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Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: "Alexandre Mussoi Moreira" <[EMAIL PROTECTED]>
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Gostaria de "meter a colher" na discuss�o apenas p/ lembrar que h� uns 3
anos, um Procurador do Estado aqui do RS foi execrado pela imprensa pq, em
defesa do estado, em um processo, afirmou q/ n�o poderia ser privilegiado um
aid�tico - que receberia tratamento -, em detrimento de crian�as em idade
escolar, pelo fato de aquele era terminal e estas representavam o futuro,
bem como inexistia fonte de custeio.
A defesa do Estado � muito �rdua!
ALEXANDRE MUSSOI MOREIRA
-----Mensagem original-----
De: Gustavo Amaral <[EMAIL PROTECTED]>
Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
Data: Quinta-feira, 31 de Agosto de 2000 21:13
Assunto: RES: RES: RES: [IBAP] saude


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>Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
>Mensagem enviada por: "Gustavo Amaral" <[EMAIL PROTECTED]>
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>
>
>Guilherme,
>
>Ao contr�rio de tantas outras vezes, agora estou na confort�vel posi��o de
>concordar com voc�.  A quest�o que se p�e � a seguinte: � poss�vel "n�o
>escolher", atender a todos?  No m�nimo as filas de transplante provam que
>n�o.  Ent�o, � necess�rio "por as cartas na mesa" quanto aos crit�rios de
>escolha: "fila" (primeiro a chegar, primeiro a ser atendido)?  Maximiza��o
>do resultado (mais pessoas atendidas com a mesma quantidade de recursos)?
>Compensa��o por discrimina��es passadas (a��o afirmativa)?  Precariedade do
>estado de sa�de?  Progn�stico de cura?
>
>Se as escolhas s�o inexor�veis, ent�o a quest�o � basicamente pol�tica.  O
>discurso jurisdicional n�o � pol�tico nem democr�tico, � o discurso de
>autoridade.  A decis�o judicial n�o vale porque � correta, mas porque �
>decis�o judicial (ao meu ver, esse � o sentido daquela conhecida frase, que
>a coisa julgada faz do preto, branco, e do quadrado, redondo).  O papel do
>discurso de autoridade, a meu ver, � de delimitar as escolhas poss�veis.
>Cabe, sim, escolher atender a alguns e n�o atender crian�as v�timas de
>doen�a rara, sem progn�stico de cura, cujo tratamento EXPERIMENTAL custa US
>$ 200 mil ao ano.  N�o cabe, por �bvio, n�o fornecer medicamento a paciente
>com c�ncer sob o fundamento de "estar na fase interna do procedimento
>licitat�rio para aquisi��o do medicamento" (os exemplos s�o reais,
>utilizados em meu trabalho.
>
>Eu me centro na seguinte quest�o: n�o h� "grandes decis�es".  H�, sempre,
>escolhas disjuntivas: atender a uns implica, NECESSARIAMENTE, n�o atender a
>outros.  As escolhas devem ser claras.  A estrutura judicial n�o � adequada
>para esse tipo de discuss�o.  Ela o � apenas para invalidar escolhas, n�o
>para tom�-las, salvo em quest�es pontuais e espec�ficas.
>
>Gustavo Amaral
>
>-----Mensagem original-----
>De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]]Em nome de
>Guilherme Jose Purvin de Figueiredo
>Enviada em: quinta-feira, 31 de agosto de 2000 18:06
>Para: [EMAIL PROTECTED]
>Assunto: Re: RES: RES: [IBAP] saude
>
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>Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
>Mensagem enviada por: Guilherme Jose Purvin de Figueiredo
><[EMAIL PROTECTED]>
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>
>
>Gustavo,
>A sua tese, com toda certeza, ser� de enorme valia para a defesa do
>Estado pelos procuradores que atuam na �rea de responsabilidade civil.
>Assim, sob o prisma estritamente jur�dico, certamente temos a promessa
>de um lan�amento editorial de grande envergadura.
>Permito-me, por�m, lan�ar algumas observa��es de cunho pol�tico,
>respondendo �s diversas indaga��es que fez ao Dr. Andr�.
>A vida �, sim, priorit�ria e, em meu entendimento, sobre tudo.
>� mais do que tempo dos Estados que t�m condi��es financeiras (S�o
>Paulo, Rio, Minas, Paran�, Bahia, Rio Grande do Sul, por exemplo)
>investir recursos em bolsas de estudo para formar cardiologistas,
>oncologistas, pneumologistas etc. Quanto � possibilidade de tais
>profissionais retornarem ao pa�s para medicar em regime privado, n�o
>vejo nenhum problema. Cabe, por�m, ao Estado firmar contratos com tais
>bolsistas para que n�o se esquivem os cardiologistas de devolver os
>investimentos p�blicos � popula��o que efetuou o financiamento. Dif�cil
>ser� justificar o investimento, digamos, da Justi�a do Trabalho, num
>curso de doutorado em Direito Tribut�rio para os seus magistrados.
>Acredito que o Estado deva investir em pesquisa para desenvolvimento de
>imunossupressores, na erradica��o do barbeiro e em saneamento b�sico?
>Isso vem sendo feito a duras penas, apesar de tantos cortes na �rea da
>educa��o e da pesquisa cient�fica, apesar da tentativa dos �ltimos
>governos em levar � fal�ncia as Universidades P�blicas. Na hip�tese de
>car�ncia de recursos em Estados mais pobres, resta a parceria com a
>iniciativa privada. H� milhares de funda��es e institui��es estrangeiras
>dispostas a integrar tal parceria.
>Talvez n�o haja recurso suficiente para todos os brasileiros terem o
>padr�o de vida dos suecos mas, com uma distribui��o de rendas menos
>perversa, certametne haver� recursos suficientes  para o atendimento de
>todos os exemplos que voc� deu.
>A vida, a sa�de, � evidente, est� acima de tudo! Isso n�o implica em
>inadimplir com os servidores p�blicos de outras �reas, nem em confiscar,
>nem em cobrar tributos sem lei. O custeio de "pol�ticas sinceras de
>sa�de" n�o depende de a��o ilegal do Estado.
>Concordo que um estado capitalista num regime democraticamente capenga
>sirva para enganar, ludibriar.  Engana e ludibria quando reveste com uma
>roupagem de legalidade (um t�tulo executivo judicial) uma fraude
>grosseira - caso das indeniza��es milion�rias. Engana e ludibria quando
>afirma que n�o disp�e de or�amento para a sa�de e, ao mesmo tempo,
>oferece a pre�o de banana as estatais mais lucrativas, comprometendo-se
>a assumir a parte podre (por exemplo, aposentadorias especiais e passivo
>trabalhista).
>Finalmente, sim, � priorit�rio colocar todas as cartas na mesa, tornar
>claras as escolhas p�blicas que s�o inexor�veis, exibir os or�amentos
>p�blicos a toda a popula��o, que deve ter o direito de participar do
>processo decis�rio.
>De qualquer forma, parab�ns pela tese e pela firmeza com que defende o
>Estado do Rio de Janeiro em ju�zo.
>Um abra�o
>Guilherme Jos� Purvin de Figueiredo
>
>-----------------------------------
>Dicas:
>1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em:
>http://www.pegasus.com.br
>2- Pegasus Virtual Office
>http://www.pvo.pegasus.com.br
>
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