Caros colegas de lista,
 
Com a not�cia que vai abaixo, parece que temos uma efetiva oportunidade de batalhar a cria��o de novos mecanismos contra a corrup��o. Mas, � claro, isso n�o interessa aqueles para os quais tais mecanismos s�o destinados e, na realidade, s�o eles mesmos que tem que aprovar as medidas - ir�nico n�o?
Estou propondo um abaixo assinado e toda forma de press�o no Congresso, imprensa, etc... para que o Brasil subscreva e ratifique as 2 Conven��es a respeito. Vamos encarar isso?
Parece que o IBAP tem, na luta contra a corrup��o, um de seus objetivos. Portanto, a� est� a oportunidade para p�-lo em pr�tica.
Estou me dirijindo, principalmente, aos representantes da institui��o em todos os Estados para que organizem isso, que tal?
Estando o Guilherme de f�rias, no seu retorno poder� encontrar a movimenta��o j� animada...
 
Jaques Lamac
 
 
Brasil demora a ratificar acordo contra corrup��o

Washington, EUA - O empenho e a freq��ncia com que tanto legisladores quanto membros do executivo brasileiro t�m reafirmado seu compromisso com o combate � corrup��o, agora no chamado "caso Eduardo Jorge", j� n�o impressionam os ativistas das campanhas internacionais anticorrup��o.

"A realidade � que, apesar dos esfor�os que as autoridades v�m fazendo internamente para enfrentar a corrup��o, o Brasil sempre reluta em exercer um papel de lideran�a em iniciativas multilaterais nessa �rea" , disse nesta quinta-feira � Ag�ncia Estado a diretora da Transpar�ncia Internacional nos Estados Unidos, Nancy Zucker Boswell.

A timidez brasileira nessa �rea ficar� evidente quando o Senado dos Estados Unidos ratificar a Conven��o Interamericana contra a Corrup��o, nas pr�ximas semanas. Recentemente, a Comiss�o de Rela��es Exteriores do Senado norte-americano aprovou a ratifica��o da conven��o por unanimidade e mandou o assunto a plen�rio.

Como os parlamentos de todas as demais na��es de maior peso no hemisf�rio j� referendaram a Conven��o (o Canad� o fez no in�cio do m�s passado), a ratifica��o pelos EUA deixar� o Brasil na esdr�xula posi��o de �nico pa�s importante das Am�ricas cujo Congresso n�o confirmou a ades�o a um acordo internacional que o Pa�s promoveu e foi dos primeiros a assinar, em mar�o de 1996. Al�m de Brasil e Estados Unidos, n�o ratificaram a Conven��o Guatemala, Guiana, Haiti, Jamaica e Suriname.

Este n�o � o �nico acordo internacional relevante ao combate � corrup��o que se est� empoeirando no Congresso brasileiro. O Tratado de Assist�ncia Legal M�tua, que o Brasil assinou com os Estados Unidos em 1997, tamb�m est� parado na Comiss�o de Constitui��o e Justi�a. Em 1998, o Senado americano ratificou o acordo. Seu prop�sito � agilizar a coopera��o e a troca de informa��es entre os minist�rios da Justi�a dos dois pa�ses em investiga��es criminais, acabando com a necessidade das cartas rogat�rias.

Segundo fontes oficiais, os executivos brasileiro e norte-americano j� responderam a todos os pedidos de esclarecimento apresentados pelos congressistas.

No caso da Conven��o Interamericana contra a Corrup��o, a primeira explica��o para a demora na ratifica��o foram algumas discrep�ncias de terminologia detectadas na tradu��o do texto do documento do espanhol para o portugu�s. Mas, segundo uma fonte oficial brasileira, esses problemas foram sanados h� tempo, e a Conven��o foi reapresentada ao Congresso em janeiro do ano passado, onde aparentemente n�o � vista como prioridade.

O Legislativo arrisca deixar o Pa�s na berlinda se n�o agir logo. A Transpar�ncia Internacional, a escola de Direito da American University e a Associa��o Interamericanas de Advogados lan�aram nesta quinta-feira uma campanha p�blica em favor da ratifica��o da conven��o pelos pa�ses que ainda n�o o fizeram e da cria��o de um mecanismo de avalia��o m�tua do cumprimento dos compromissos assumidos pelos signat�rios.

Esse mecanismo j� existe e vem produzindo bons resultados na Conven��o para o Combate ao Suborno de Funcion�rios P�blicos Estrangeiros adotada pela Organiza��o de Coopera��o para o Desenvolvimento Econ�mico (OCDE). Brasil, Argentina e M�xico s�o signat�rios desta conven��o e participam do mecanismo de avalia��o.

"A corrup��o tem efeitos financeiros devastadores nas economias", disse Claudio Grossman, diretor da Escola de Direito da American University, ao anunciar o objetivo das tr�s entidades de pressionar os governos para que criem mecanismo semelhante e passem � fase de aplica��o da conven��o antes da pr�xima c�pula hemisf�rica, em abril do ano que vem, no Canad�.

"Os cidad�os das Am�ricas reconhecem o impacto negativo da corrup��o e a transformaram num tema central das campanhas eleitorais no hemisf�rio", acrescentou. "A Conven��o estabelece os instrumentos que os pa�ses precisam, mas cabe a eles dar o passo seguinte e passar � implementa��o dos compromissos assumidos."

Paulo Sotero


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