Nem os escoteiros escaparam... (veja o item 11)
Abçs.
g.
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Fonte: <http://tinyurl.com/yfzcac>
Os 15 piores momentos
do mercado de tecnologia em 2006
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 22 de dezembro de 2006 às 14h54
Atualizada em 22 de dezembro de 2006 às 15h22
São Paulo - Relembramos as gafes e vexames
tecnológicos do ano, dos laptops explosivos à
espionagem corporativa, passando pelas pérolas do YouTube.
Este foi o ano em que a maior companhia de
software do mundo teve de reconhecer que seu
sistema operacional estava, novamente, defasado.
Foi também, o ano em que o maior fabricante de
PCs do planeta foi pego espionando repórteres e
executivos de seu próprio quadro de funcionários.
Em 2006, ligar o notebook foi uma aventura
explosiva. Mas isso não preocupava oficiais do
governo e de grandes corporações, afinal, eles já
tinham perdido seus laptops - junto com dados
pessoais de milhões de norte-americanos.
Navegando na internet, era grande a chance de que
você caísse no conto da adolescente solitária
(que na verdade era uma atriz). Se você assinou a
AOL, seus termos pesquisados podem ter sido mostrados para todo o resto da web.
E pior: se você fez algo completamente idiota,
qualquer um com uma câmera de vídeo e uma conta
no YouTube pode ter gravado seu deslize e o exibido para o mundo.
Nos próximos parágrafos, nós humildemente
elegemos os maiores micos no universo da
tecnologia em 2006. Se, por acaso, você encontrar
algum erro neste texto, por favor, guarde-o para você!
1 - Surpreendido pela bateria
Em julho, quando Thomas Forqueran e um amigo se
arrumavam para voltar de uma viagem a Nevada, nos
EUA, ele deixou um notebook Dell Inspiron 1300 na
cabine de sua picape Ford 66. Não demorou muito
para que Forqueran começasse a sentir cheiro de
fumaça e logo visse chamas saindo pela janela do
passageiro. Em instantes, o fogo chegou a três
caixas de munição que estavam no porta-luvas.
Forqueran e o amigo tiveram de correr para fugir
da explosão do tanque de gasolina do carro.
Inúmeros casos de laptops incendiados figuraram
em manchetes em 2006, mas foi o caso de Forqueran
que fez a Dell realizar um recall de 4,1 milhões
de notebooks equipados com baterias de íon de lítio, da Sony.
Logo, companhias como Apple, IBM/Lenovo e
Toshiba, entre outras, entraram no esquema. Em
julho de 2007, fabricantes de laptops planejam
lançar baterias de íon de lítio mais seguras.
Grande erro: Ter comprado qualquer equipamento que utilizasse baterias Sony
O maior erro: Guardar seu laptop próximo à munição
2 - O estilo HP de espionagem
Contratar pessoas para obter gravações
telefônicas de forma ilegal e colocar repórteres
sob vigilância, vasculhando seu lixo, lendo seus
e-mails e bolando planos para camuflar
informantes em redações - o escândalo de
espionagem protagonizado pela HP teve um cheiro
de "Watergate" que nem um oceano de perfume conseguiria atenuar.
Mas no interrogatório do caso, o controverso
testemunho da presidente consultiva deposta
Patrícia Dunn teve sua própria fragrância.
Patrícia e outros executivos da HP envolvidos no
esquema foram forçados a renunciar e o Estado da
Califórnia condenou ela e mais quatro pessoas por
fraude, falsa identidade e conspiração.
Grande erro: Espionar repórteres, membros do conselho e suas famílias
O maior erro: Não ter visto o filme "Todos os Homens do Presidente"
3 - Voto hackeado
Urnas eletrônicas são inseguras? Em maio,
pesquisadores de segurança descobriram uma brecha
nas urnas fabricadas pela empresa Diebold que
permitiam a um hacker manipular votos,
desencadear defeitos ou criar um 'vírus de voto'
que se espalharia de uma máquina para a outra -
tudo isso em segundos e com poucas chances de detecção.
No mesmo período, pesquisadores de Princeton
divulgaram que os equipamentos da Diebold podiam
ser abertos com chaves extremamente simples,
dando acesso ao cartão de memória da máquina.
A fabricante prometeu consertar a vulnerabilidade
rapidamente, mas declarou também que não estava,
assim, tão preocupada porque um ataque destes
exigiria "uma maldade sem precedentes".
Comentário suficiente para nos fazer sentir incrivelmente melhor!
Grande erro: Permitir que máquinas inseguras
participem de um processo eleitoral
O maior erro: Virmos a eleger alguém como Homer
Simpson para a Presidência - algo que pode
ocorrer caso continuemos a usar estas urnas.
4 - Derrapada da AOL
Também em julho, pesquisadores da AOL acharam
ótima a idéia de liberar os dados de pesquisa de
seus mais de 650 mil assinantes. Pensaram que
apenas trocando os nomes dos usuários por
números, ninguém fosse achar ruim. Raciocinaram mal.
Blogueiros corajosos que pesquisaram os dados
apareceram com fascinantes termos de pesquisa,
como "cocaína faz bem?" (usuário #1766737),
"quero financiar dentes de ouro" (usuário
#519928) e "como assassinar sua esposa" (usuário #17556639).
Após protestos, a AOL pediu desculpas e recolheu
os dados, mas já era tarde demais. Os empregados
responsáveis pela gafe e a CTO Maureen Govern
estão até agora procurando novas colocações profissionais.
Grande erro: Liberar dados dos consumidores aleatoriamente
O maior erro: Confirmar suas piores suspeitas sobre quem assina a AOL
5 - A ansiedade pelo Vista
A Microsoft jogou uma gigantesca pá de cal sobre
o faturamento dos fabricantes de PC quando
anunciou que as versões para consumidor final do
Vista estariam disponíveis apenas em 30 de janeiro de 2007.
Enquanto usuários corporativos já podem fazer o
upgrade para o sistema, computadores pessoais que
já venham com o Vista instalado não aparecerão
antes do fim da temporada de compras natalinas.
Para apaziguar os ânimos dos fabricantes
indignados, a mesma Microsoft bolou um vale que,
lotado de restrições, pode, talvez, oferecer
livre migração para os compradores de novos PCs.
Mas, isso depende de (a) quem vendeu o sistema;
(b) data da compra; (c) qual versão de XP ele
trouxe; e (d) qual das quatro diferentes versões
do Vista foi a escolhida. (Entendeu tudo?)
Depois, é claro que você mesmo é quem terá de
realizar o upgrade, sozinho, no conforto de seu lar.
É isso: se fosse fácil, não seria a Microsoft.
Grande erro: A Microsoft fazendo um upgrade de
sistema da forma mais humanamente dolorosa
O maior erro: Usuários não mudarem para Linux e Mac OS enquanto podem
6 - Perdedores de laptop
Quando o 'guru' Robert Ellis Smith declarou que
2006 seria "o ano dos laptops perdidos", ele não estava exagerando.
A lista de empresas que tiveram laptops com dados
pessoais extraviados é longa, muito longa: Aetna,
EDS, Equifax, Ernst & Young, Fidelity
Investments, FTC, ING, IRS, Starbucks, T-Mobile,
Toyota, Union Pacific, o Departamento de
Transportes dos EUA (três vezes!) e Verizon, para citar algumas.
O tsunami de perda de latops ocorreu em maio,
quando um portátil contendo dados pessoais de 28
milhões de veteranos de guerra norte-americanos
foi roubado da casa de um analista do Department of Veteran Affairs.
Na maioria dos casos, os dados não tinham
proteção com senha e tampouco tecnologia de
criptografia, permitindo acesso fácil de ladrões de identidade.
Grande erro: O pouco cuidado dispensado pela
empresa no armazenamento de nomes, endereços e números confidenciais
O maior erro: Ter nossas informações confiadas a estes palhaços
7 - As bobagens do YouTube
O ano de 2006 pode ser definido como o ano do
vídeo online. A lista de pessoas comuns alçadas à fama pelo YouTube é enorme.
Alguns destaques: o técnico da Comcast que
adormeceu no sofá errado; a âncora da CNN que
esqueceu o microfone ligado durante uma
reportagem política e teve sua conversa vazada; e
o hoje ex-senador pelo Estado de Virgínia que foi mordido por uma "macaca".
Descobrimos que o Big Brother somos nós mesmos.
Grande erro: Esquecer como uma câmera de vídeo e
a internet podem criar celebridades instantâneas ou algo do gênero
O maior erro: Chamar seus constituintes de macacos.
8 - Playstation 3: Atrasado, caro e incompatível
Quando foi anunciado, no segundo semestre de
2005, o Playstation 3, da Sony, era tido como a
maior coisa que já ocorreu no universo gamer
desde o surgimento do porco-espinho chamado Sonic.
Mas, os atrasos não demoraram a acontecer. Na
hora em que o PS3 chegou às lojas, seis meses
após o prometido, o Nintendo Wii, mais barato e
inovador, já havia tirado muito de seu brilho. Ao
preço de 599 dólares pelo modelo com 60 GB, o PS3
custa o dobro do valor cobrado pelo PlayStation 2.
Segundo a iSuplies, que enaltece as qualidades de
supercomputador do console, a Sony perca 200 dólares a cada PS3 vendido.
Graças aos atrasos na fabricação, a Sony enviou
apenas 150 mil unidades do console para o
lançamento norte-americano - menos da metade originalmente planejada.
E o console ainda é incompatível com mais de 200
jogos do Playstation e do PS2, apesar de a Sony
tentar resolver o problema por meio de atualizações online.
E qual a boa notícia? Jovens loucos por games
estão comprando PS3s e revendendo-os em sites
como eBay pelo dobro do preço. Tem mais: apesar
de suas autênticas baterias serem Sony, elas (ainda) não se incendeiam.
Grande erro: Tentar transformar um supercomputador em um videogame
O maior erro: Falhar em apunhalar a concorrente Nintendo na hora apropriada
9 - Desilusões na PodLândia
Em setembro, a Apple distribuiu pelo menos duas
dúzias de iPods contendo o malware de Windows
RavMonE Trojan. Isso já foi péssimo.
Mas, a resposta desleixada da empresa foi ainda
pior. "Como vocês devem imaginar, estamos muito
chateados que o Windows não seja tão seguro como
deveria ser, mas estamos ainda mais desapontados
com o fato de que nós não pudemos identificar este problema".
Com lojas inteiramente construídas em vidro, como
a Apple Store da 5ª Avenida, em Nova York, é de
se pensar se eles não deveriam tomar mais cuidado com o feedback que divulgam.
Grande erro: Distribuir iPods infectados com vírus
O maior erro: Usar o próprio pedido de desculpas para alfinetar a concorrência
10 - Google: Blogando para iniciantes
Você deve pensar que a companhia dona do
Blogger.com saiba muito sobre como, digamos,
blogar. Errado. Em 2006, não foram uma, nem duas,
mas três as vezes em que a Google sabotou seus próprios blogs.
Após um funcionário descuidado acidentalmente
deletar o blog oficial da empresa, em maio, o
estudante Trey Phillips, de 19 anos, rapidamente
criou um o googleblog.blogspot.com (logo devolvido aos donos).
Em outubro, um cracker aproveitou uma
vulnerabilidade dentro do Blogger para postar uma
mensagem falsa que dizia que o Google havia
descontinuado sua parceria com o eBay.
No mesmo mês, uma funcionária do Google postou
duas mensagens no blog oficial da empresa que, na
verdade, deviam estar em seu blog pessoal (nada
muito constrangedor, no entanto).
Grande erro: Permitir que os funcionários
publiquem posts sem a supervisão de adultos.
O maior erro: Acreditar que uma empresa caminhe
sobre as águas, mesmo que suas ações sejam negociadas a 500 dólares.
11 - RIAA: desonrando os escoteiros
A boa notícia: durante todo o ano, nem a RIAA ou
a MPAA processaram uma única pessoa por realizar downloads ilegais.
A derrapada: Escalar os escoteiros
norte-americanos para auxiliar na caçada a arquivos baixados de forma ilegal.
Escoteiros residentes em Los Angeles podem,
agora, ser condecorados para saberem mais sobre
redes peer-to-peer, realizarem excursões a
estúdios de Hollywood e gravar anúncios de
utilidade pública discorrendo sobre os malefícios
da livre troca de arquivos digitais.
Grande erro: Utilizar uma instituição
reverenciada para servir aos interesses de uma indústria
O maior erro: Ensinar aos jovens que eles podem
dar broncas em seus próprios pais por baixarem músicas da Shakira.
12 - Windows: Genuinamente desvantajoso
Se uma espécie de software se instalasse em sua
máquina silenciosamente, não pudesse ser removido
e enviasse informações sobre o seu sistema, você,
provavelmente, o chamaria de spyware.
A Microsoft tem outro nome para isso: Windows
Genuine Advantage. Em abril, a gigante começou a
distribuir o WGA como um update importante do
Windows que enviava dados a Redmond após cada
reinicialização e solicitava aos donos de cópias
não autorizadas do sistema (e até de versões
originais) que migrassem para o software autorizado.
A instalação e funcionamento do WGA deixaram os
consumidores irados, que por sua vez, ameaçaram processar a companhia.
A Microsoft recuou, levemente, ao deixar que as
pessoas driblassem o aviso e reduzindo a
freqüência com que o software informava o estado
do software na máquina do usuário. Mas a empresa
ainda afirma que o WGA existe para nos proteger
dos malefícios da pirataria do Windows.
Grande erro: A Microsoft pensar que ninguém ia perceber
O maior erro: Usuários acreditando que o processo
de validação do Vista será alguma coisa melhor
13 - A novíssima AOL
Talvez tenha sido a cada a base de assinantes,
cada vez menor. Quem sabe foi o blogueiro que
gravou a ligação provando que é mais fácil pagar
dívidas com a máfia do que cancelar a uma conta
da AOL; ou então o provedor finalmente percebeu
que não há mais nenhum ser vivo no planeta que
não tenha recebido (e jogado fora) o CD grátis de instalação.
O fato é que em agosto, a companhia da Time
Warner anunciou que estava deixando de cobrar as
caras assinaturas para se tornar um serviço
gratuito, patrocinado por anunciantes - o quarto
plano para 'salvar' a AOL em cinco anos.
Alguns meses depois, o arquiteto desta mudança, o
CEO Jonathan Miller, já não está mais em cena.
Conheça a nova AOL, idêntica à velha AOL.
Maior erro: Mudar de direção com tanta freqüência
que até mesmo seus funcionários ficam confusos
Grande erro: Alguém ligar para tudo isso
14 - Hoax de Hacker
Os geeks de browsers tomaram um susto em outubro
quando pesquisadores de segurança declararam ter
identificado uma séria brecha na relação do Firefox com o JavaScript.
Os desenvolvedores da Fundação Mozilla logo
correram para habilitar um patch antes que a
brecha fosse explorada. O problema é que a
"brecha" não passou de um boato, "uma
brincadeira", como definiu Andrew Wbeelsoi, o
jovem hacker que espalhou a falsa informação numa conferência.
Certamente, uma duvidosa forma de conseguir seus 15 minutos de fama.
Maior erro: Apresentar um slideshow engraçadinho numa conferência de geeks
Grande erro: Não esconder sua identidade ao enviar boatos à Mozilla.org
15 - O calendário da CA
Era uma ambiciosa mudança na forma de se contar
os dias. Em 2000, o ex-CEO da CA Sanjay Kumar e
outros sete executivos inventaram o "mês de 35
dias", alterando dados do faturamento de um ano
fiscal para incrementar o próximo e, assim,
turbinar o valor das ações da companhia.
Infelizmente, a invenção, além de ingênua, foi considerada ilegal.
Em abril, Kumar foi considerado culpado pela
participação no escândalo de 2,2 bilhões de
dólares e pelos próximos 12 anos não esquecerá disso.
Atualmente, a CA está tentando reaver os 14,9
milhões de dólares gastos na defesa do executivo,
que tinha mansões, iate e uma frota de carros que incluía duas Ferraris.
Maior erro: Kumar tentando provar sua inocência
após a maioria dos seus cúmplices ter sido desmascarada
Grande erro: A CA continuar defendendo seu ex-CEO até o fim da linha