Respondendo a Arthur:

> Eu  tenho uma bem antiga só com a entrada de antena de TV, liguei um
> videocassete  no lugar da antena e usei para converter duas fitas em
> DVD  e  funcionou  bem, pelo menos ficaram iguais ao VHS, tem alguma
> diferença usando outra placa de captura?

   Só  o fato de ter usado a entrada de antena para fazer a captura já
   é  garantia  de que a qualidade de sua gravação ficou comprometida.
   Pode  até parecer a olhos nús que a gravação está boa mas não está,
   a perda que você teve neste tipo de conversão foi grande.

   O  correto  seria usar conectores SVHS ou de video composto.

> Usei  o  proprio  software da placa que tem a opcao VCR com um timer
> para o tempo de gravacao, ele fez um MPEG de aproximadamente 2 gigas
> por cada hora de fita, depois foi só mandar pro Nero.

  É  mais  ou  menos  assim  que funcionam todas as placas de captura.
  Algumas  com  programas  que fazem tudo automaticamente e outras nem
  tanto,  onde  é  preciso  ter  mais  conhecimentos  para  configurar
  adequadamente os formatos, quanto mais profissional a placa mais ela
  exige de conhecimento.

  Não significa que não é possível fazer e para uma ou outra conversão
  funciona  adequadamente,  sei  disso porque usei várias placas e fiz
  diversas conversões que aparentemente também ficaram boas.

  Só  comparando  com  a  conversão  feita  por  um bom conjunto VCR +
  Gravador  de  DVD de mesa é que percebemos a diferença, sem contar o
  fator tempo.

  Observe  que  para converter suas duas horas de VHS foram consumidas
  no  mínimo  4 horas de trabalho, certamente foi até mais que o dobro
  disso,  mas  em condições excepcionais de bom funcionamento seriam 4
  horas de trabalho para cada 2 horas de video.

  Tente fazer isso todo dia e verá que não compensa.

  Um  bom  conjunto  gravador DVD de mesa + um bom VCR significa que o
  tempo de trabalho para a conversão é o tempo de duração da fita.

  Falo  de  conversão  e  não de edição, pois a edição leva o trabalho
  para  outro patamar, tanto que um trabalho com edição costuma custar
  no mínimo 3 vezes mais que um trabalho de conversão.

  Há  boas placas de captura no mercado e se colocadas em um micro bem
  dimensionado  podem  fazer o trabalho adequadamente. Só que pensando
  em   termos  de  atuar profissionalmente não compensa o investimento
  em equipamento e conhecimento que precisa adquirir para fazer.

  Bom   lembrar   que   estou   setorizando,   quem  pensa  em  atuar
  profissionalmente  no  mercado de video precisa ter tanto o gravador
  de  DVD  externo quanto a melhor placa de captura e micro que puder,
  pois há trabalhos de todos os tipos.

  Mas  para o amador, ou seja, aquele que quer converter suas próprias
  fitas  ou  a  de  alguns  amigos  e  parentes  para  fazer um bico o
  equipamento  ideal  e  primário  não  será  o  computador mas sim um
  conjunto  de gravador de DVD + VCR. E se não tiver nenhum dos dois a
  escolha  de  um  combo é provavelmente a mais interessante, embora a
  oferta de combos seja mais limitada.


 >> Quando a idéia é fazer conversão de VHS para DVD existe quase unânimidade 
 >> de que o gravador de DVD de mesa é mais adequado.

> Isso eu não entendi, a qualidade nao depende do video cassete ? ou
> esse já converte direto ?

  A  qualidade  final  depende  da  forma que se faz a cópia e o VCR é
  apenas um dos ítens a se considerar.

  Não adianta ter o melhor VCR do mercado se a sua placa de captura ou
  mesmo seu gravador de DVD de mesa não tiver recursos compativeis com
  ele.

  Um  exemplo  dos  mais  básicos, se passar uma fita estéreo mas usar
  cabos mono ou um VCR mono estará perdendo qualidade do audio.

  Os tipos de cabo que usar pra fazer a conversão também interferem na
  qualidade  da  gravação,  se  usar o cabo RF (da antena) terá a pior
  qualidade  de  imagem possível. Se usar cabos de video composto terá
  boa  qualidade  mas  não  será a melhor, no caso dos VHS o máximo de
  qualidade  é obtido com cabos SVHS, que não estão presentes em todos
  os aparelhos de VCR, apenas nos mais modernos.

  Quando usa um combo tem a vantagem da conversão ser feita sem uso de
  cabos,  o  sinal  é  gerado  internamente  e  nas melhores condições
  possíveis, garantindo uma boa qualidade de gravação.

  E  tem  a  própria  fita  VHS,  não  adianta  ter  o melhor aparelho
  reprodutor  e gravador se a fita estiver danificada ou comprometida,
  neste caso já passou da hora de fazer a cópia.

  E um detalhe final.

  A  simples  reprodução de uma fita VHS já corresponde a uma perda de
  qualidade,  ou  seja,  se  fizer uma cópia e depois outra e outra de
  fitas  VHS  estará  corrompendo  a  fita  a cada cópia efetuada. Com
  apenas 3 ou 4 cópias a qualidade já está comprometida visualmente.

  Ou  seja,  é  preciso fazer a cópia a partir do original, sempre que
  possível.

  E ainda há outras questões, tal como o formato de gravação, bitrate,
  resolução e muitas outras questões que interferem na qualidade.

  E  quando  falo  de  qualidade  não  é aquela questão simples do que
  estamos vendo na tela, pode parecer que uma imagem está muito boa na
  tela  de  uma boa TV e um excelente reprodutor, mas se for trabalhar
  com  esta  imagem  para  usar  em  outras  atividades  entenderá que
  qualidade  é algo que nem sempre está associado ao que a gente vê na
  tela.

  A   maioria   das   placas  de  vídeo mais antigas, fazem captura em
  resolução  máxima  de  320x240,  sendo  que esta é uma resolução com
  menos  de  50%  da  resolução de uma TV comum, se capturar um quadro
  digitalizado  de  uma  imagem  destas verá que não é possivel sequer
  imprimi-lo com boa qualidade.

  Na  tela  da  TV  parece  bom,  mas  quando  falamos  em digitalizar
  significa estender a imagem para uso em muito mais que isso.

  Alias  devia ter respondido isso lá no "Divino sabe" pode ser útil a
  mais  pessoas,  mas como já escrevi aqui, vai aqui mesmo, mais tarde
  coloco lá ;8)
  
    Grande abraço,

    Divino  Leitão
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