Caro Jos�, Penso que o bom senso � imperativo quando se trabalha com pesquisa, pois al�m de bom senso tem de haver uma isen��o a toda a prova. No caso de �rvores grandes como os citros, creio que � mais necess�rio trabalhar com presupostos do que com uma cultura de cenoura que voc� arranca uns milhares de plantas e repete o arranque para ter certezas e eliminar os presupostos. Penso que est� claro que n�o pode destruir milhares de �rvores para ter essas certezas de volume de raizes, de peso total das plantas, �rea de todas as folhas, etc, etc. Creio que chegaremos l�. Os pressupostos que voc� tem de conhecer, nem que seja por testes aproximados para avaliar o que ocorre com seus citros, estejam ou n�o dentro do llisimetro, t�m de ser confi�veis e voc� acreditar neles e saber que n�o estar� sendo tendencioso. O seu trabalho tem de ser de tal modo isento que o resultado da an�lise estatistica que vier a fazer, n�o tenha para voc� mesmo que o fez, um sabor de fraude. Portanto, mesmo que n�o possa rebentar o pomar todo para medir se todas as �rvores t�m as mesmas caracteristicas m�dias, voc� deve conhecer por amostragem confi�vel onde se situam as raizes , como exemplo, para partir para generaliza��es mais amplas e comparar dados reais.Pode ser trabalhoso. Pelo que argumentou, 5,7 m� ou 28 m� podem n�o significar nada em termos de inicio de conversa sobre o assunto. Continuando, do mesmo modo que voc� sup�s que a �rea de 28 m� n�o ter� raizes em toda a sua dimens�o, acredito que n�o fez ainda um buraco para perceber alguma raiz, tamb�m n�o definiu se o lisimetro est� preenchido de raizes em toda a sua dimens�o de 5,7 m�. Se os trabalhos de avalia��o n�o estiverem recheados de normas e preceitos, poder� chegar at� a editar algum livro sobre o assunto com todo o risco de n�o conter uma s� verdade. Referiu do mesmo jeito que a irriga��o que servisse o pomar e o lisimetro poderia se por aspers�o, pivot , incluindo no etecetera a micro o gotejamento , inunda��o , e etecetera. Devo lembrar que em todos esses sistemas a efic�cia de irriga��o tem seus par�metrs a serem observados e que mesmo os sistemas tidos como mais perfeitos podem conter erros de uniformidade come�ando com um m�nimo de 5% at� 20 ou 30% para n�o tocar no exagero que por a� vai em boa parte das irriga��es.Portanto, a irriga��o e a reposi��o de �gua para esse efeito de determina��o do Kc tem de ter procedimentos que respaldem os pressupostos com que voc� prossegue os trabalhos. Significa que o Fl�vio pode ter raz�o, tamb�m se tiverem sido considerados os pressupostos que falei parra si. Ou seja, ou os exemplos s�o preenchidos com dados confi�veis , conhecidos e assumidos, ou corre-se o risco de discutir o assunto de forma um tanto leviana , quem sabe para rebater alguma opini�o para provar a algu�m um "vamos l� a ver quem sabe mais de Kc" que pode n�o levar a lado algum. Na verdade a agricultura trabalha com muitos fatores aleat�rios, muitas vezes n�o se conseguindo isolar seus efeitos. Por isso que o rigor dos poucos dados que podemos conhecer na pr�tica s�o t�o importantes. Espero ter ajudado
Jorge de Sousa [EMAIL PROTECTED] ----- Original Message ----- From: "Jose Alves Junior" <[EMAIL PROTECTED]> To: <[EMAIL PROTECTED]> Sent: Wednesday, August 27, 2003 5:45 PM Subject: Re: RES: [irriga-l] Kc? novas perguntas... > ------------------- > Caro Fl�vio...obrigado pelas sujest�es...mas, j� descuti sobre > determina��o do consumo de �gua com muitas pessoas inclusive meu > orientador e n�o conseguimos chegar a um consen�o...Chamamos de planta > isolada, toda vez que temos uma �nica planta dentro do lis�metro e que > a �rea do lis�metro (5,7 m2) � menor ou igual ao espa�amento da > cultura (28m2) no caso o citros plantado no espa�amento 7x4m. > > Pois, bem! Vc n�o acha um erro dividirmos o consumo de �gua da planta > em litros, pela �rea do espa�amento em m2, para se obter a > evapotranspira��o da cultura em mm? Eu acho que isso � um erro! > Pois, vamos imaginar a reposi��o dessa evapotranspira��o da cultura em > mm por um sistema de irriga��o que molha a �rea inteira (aspers�o, > pivot, etc)...dessa forma estariamos aplicando a quantidade de �gua > que a planta necessita consumir em toda �rea do espa�amento, ou seja, > aplicariamos �gua fora do alcance do sitema radicular, > impossibilitando a planta de usar toda �gua aplicada. Enquanto que, se > gerassemos a ETc em mm atrav�s da divis�o do consumo em litros pela > proje��o da copa da planta em m2, estariamos garantindo que na > reposi��o dessa �gua em �rea total, aquele consumo em litros seja > aplicado onde realmente ser� consumido pela planta (na regi�o onde tem > ra�zes)... > O que vc e os outros amigos da lista acham disso...? > > PS: desculpe usar meu problema pessoal nessa discuss�o sobre > determina��o de consumo de �gua em plantas isoladas...mas, acredito > que dessa forma estaremos discutindo muita coisa interessante e que > ir� nos ajudar na discuss�o. > > Jos� J�nior > > > > Caro Jos� > > > > O coeficiente de cultura basal (kcb) � a parte do kc que permite > calcular > > a transpira��o da cultura, na condi��o de superf�cie do solo seca, > mas > > sem defici�ncia h�drica que induza � fechamento de estomatos e > restri��o > > � transpira��o da planta. > > > > O uso de Kr foi uma tentativa feita no passado para considerar mais > a > > transpira��o da planta nos projetos de irriga��o por gotejamento. > > Por favor, observe que na literatura internacional recente n�o se > usa > > Kr para tal fim. Modernamente utiliza-se a terminologia resumida no > boletim > > 56 da FAO ... etc ... etc ... e a separa��o da evapora��o e > transpira��o. > > Acho que Kr nunca foi bem explicado cientificamente na literatura. > > > > Quanto ao uso de "mm"... O consumo de �gua pode ser expresso em > milimetro, > > mm por dia, > > litros por dia por planta, acre-p� ou hectare-mm, m3 por ha, etc. O > > importante > > � expressar de uma forma compativel ao uso que se vai dar ao valor > obtido. > > Acho que vc. deveria conversar s�rio com seu orientador sobre esse > assunto, > > pois n�o consigo entender via e-mail esse conceito de "planta > isolada" > > dentro > > de um pomar. > > > > Grande abra�o � todos > > > > Fl�vio Arruda > > > > > > > > > > -----Mensagem original----- > > De: [EMAIL PROTECTED] > [mailto:[EMAIL PROTECTED] > > nome de Jose Alves Junior > > Enviada em: Ter�a-feira, 26 de Agosto de 2003 18:16 > > Para: [EMAIL PROTECTED] > > Assunto: Re: RES: [irriga-l] Kc? novas perguntas... > > > > > > Caro amigo Fl�vio Arruda ...hoje mesmo li a disserta��o de mestrado > > (da sua orientada Mello, 1992) sugerida por vc...achei muito > > interessante o trabalho e diante do que foi lido por mim gostaria > que > > vc me ajudasse a definir o que seria o Kcb de uma planta isolada > como > > o citrus...A minha sugest�o � a seguinte: O Kcb do citrus � o > consumo > > de �gua da planta extra�da por transpira��o e por evapora��o na > regi�o > > da saia da planta (proje��o da copa), dividido pela ETo. Esse Kcb > > determinado seria o pr�prio Kc j� multiplicado por um Kr > (coeficiente > > de cobertura). Kcb esse que seria utilizado para dimensionamentos e > > manejos de sistemas de irriga��o localizados. > > > > E quanto a sua resposta do question�rio eu gostaria de contestar o > > seguinte: Eu acredito que n�o devemos dividir o consumo de �gua em > > litros pela �rea total do espa�amento. Pois, dessa forma estaremos > > diluindo o consumo de �gua localizado em �rea total. Acredito ainda, > > que o consumo em litros deve ser dividido pela �rea de influencia do > > sistema radicular. A evapotranspira��o da cultura (ETc) determinada > > dessa forma, por mim sugerido, garante a reposi��o correta de �gua > na > > �rea de influencia do sistema radicular, atrav�s da aplica��o dessa > > lamina por qualquer sistema de irriga��o. Enquanto que da forma > > sugerido por vc isso n�o aconteceria, o consumo de �gua da planta > > seria espalhado em toda �rea do espa�amento, caindo pouca �gua onde > > realmente interessa. Far�amos dessa forma uma irriga��o com d�ficit. > > > > Jos� J�nior > > > > ------------------- > > > Caro Jos� Alves Junior > > > > > > Respondendo as suas perguntas ... > > > > > > 1) Esse tamanho de lis�metro � suficiente para se determinar o > > consumo > > > de �gua e gerar Kc para essa cultura? > > > A �rea do lis�metro parece ser bem adequada. Ainda mais se > > considerar que a > > > irriga��o por gotejamento atender� a necessidade de �gua da > cultura. > > > > > > 2) Como transformar o consumo di�rio de �gua em litros para > > mil�metros? > > > Divida o consumo de litros por planta pelo valor do espa�amento > (m2 > > por > > > planta). > > > > > > 3) O Kc gerado, poder� ser utilizado, para se fazer manejo da > > irriga��o em > > > pomares que s�o irrigados por outros sistemas? Ou o Kc ser� > > espec�fico para > > > gotejamento? > > > Se o gotejamento for enterrado e a superf�cie do solo se mantiver > > seca, > > > ent�o os valores de kc servir�o para outras situa��es similares de > > tamanho > > > de planta (entenda �ndice de �rea foliar). Nesses casos haver� > > necessidade > > > de fazer a simula��o das perdas de �gua por evapora��o. Veja a > tese > > de > > > mestrado de minha ex-orientada Ana Cl�udia Ara�jo de Mello, a� > mesmo > > na > > > ESALQ, defendida em 1992. > > > > > > Fl�vio Arruda > > > > > > > > > ************************************************** > > > Dr. Flavio Bussmeyer Arruda > > > Instituto Agronomico (IAC) > > > Centro de Ecofisiologia e Biofisica > > > S. Irriga��o e Drenagem > > > C. Postal 28 > > > Campinas, SP, Brasil 13001-970 > > > Celular: (19) 9797-4776 > > > Tel/fax: (19) 3241-5188 ramal 417 > > > E-mails: [EMAIL PROTECTED], [EMAIL PROTECTED] > > > ************************************************** > > > --- > > > Outgoing mail is certified Virus Free. > > > Checked by AVG anti-virus system (http://www.grisoft.com). > > > Version: 6.0.510 / Virus Database: 307 - Release Date: 14/08/2003 > > > > > > > > > ====================================================================== > > ================ > > > Saiba o que j� foi discutido na IRRIGA-L em: > > > http://www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.htm > > > > > > > > > Para sair da lista IRRIGA-L, envie um e-mail para: > > > [EMAIL PROTECTED] > > > e no corpo da mensagem digite: > > > > > > unsubscribe irriga-l (seu endereco eletronico) > > > > > > Nao envie mensagens com este conteudo diretamente para a lista. > > > > > > ====================================================================== > > ================ > > > > > Jose Alves Junior > > Engenheiro Agronomo pela FEIS/UNESP e Doutorando em Irrigacao e > > Drenagem na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da > > ESALQ/USP, Departamento de Engenharia Rural. 13418-900. > > Piracicaba - SP. 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