Bom dia!
Não, rola na net faz tempo.

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"Quelle connerrie est la guerre" 
(Jacques Prévert)

--- Em qua, 7/10/09, Maria Elena Rocafort <[email protected]> escreveu:


De: Maria Elena Rocafort <[email protected]>
Assunto: Re: [gl-L] Para os cafa da lista!
Para: [email protected]
Data: Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009, 0:47


  



Leni o texto é de sua criação?


2009/10/6 Paulo Sérgio Pinto <ppi...@superig. com.br>




Gosto do conceito "gentleman", mas vejo nos pretensos gentlemen um grande e 
grave problema: julgam-se melhores do que os não gentlemen. Quando percebi 
isso, passei a julgar mais importante tornar-me um homem do povo, um 
peopleman.  :-) :-) :-) 


leni balthar escreveu: 





Que é em definitivo um gentleman? É um homem livre e bem educado, existindo por 
si mesmo e sabendo fazer-se respeitar. É diferente do homem de boa sociedade, 
do homem de boas maneiras, mesmo do homem de honra: as maneiras, a linguagem, a 
polidez não bastam. São lhes necessárias, ademais, a independência e a 
dignidade. Qualquer vassalagem, qualquer servilismo, qualquer familiaridade 
mesmo, com mais forte razão um ato desonroso, uma mentira, uma improbidade, 
fazem perder o titulo de gentleman. – em suma, o gentleman é o tipo inglês do 
homem acabado, e pode dizer-se do próprio rei que é mais ou menos gentleman. A 
domesticidade sob todas as suas formas, suprime de duas maneiras o sentimento 
da igualdade: porque a dependência e a vulgaridade não podem confundir-se com a 
independência e educação. 
O gentleman lembra o sábio dos estóicos, o tipo do que se deve ser. É 
preferível que seja rendeiro e bem nascido, mas isso não é rigorosamente 
indispensável: é difícil mas não impossível que ele seja comercial ou 
industrial. 

Se deve ganhar a sua vida, é preciso manter-se altivo, reservado, superior á 
fortuna e ás circunstancia e só apresentar as suas contas como um artista ou um 
médico, com uma espécie de pudor altivo, que conta com a delicadeza do próximo 
e não confessa nem os seus sofrimentos, nem as suas necessidades, nem as suas 
inquietações, nem nada que o constitua inferior àqueles de quem reclama a 
estima e repele a comiseração. O verdadeiro gentleman é ou deve mostrar-se 
acima de qualquer coação; não tem senhor e não age senão por condescendência ou 
por dever. Homem algum não tem nada a ordenar-lhe, e quando obedece, é á lei 
impessoal, ou á palavra dada, ou ao contrato aceito, em suma, a si mesmo que 
obedece, ao que obedece justo, eqüitativo, e não a um despotismo qualquer. – 
“Deus e o meu direito”, eis a sua divisa. O gentleman é decididamente o homem 
livre, o homem mais forte do que as cousas, sentindo que a personalidade 
suplanta
 todos os atributos acessórios de fortuna, de saúde, de categoria, de poder, 
etc..., e constitui o essencial, o valor intrínseco e real do indivíduo. Diz-me 
quem és e dir-te-ei o que vales. Esse ideal luta felizmente contra o grosseiro 
ideal, igualmente inglês, do capital, cuja formula é: quanto vale este homem? 

O gentleman é o homem dono de si mesmo, que se respeita e se faz respeitar. Sua 
essência é pois a soberania interior. É uma caráter que se possui, uma força 
que se governa, uma liberdade que se afirma e se mostra e se regula sobre o 
tipo da dignidade. Esse ideal é mais moral do que intelectual. Mas do respeito 
a si mesmo derivam mil cousas, tais como o cuidado da própria pessoa, da 
linguagem, das maneiras, a vigilância do corpo e da alma, o domínio dos 
instintos e das paixões, a necessidade de bastar-se a si mesmo; a altivez que 
não implora e não quer favor algum, o cuidado de não expor-se a nenhuma 
humilhação, a mortificação alguma, não se colocando sob a dependência de nenhum 
capricho humano, a preservação constante da honra e do amor próprio.(...) Há de 
manter-se o gentleman irrepreensível, para não sofrer qualquer censura; para 
ser tratado com respeito, estará sempre atento em conservar as distâncias, em 
matizar as
 atenções, em observar todas as gradações da polidez convencional, segundo a 
classe, a idade, a situação das pessoas. Por isso mesmo, será 
imperturbavelmente reservado e circunspecto em presença de algum desconhecido, 
cujo nome e valor ignore e a quem poderia manifestar excesso ou falta de 
cortesia. Ele o ignora e o evita; e se é interpelado, desvia-se: se lhe dirigem 
a palavra, interrompe logo com altivez. 
Sua polidez é pois não humana e geral, mas toda individual e apropriada as 
pessoas. 


não concordo com tudo, mas achei interessante. ..






















      
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