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Vejam quanta coisa interessante.
Humberto Adami Santos Junior
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Para: [EMAIL PROTECTED]
Enviada em: Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2000 20:52
Assunto: [ABAA] En: Perguntas Sobre a Ba�a Humberto Adami Santos Junior
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De: Vilmar Berna
Enviada em: Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2000 23:02
Assunto: Perguntas Sobre a Ba�a �leo na Ba�a Por Vilmar Berna Perguntas que N�o Querem Calar Agora, passada a fase mais aguda da emerg�ncias, podemos nos debru�ar sobre algumas responsabilidades no caso do acidente do dia 18 de janeiro, quando a Petrobras deixou vazar 1,293 milh�o de litros de �leo na Ba�a de Guanabara do duto PE-II, que liga a Refinaria de Duque de Caxias (REDUC) aos terminais da empresa na Ilha D��gua. Se este fosse um fato isolado, poderia ser tratado como um infeliz acidente. Mas, sendo este o segundo vazamento no mesmo duto, como qualificar este acidente? Em 10 de mar�o de 1997, este mesmo duto deixou vazar cerca de 2,8 milh�es de litros de �leo combust�vel, mais, portanto, que o vazamento do dia 18, mas com o fato de n�o ter deixado rastros, pois ocorreu numa �rea de mangue. Na �poca, a Petrobras proibiu que se revelasse um relat�rio confidencial em que os peritos apontam que a causa do vazamento foi a corros�o externa da tubula��o, adicionado aos esfor�os de expans�o t�rmica, desalinhamento de tramos dos tubos no plano vertical, quando da constru��o do duto e pouca cobertura ou pouca coes�o do solo de enchimento da vala. Na ocasi�o, o Sindicato dos Petroleiros denunciou o fato ao Minist�rio P�blico Estadual. Cabe perguntar: que medidas o MP tomou na ocasi�o? Por que n�o surtiram efeito? Que medidas tomar� agora? Como garantir que, desta vez, surtam efeito para que n�o se repita novamente novos acidentes? No site da Petrobr�s ( http://www.petrobras.com.br/portugue/meioambi/meicui/meicui7.htm), constata-se que, apesar de n�o ter funcionado como o planejado, existe um Plano de Emerg�ncia da Ba�a de Guanabara, elaborado com outras empresas, Governo do Estado e Munic�pios, para a preven��o e resposta a acidentes na bacia da Ba�a de Guanabara. Mas salta aos olhos o subdimensionamento dos riscos. Qualquer manual de an�lise de riscos exige que se leve em considera��o o pior cen�rio poss�vel. Pois o pior cen�rio que os t�cnicos da Petrobras imaginaram, e que a FEEMA - �rg�o de controle ambiental do Estado do Rio de Janeiro - aceitou como verdadeiro foi de apenas 7 m3 (sete metros c�bicos). Uma enorme diferen�a de mais de 14.428% para o derramamento efetivamente ocorrido neste �ltimo acidente, quando vazaram 1.290m3!Diante desse fato, algumas perguntas que n�o querem calar:
Precisamos encontrar as respostas, sob pena de vermos a repeti��o de
acidentes semelhantes.
* Vilmar Berna � editor do Jornal do Meio Ambiente, presidente da Coopernatureza e foi o �nico brasileiro a receber em 99 o Pr�mio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente. Contatos: (021) 610-2272 [EMAIL PROTECTED]
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