Flavio, Vou respondendo usando seu texto. Espero que contribua para algum esclarecimento.
Em rela��o � sua resposta em 1) , penso que se deve levar em aten��o a possibilidade de ocorrerem defici�ncias de micro ou oligo elementos quando se limita de alguma forma a expans�o radicular. Casos h� em que as ra�zes mais significativas da estrutura das plantas se desenvolvem sob a copa sombreada, mas algumas se escapam para mais longe na busca de sabe-se l� o qu�. Casos especiais revelaram que essas raizes especiais, foram respons�veis por diferenciais significativos de pujan�a vegetal pois se relacionaram com dep�sitos de nutrientes localizados em maiores dist�ncias. Ao se restringir a dimens�o da liberdade de qualquer raiz, pelo menos deve-se considerar a possibilidade de alguma planta n�o se desenvolver dentro de um espa�o confinado por falta de sabe-se l� o qu�, que pode ser um dos nutrientes limitantes de harmonioso crescimento, mascarando o fraco desenvolvimento com conclus�es n�o corretas. Ser� interessante nestes casos, prover um estudo paralelo de nutri��o que assegure todos os micro, oligo e macro nutrientes, tanto dentro do lisimetro como fora nas �reas testemunha de compara��o. Embora esta minha argumenta��o v� ao encontro de uma menor probabilidade de ocorr�nias, devo dizer que a pr�tica em pomares de Espanha e Portugal tinha como suficiente para a nutri��o de pomares industriais de ma��, pera , p�ssego ameixa, etc., a �rea de 25% molhada e fertilizada por sistema de gotejamento, ou seja uma faixa molhada cont�nua com gotejadores de 1m x 1m ou menos, 0,75 x 0,75m em pomares com espa�amento entre linhas de plantio de 4 meros. Mas note-se que a fertirriga��o completa estava presente e que a irriga��o se fazia diversas vezes ao dia com curtos periodos de 1/2 a 1 hora, variando conforme textura do solo. Em 2) penso que est� correto Em 3) penso que o Kc deve ser espec�fico para cada tipo de irriga��o. Pelo menos por isto : Se n�o h� evapora��o, porqu� mentir para n�s que existe? Quem faz projetos de irriga��o conhece que o c�lculo de cada sistema � diferente. At� � comum que quem sabe fazer projetos com aspers�o convencional n�o seja pr�tico em gotejamento ou em Pivot Central ou auto propelido ou micro aspers�o. N�o apenas porque as f�rmulas sejam diferentes mas por tudo o que envolve cada metodo e suas ferramentas, f�rmulas e materiais. Estima-se assim que gotejamento tenha 5% de evapora��o cujo respons�vel seria a mancha molhada de entrada no solo com cercad de 20 a 50 cm de di�metro, mais alguma aur�ola a certa profundidade escondida por estreita l�mina de terreno aparentemente seco. Se os gotejadores forem enterrados e n�o houver continuidade capilar que transmigre vapores evaporados por essa estrutura de um terreno abatido com alguma chuva, poderemos considerar que a �gua do gotejamento v� diretamente �s raizes ou seja percolada quando em excesso mas tenha sua subida dificultada.Isto pode acontecer onde os terrenos sejam cultivados na faixa superficial em certos climas quentes para dificultar a capilaridade, empoeirando o solo superficial, mas esses mesmos solos tendem a re-estabelecer a capilaridade ap�s alguma chuva que volte a abater a camada solta cultivada anteriormente. Temos assim situa��es diversas no mesmo sistema em que a fun��o nossa de encontrar solu��es tem mais coisas em que pensar. Quando coloca a quest�o de aus�ncia de evapora��o, em fun��o do que apresento pergunto: existe essa condi��o t�o simplesmente ? penso que n�o . H� sempre aquecimento em profundidade do solo que tende a vaporizar e secar a �gua que estar� subindo por capilaridade at� certa altura do perfil embora n�o vejamos esse como outros fen�menos que ocorrem. O indice de �rea foliar ou as diferen�as de indices podem ter sido provocados tamb�m pelo exposto acima, pelo que penso merecer muita cautela a an�lise do que acontece supostamente sob influencia da �gua ou de suas varia��es sem se considerarem nesse processo � m�xima exaust�o poss�vel, os fatores aleat�rios de peso, o que demanda um conhecimento global da cultura, dos solos , da nutri��o em presen�a, bem como de do�n�as e intoxica��es. Obrigado pela aten��o, Jorge de Sousa [EMAIL PROTECTED] ----- Original Message ----- From: "Flavio Arruda" <[EMAIL PROTECTED]> To: <[EMAIL PROTECTED]> Sent: Thursday, August 21, 2003 5:32 PM Subject: RES: [irriga-l] Kc? novas perguntas... > Caro Jos� Alves Junior > > Respondendo as suas perguntas ... > > 1) Esse tamanho de lis�metro � suficiente para se determinar o consumo > de �gua e gerar Kc para essa cultura? > A �rea do lis�metro parece ser bem adequada. Ainda mais se considerar que a > irriga��o por gotejamento atender� a necessidade de �gua da cultura. > > 2) Como transformar o consumo di�rio de �gua em litros para mil�metros? > Divida o consumo de litros por planta pelo valor do espa�amento (m2 por > planta). > > 3) O Kc gerado, poder� ser utilizado, para se fazer manejo da irriga��o em > pomares que s�o irrigados por outros sistemas? Ou o Kc ser� espec�fico para > gotejamento? > Se o gotejamento for enterrado e a superf�cie do solo se mantiver seca, > ent�o os valores de kc servir�o para outras situa��es similares de tamanho > de planta (entenda �ndice de �rea foliar). Nesses casos haver� necessidade > de fazer a simula��o das perdas de �gua por evapora��o. Veja a tese de > mestrado de minha ex-orientada Ana Cl�udia Ara�jo de Mello, a� mesmo na > ESALQ, defendida em 1992. > > Fl�vio Arruda > > > ************************************************** > Dr. Flavio Bussmeyer Arruda > Instituto Agronomico (IAC) > Centro de Ecofisiologia e Biofisica > S. Irriga��o e Drenagem > C. Postal 28 > Campinas, SP, Brasil 13001-970 > Celular: (19) 9797-4776 > Tel/fax: (19) 3241-5188 ramal 417 > E-mails: [EMAIL PROTECTED], [EMAIL PROTECTED] > ************************************************** > --- > Outgoing mail is certified Virus Free. > Checked by AVG anti-virus system (http://www.grisoft.com). > Version: 6.0.510 / Virus Database: 307 - Release Date: 14/08/2003 > > ============================================================================ ========== > Saiba o que j� foi discutido na IRRIGA-L em: > http://www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.htm > > > Para sair da lista IRRIGA-L, envie um e-mail para: > [EMAIL PROTECTED] > e no corpo da mensagem digite: > > unsubscribe irriga-l (seu endereco eletronico) > > Nao envie mensagens com este conteudo diretamente para a lista. > ============================================================================ ========== ====================================================================================== Saiba o que j� foi discutido na IRRIGA-L em: http://www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.htm Para sair da lista IRRIGA-L, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] e no corpo da mensagem digite: unsubscribe irriga-l (seu endereco eletronico) Nao envie mensagens com este conteudo diretamente para a lista. ======================================================================================
