Na minha tese apresento uma discussÃo a respeito de caratcerÃsticas arquiteturais de 14 modelos de gotejadores (7 compensantes e 7 nÃo compensantes de pressÃo). A discussÃo à direcionada para a influÃncia da arquitetura na suscetibilidade à intrusÃo de raÃzes. Para essa fonte de entupimento, tanto o valor das variÃveis que voce cita como o arranjo arquitetural do emissor (nÃmero de orifÃcios de saÃda de Ãgua, alternativas de percurso-paths- da Ãgua entre a Ãrea de filtragem e a camera de saÃda de Ãgua, etc) determinam o grau de suscetibilidade dos mesmos. Acredito que algumas dessa caracterÃsticas de arquitetura podem ser utÃis em definiÃÃes de critÃrios. O tÃtulo à "IntrusÃo radicular e efeito de vÃcuo em gotejamento enterrado na irrigaÃÃo de cana-de-aÃÃcar" e està disponÃvel em meio magnÃtico na biblioteca digital de teses e dissertaÃÃes da ESALQ , no link abaixo.
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11143/tde-28042004-111559/
Denis Cesar Cararo escreveu:
Olà prezados colegas,
Estou trabalhando com entupimento de gotejadores e surgiu uma questÃo envolvendo o diÃmetro de passagem minima de gotejadores, a qual gostaria compartilhar com voces. Como conhecemos, existem alguns critÃrios utilizados para se verificar a suceptibilidade dos gotejadores, descritas em Lopez et al., 1997 e tambÃm em referencias de Bucks e de Pizarro. Entretanto, somente se descreve valores para seÃÃo minima de passagem de emissor, nas demais hà somente uma caracterizaÃÃo qualitativa, tais como os aspectos relacionados com zonas mortas nos condutos do emissor, da forma do emissor e do tipo de emissor quanto ao mecanismo de auto-limpeza e compensaÃÃo de pressÃo. CaracterÃsticas como o comprimento do labirinto, profundidade do labirinto, tipo de material utilizado, presenÃa de substÃncias como herbicidas utilizados na fabricaÃÃo (em alguns modelos fabricados atualmente) ou se hà peÃas mÃvies no interior, nÃo sÃo comentados. Acredito que haja necessidade de se efetuar uma revisÃo nos critÃrios de sensibilidade ao entupimento que utilizamos, a fim de melhora-los. Um exemplo disso seria, por exemplo, o caso do diÃmetro de passagem minima dos gotejadores, cujo grau de susceptibilidade definido (Lopez, et al. 1997) Ã:
Muito susceptivel ao entupimento: menor ou igual a 0,7 mm Susceptivel ao entupimento: entre 0,7 e 1,5 mm Pouco susceptivel ao entupimento: maior que 1,5 mm;
Com base nestes valores, como nÃs descobririamos qual seria o menor diÃmetro de passagem, considerando que temos diferentes formas de emissor, diferentes configuraÃÃes de passagem mesmo dentro do mesmo emissor? Em muitas vezes nÃo à um conduto simples e cilindrico que està em questÃo, pode ser tambÃm retangular ou outras formas no mesmo emissor. Um outro ponto, à que uma boa parte dos catÃlogos fornecidos por fabricantes nÃo trazem a descriÃÃo da seÃÃo minima de passagem (deveria ter em todos!). Outro questÃo, à o caso do comprimento do labirinto, o qual nÃo conheÃo uma metodologia especÃfica para para a determinaÃÃo do mesmo, e se existisse, possivelmente haveria necessidade de se conhecer as seÃÃes de passagem da Ãgua. Assim, como o comprimento do labirinto, outros fatores tambÃm nÃo tem ainda uma forma de quantificar. No finalmente, o que sugiro seria criar um critÃrio analÃtico Ãnico mais abrangente e que se baseie na junÃÃo de valores de cada item interferente na susceptibilidade dos gotejadores sem esquecer-mos da qualidade da Ãgua e do uso (ex.: enterrado ou nÃo). O critÃrio de diÃmetro ou seÃÃo minima de passagem nÃo pode ser usado isoladamente, pois gotejadores de mesma seÃÃo minima podem nÃo ter o mesmo entupimento com a mesma qualidade de Ãgua. Isso porque eles possuem diferentes formas, labirinto, material de fabricaÃÃoâ.Assim, tambÃm à a questÃo dos gotejadores auto-limpantes e nÃo-autolimpantes (quanto auto-limpantes?), que nÃo se deve considerar isoladamente na seleÃÃo da susceptibilidade. Acredito que necessitamos analisar o critÃrio de sensibilidade de emissores que à ainda de 1979 descrito por Bucks. Pode ser que nÃo seja tÃo simples estabelecer um melhor critÃrio. Mas seria interessante nÃs discutirmos a respeito, visto que ao comprar-se um emissor, um dos itens que analisamos à a susceptibilidade do mesmo, ao entupimento (pelo menos deveria ser, evitando ou reduzindo futuros custos de manutenÃÃo). TambÃm seria interessante e de grande valia, caso tenha alguÃm que jà possua alguma classificaÃÃo ou critÃrios diferentes, esteja trabalhando nisso ou tenha outras referencias a respeito.
Obrigado pela atenÃÃo e aguardo comentÃrios,
Denis Cesar Cararo Doutorando em IrrigaÃÃo e Drenagem ESALQ / USP ====================================================================================== Saiba o que j? foi discutido na IRRIGA-L em: http://www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.htm
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