por absurdo que pareça, papel é muito mais durável. E este pão-durismo é comum também lá fora, mas não tanto quanto aqui. ninguém pensa à longo prazo. Tem empresa grande que deveria ter um segundo CPD, sósia do primeiro, para caso algo aconteça com o primeiro, mas quase nenhuma tem. Me contaram que um diretor de TI teve que mentir para o diretor da empresa para que conseguisse verba para criar o CPD reserva, em outro lugar. O diretor falava "Para que construir ele, se possivelmente nunca será usado e a chance de ser usado é muito pequena.". O diretor de TI disse que não era CPD reserva, e sim, de treinamento e de teste de novas versões de softwares, para quando colocasse no outro já estaria tudo completamente testado. Claro que enquanto não precisassem dele ele usaria para este fim, mas quando o principal parasse, ele assumiria. João Rocha. > > > > > On Thu, 10 Apr 2008 13:21:49 -0300 > "Joao Rocha Braga Filho" <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > > > (Perigo, flame war à vista.) > > > > Esqueça as unidades de fita. Faça backup em HDs. Compre uma unidade > > externa de HD, daquelas sem HD, e use HDs para backup. São mais > > rápidos, mais baratos por GB (especialmente se levar em conta o custo > > da unidade de fita), tem menos chance de não ter tamanho suficiente > > para caber o seu backup (e precisar trocar de fita durante o backup), > > dá menos problemas (tive algumas experiências ruins com fitas), não > > precisa ficar pulando gravações para pegar uma que está perto do > > final, pode gravar vários backups sendo feitos simultaneamente etc. > > > > Uma fita DAT DDS5 36/72 custa R$ 70.00, e um HD SATA de 400 GB custa > > R$ 225.00, e o de 500 GB custa R$ 280.00 (cerca de 1 centavo por GB > > mais barato que o de 400 GB), segundo o site Boa Dica > > (www.boadica.com.br). E no futuro estes HDs podem ir para > > computadores, e comprar HDs maiores para armazenar os backups. Isto > > seria possível fazer com fitas? > > > > Use 2 HDs para backup, pelo menos, e alterne-os. Nos dias pares um e > > nos ímpares no outro. Gusrde-os em outro lugar. Pode usar a > > criptografia do GEOM para aumentar a segurança, especialmente se o > > backup tem que ser levado para outro lugar. Aliás, aconselho guardar > > os backups em um lugar longe dos servidores. Pode ser até em um > > servidor colocado em um outro lugar, e o backup ser feito por rssh ou > > rsh. > > > > Espero que tenha criado uma "flame war boa", e não uma das chatas. > > > > > > Abraços, > > João Rocha. > > > ------------------------- > Histórico: http://www.fug.com.br/historico/html/freebsd/ > Sair da lista: https://www.fug.com.br/mailman/listinfo/freebsd > -- "Sempre se apanha mais com as menores besteiras. Experiência própria." [EMAIL PROTECTED] [EMAIL PROTECTED] http://www.goffredo.eti.br ------------------------- Histórico: http://www.fug.com.br/historico/html/freebsd/ Sair da lista: https://www.fug.com.br/mailman/listinfo/freebsd

