Ol� pessoal da lista:
Estava apreciando a discuss�o sobre Kc em plantas chamadas "isoladas" em
lis�metro, nesses dias passados. Concordo com todas as observa��es feitas
pelo colega Fl�vio Arruda do IAC. Tamb�m acho que falta muita defini��o no
que est� sendo proposto.
Uma planta de laranjeira com apenas dois anos, dentro de um lis�metro
que est� no meio de uma �rea de 10 hectares plantada com a mesma variedade,
da mesma idade, � uma planta isolada? E quando estas plantas tiverem 15
anos, em que n�o h� mais espa�amento livre entre plantas na linha, mas h� na
entre-linha? E a influ�ncia da textura da camada superficial do solo na
velocidade de secamento da superf�cie? E a influ�ncia do pr�prio lis�metro
no desenvolvimento do sistema radicular em uma condi��o e na outra? Que
tamanho dever� ter o lis�metro?
Quantos espa�amentos diferentes se usa hoje em dia em pomares de citros
(5 x 4m; 6 x 4m; 7 x 3m; 8 x 4m, etc.), por exemplo? Quantos tipos de manejo
da cobertura vegetal do solo (sem cobertura, com grama, com leguminosas como
adubo verde, com cultura intercalar, etc.)? Quais os m�todos de irriga��o
que podem ser utilizados: sulcos, bacias de infiltra��o, aspers�o
convencional, autopropelido, piv�-central, microaspers�o, gotejamento com
linha simples ou linha dupla, gotejadores na superf�cie ou em subsuperf�cie?
O pomar onde est� o lis�metro est� sendo nutrido como, via �gua de irriga��o
ou a lan�o, manualmente? Como esta aduba��o est� sendo parcelada? e ela foi
baseada na an�lise de solo e planta e ser� aplicada conforme a curva de
exig�ncia nutricional da cultura? E as diferentes combina��es de
porta-enxerto/copa? E agora com a subenxertia em fun��o do Morte S�bita dos
Citros? E a CVC, que antes de se manifestar visualmente j� est�
compromentendo o fluxo de seiva da raiz para a copa? Como ser� obtida a ETo:
ser� medida em lis�metro com grama, com bordadura suficiente (que no nosso
inverno n�o se mant�m nas condi��es preconizadas para uma cultura de
refer�ncia) ao mesmo tempo que ser� medida a evapotranspira��o di�ria da
cultur no lis�metro, ou ser� estimada por meio do m�todo de Penman-Monteith
parametrizado por ALLEN et al. (1998), no Boletim 56 da FAO; ou ser�
estimado pelo m�todo do Tanque Classe A com valores di�rios de evapora��o,
ou com m�dias de cinco dias, ou de dez dias, ou mensais; ser� estimada pelo
m�todo de Hargreaves, Penman ou qualquer outro dos tantos que existem?
E a precis�o, exatid�o dos sensores e outros erros embutidos nos m�todos,
nos sensores e nos equipamentos utilizados?
Vejam que as vari�veis que podem estar interferindo nos valores finais do Kc
podem n�o ser locais e nem serem percebidas. Por isso muitas pesquisas j�
foram feitas sobre evapotranspira��o e muitas ainda ser�o. Como disse
Stanhill, se pegarmos todas as folhas dos trabalhos que j� foram publicados
sobre evapotranspira��o e as espalharmos sobre a superf�cie do planeta,
cobrir�amos uma grande parte dela e diminuir�amos em muito a
evapotranspira��o.
Acho que o Boletim 56 da FAO � uma grande contribui��o e um grande passo
para um manejo mais inteligente da irriga��o. Como diz o ditado "a
perfei��o � uma meta".
O grande problema, com a escassez de �gua batendo � nossa porta, �
de como viabilizarmos operacionalmente o conhecimento que j� temos
engavetado, publicados em peri�dicos cient�ficos e t�cnicos, em boletins, em
congressos, etc. transformando-os em programas de extens�o. Ser� que os
programas para financiamento de eauipamentos de irriga��o n�o deveriam
exigir tamb�m uma proposta de manejo de irriga��o para a(s) cultura(s) que o
irrigante pretende irrigar, assinada por um profissional competente?
Esse programa sendo efetivamente implantado n�o poderia servir de desconto
na futura (em algumas regi�es j� � atual) cobran�a pelo uso da �gua? E olha
que a irriga��o ser� taxada quase que em dobro, pelo volume de �gua captado
e n�o devolvido (estimado em + ou - 93% do volume captado).
Se n�s consegu�ssemos que os irrigantes medissem decentemente pelo menos
a chuva j� n�o seria um grande passo?
Sei que minha interven��o foi muito longa, mas espero ter colocado mais um
pouco de lenha na fogueira para que ela n�o se apague.
Abra�os e continuemos evapotranspirando em busca da solu��o!
Luiz Carlos Pavani
FCAV/UNESP, Campus de Jaboticabal
Fone: (0 16) 3209-2637
Fax: (0 16) 3203-3341
[EMAIL PROTECTED]
----- Original Message -----
From: "Flavio Arruda" <[EMAIL PROTECTED]>
To: <[EMAIL PROTECTED]>
Sent: Tuesday, August 19, 2003 10:05 AM
Subject: [irriga-l] RES: [irriga-l] F�rum de Discuss�o sobre Kc...
> Caro Jos�
>
> A discuss�o sobre o consumo de �gua de planta isola est� um tanto vaga e
> seria bom que fosse especificado melhor o problema.
>
> Em primeiro lugar seria muito bom que fosse definido o que � planta
isolada,
> qual esp�cie vegetal e qual o objetivo das determina��es. S�o quest�es
> fundamentais pois d�o indicativas de como dever�o ser tratados os
resultados
> e qual a precis�o necess�ria. Veja por exemplo as diferen�as que podem
> produzir:
>
> - Planta isolada com ou sem forra��o ou plantas invasoras, em �rea de
terra
> ou numa cal�ada.
> - �rvore, arbusto, etc ...
> - Objetiva-se paisagismo, pomar comercial ou outra.
>
> Mais importante do que tudo � a utiliza��o de um modelo que represente a
> influ�ncia dos principais fatores intervenientes,
> que expresse o comportamento da planta e que seja poss�vel utiliza-lo para
> estimativas em outros locais. A grande contribui��o do Boletim 56 da FAO �
> que ele tr�s algumas formas de se operacionalizar tudo isso. O recente
> (2002) livro "Irriga��o" vol. 1, da Soc. Brasileira de Engenharia
Agr�cola -
> SBEA - apresenta dois capitulos sobre evapotranspira��o e kc. Todos que se
> interessam por kc deveriam aproveitar do conhecimento que l� est�
> disponibilizado.
>
> 1) Qual o tamanho ideal de lis�metro para se determinar o consumo de
> �gua de uma planta isolada?
> No geral, o suficiente para ser representativo do sistema produtivo
vegetal
> e para supri �gua e nutrientes � planta.
> N�o h� necessidade de ser um lis�metro. M�todos de fluxo de seiva podem
> produzir os mesmos resultados de maneira muito mais barata e com boa
> precis�o.
>
> 2) Como deve ser a reposi��o de �gua dessa planta dentro do lis�metro?
> Tanto faz a forma e o intervalo de aplica��o de �gua desde que o modelo
leve
> em considera��o o molhamento da superf�cie do solo e o efeito do estresse
> h�drico na transpira��o da planta.
>
> 3) O Kc determinado em Piracicaba pode ser utilizado em qualquer lugar do
> mundo?
> A rigor, dificilmente uma combina��o de situa��o de cultivo, umidade do
> solo, condi��o ambiental se repete num mesmo local ... e muito menos em
> outro. Por isso a necessidade de uso de modelos.
>
> Espero ter trazido alguma luz a esse assunto.
>
> Fl�vio Arruda
> Pesquisado Cient�fico - IAC
> Centro de Ecofisiologia e Biof�sica
>
>
>
>
> ---
> Outgoing mail is certified Virus Free.
> Checked by AVG anti-virus system (http://www.grisoft.com).
> Version: 6.0.510 / Virus Database: 307 - Release Date: 14/08/2003
>
>
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> http://www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.htm
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> Para sair da lista IRRIGA-L, envie um e-mail para:
> [EMAIL PROTECTED]
> e no corpo da mensagem digite:
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> unsubscribe irriga-l (seu endereco eletronico)
>
> Nao envie mensagens com este conteudo diretamente para a lista.
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