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Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: "Luiz Claudio Portinho" <[EMAIL PROTECTED]>
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Inteiramente de acordo com a opini�o externada pelo colega Guilherme Purvim.

H� tempos venho notando que a OAB, em suas manifesta��es, n�o tem qualquer
preocupa��o em garantir espa�o para que os advogados p�blicos emitam suas
id�ias e, muito menos, participem da forma��o do pensamento da ordem como
institui��o.

Epis�dios como este dos precat�rios t�m sido uma rotina e, com certeza, o
IBAP deve se posicionar ativamente contra tais pr�ticas.

sauda��es.



Luiz Claudio Portinho Dias
Procurador Aut�rquico do INSS
Porto Alegre-RS - [EMAIL PROTECTED]



----- Original Message -----
From: Guilherme Jos� Purvin de Figueiredo <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Saturday, December 18, 1999 7:21 PM
Subject: [IBAP] A OAB representa os Advogados P�blicos?


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> Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
> Mensagem enviada por: Guilherme =?iso-8859-1?Q?Jos=E9?= Purvin de
Figueiredo <[EMAIL PROTECTED]>
> ----------------------------------------------
>
>
> Prezados colegas,
>
> O tema que trago a debate � extremamente pol�mico. Desde j� esclare�o que
> o que falo aqui n�o representa necessariamente o pensamento da diretoria
do
> IBAP.
>
> Ontem, 17 de dezembro de 1999, no encerramento do excelente curso sobre
> "Temas Atuais de Direito Admininistrativo", co-promovido pelo Instituto
> Brasileiro de Advocacia P�blica e pelo Centro de Estudos da PGE-SP,
tivemos
> o privil�gio de ouvir as palavras da Professora Carmen L�cia Antunes Rocha
> (Procuradora do Estado de Minas Gerais e Membro do Conselho Cient�fico do
> IBAP) acerca da representa��o dos Advogados P�blicos pela Ordem dos
> Advogados do Brasil. Ao final desse memor�vel encontro, onde brilharam as
> Procuradoras do Estado da Bahia B�rbara Camardelli, Rosana Passos e Zizi
> Martins, a car�ssima Professora Odete Medauar, o Procurador do Estado de
> S�o Paulo Egidio Carlos da Silva, ficaram algumas perguntas no ar:
> (01) O status profissional dos Advogados P�blicos � mais assemelhado ao do
> Advogado Liberal ou ao do membro do Minist�rio P�blico?
> (02) O Advogado Liberal deve obedi�ncia aos princ�pios �ticos da Advocacia
> P�blica?
> (03) A Ordem dos Advogados do Brasil tem efetivamente representado o
> pensamento dos Defensores P�blicos, dos Procuradores do Estado, dos
> Munic�pios e da Uni�o, da Administra��o Direta e Indireta, assim como dos
> Assessores Jur�dicos das Casas Legislativas?
>
> T�o logo se encerrou o curso, me deparei com o "Boletim n.8", da OAB-SP,
> intitulado "Morat�ria e Calote dos Precat�rios", com artigo de seu
> presidente, o advogado liberal Rubens Approbato Machado. Trata-se de
edi��o
> especialmente dedicada 'as preocupa��es de uma "Comiss�o Especial de
> Precat�rios".
> A despeito de contar com uma "Comiss�o do Meio Ambiente", presidida por
> M�rcio Cammarosano (Procurador do Munic�pio de Santo Andr�-SP, associado
ao
> IBAP) e uma "Comiss�o do Advogado P�blico", presidida por Vanderli Volpini
> Rocha (Procuradora do Estado de S�o Paulo aposentada, associada ao IBAP),
> nenhum dos dois advogados p�blicos se manifestou a respeito do tema na
> publica��o.
>
>   Na p�gina 3, com o t�tulo "Para o Estado, TUDO. Para os credores, NADA",
> � apresentada a seguinte chamada: "O calote dos precat�rios promete se
> oficializar com a proposta de emenda constitucional PEC 83/89 do senador
> Ant�nio Carlos Magalh�es, que prop�e morat�ria de dois anos para as
d�vidas
> judiciais, com a concess�o de oito anos de prazo para Estados e munic�pios
> come�arem a pagar seus d�bitos, a partir de 1 de janeiro de 2002". Em
> seguida OAB/SP publica "opini�es" do Ministro Carlos Velloso ("A menos que
> se fa�a uma reforma constitucional, os precat�rios devem ser honrados
pelos
> devedores"), do advogado liberal Ives Gandra Martins ("A lei n�o pode
dizer
> que o poder p�blico poder� descumprir decis�es judiciais") e do professor
> Goffredo da Silva Telles ("A morat�ria � inconstitucional. O princ�pio do
> Direito adquirido � inerente � democracia. N�o pode ser abalado. Isso,
> contudo, n�o significa que n�o possa haver entendimentos. Deve-se buscar
um
> acordo, um entendimento em torno da mesa dos advogados").
> Pergunto-me se o Exmo. Sr. Presidente do STF sabe que uma frase sua est�
> sendo utilizada numa clara campanha da OAB-SP em favor dos advogados que
> atuam na �rea de indeniza��es ambientais. Sem absolutamente nenhuma
> inten��o de me colocar a favor do projeto de ACM (n�o conhe�o o projeto e
> n�o nutro nenhuma simpatia pelo seu estilo pol�tico), observo,
> incidentalmente, que:
> (1) A frase do Min. Carlos Velloso � absolutamente correta e, por isso, a
> morat�ria est� sendo apresentada no contexto de uma emenda constitucional.
> Sua utiliza��o, portanto, � intelectualmente indevida;
> (2) A frase do advogado Ives Gandra Martins, que se tornou conhecido por
> suas a��es tribut�rias contra a Fazenda P�blica, tampouco macula o  PEC do
> Senador ACM, vez que alude a "lei" e n�o a "constitui��o";
> (3) O car�ssimo Professor Goffredo alude a "direito adquirido", quando n�o
> � isso o que est� em discuss�o.
>
> Na p�gina 4, � publicado artigo intitulado "Alimentares: na bacia das
> almas". Texto em destaque na p�gina alude a uma desapropria��o de um
> pr�dio. Indago aos colegas se acaso as indeniza��es por desapropria��o
> passaram a constituir d�bito de natureza alimentar.
>
> Na p�gina 5, � entrevistado o advogado Fl�vio Jos� de Souza Brando.
> Sup�e-se que uma das "perguntas" seja alusiva a uma obra de alt�ssima
> qualidade de autoria do associado Pedro Ubiratan Escorel de Azevedo e de
> Paulo Schwenck - "Regulariza��o Imobili�ria de �reas Protegidas".
Transcrevo:
> "P - Cinco processos contestados foram at� analisados em um documento da
> Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Procuradoria Geral do Estado?
(SIC)
> Brando - Este livro n�o corresponde � verdade; em 4 processos descritos, o
> governo j� perdeu. Isto � uma desonestidade intelectual, porque como foi
> editado por autoridade, pressup�e-se que seja ver�dico".
> Al�m de n�o conseguir captar o significado da "pergunta", observo que na
> Introdu��o da obra, os dois autores destacam: "As decis�es n�o s�o
> definitivas mas mostram sobretudo uma tend�ncia do Poder Judici�rio, que
> deve ser observada."
> � caso de indagar se o Boletim da OAB tamb�m constitui "edi��o de
> autoridade" (uma autarquia corporativa federal riqu�ssima) e, portanto, se
> igualmente deve respeitar princ�pios �ticos, como o da imparcialidade e o
> do respeito � verdade.
>
> Buscando dar legitimidade ao tom que o "Boletim" imprime ao tema, �
> publicada pequena mat�ria intitulada "Pela LEGALIDADE e pela JUSTI�A", de
> autoria de Norma Kyriakos, advogada e ex-procuradora geral do Estado de
S�o
> Paulo. Nesse artigo, a ex-advogada p�blica afirma que a quest�o da Serra
do
> Mar decorre de "uma a��o predat�ria muito clara, com fins evidentes de
> lucro ilegal e indevido. Contrap�e-se a ela a necessidade de preservar o
> meio ambiente, a vida e a qualidade de vida, o patrim�nio de cidad�s e
> cidad�os do Estado". Depois de afirmar que os Poderes Executivos fizeram
> ouvidos moucos �s manifesta��es dos Procuradores do Estado junto �
> administra��o, no que concerne ao necess�rio acompanhamento das a��es, �s
> den�ncias e aos aconselhamentos sobre falta de condi��es - recursos e
> pessoal t�cnico e jur�dico - para acompanhar as desapropria��es e
per�cias,
> evitando as distor��es que esse descaso tem acarretado, Norma Kyriakos
> afirma que isso n�o justifica que o Estado deixe de pagar as condena��es.
> O que a Dra. Kyriakos deixa de responder � se a Constitui��o da Rep�blica
> prestigia efetivamente o pagamento do que chamou de "lucro ilegal e
> indevido".
>
> Pergunto-me apenas: e o outro lado? Num boletim de 8 p�ginas, todas as 8
> p�ginas voltam-se contra uma estrat�gia jur�dica adotada atualmente pela
> Procuradoria Geral do Estado de S�o Paulo. Os aproximadamente 1700
> Procuradores do Estado de S�o Paulo est�o se sentindo efetivamente
> representados pela OAB? A pergunta � extensiva aos Procuradores do
> Munic�pio, aos Procuradores do IBAMA e do INSS, enfim, a todos quantos
> conhe�am de perto a realidade das indeniza��es milion�rias.
>
> Guilherme Jos� Purvin de Figueiredo
>
>
> -----------------------------------
> Dicas:
> 1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em:
> http://www.pegasus.com.br
> 2- Pegasus Virtual Office
> http://www.pvo.pegasus.com.br
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