Quem responde a essa pergunta nao é a TI, é o negocio.

2009/6/17 Gisely <[email protected]>

>
>
>  "Até que ponto é correto assumir um risco para atender um acordo de nível
> de serviço?"
>
> Entendo que um risco pode ser assumido se as consequências estiverem claras
> para todos os envolvidos e se o resultado final, compensar os riscos. Aquela
> velha história de "risco calculado". Neste seu exemplo, entendo que este não
> é um risco que TI tem que assumir para atender um acordo de nivel de
> serviço. É um risco que o board gerencial tem que assumir para o bem do
> negócio. TI apenas apenas executará.
> Portanto, neste caso eu não consideraria o acordo de nível de serviço,
> tendo em vista que é uma situação excepcional.
>
> Abraço,
> Gisely Ferraz - ITQM
>
>
>
> 2009/6/17 Luciano Silveira <[email protected]>
>
>
>>
>> E aí Felipe, quando trabalhava ao seu lado sempre gostei deste seu perfil
>> de grande questionador.
>> Têm horas que trabalhamos no automático e acabamos esquecendo de
>> pensar/perguntar se aquela forma de fazer é a melhor ou mais correta.
>>
>> Acredito que as respostas dadas até o momento já ajudam na reflexão da
>> questão, então gostaria de aproveitar para colocar um outro caso que
>> ocorreu:
>>
>> Certo dia durante o expediente o no-break "caiu" e com ele vários
>> servidores ficaram inoperantes, causando parada de diversos serviços
>> (incidentes).
>> O Diretor, também grande conhecedor de ITIL, questionando a equipe de
>> suporte sobre o que havia ocorrido recebeu a informação que houve queima do
>> fusível, como não havia outro de reserva no local (grande falha por sinal)
>> já estavam providenciando aquisição de outro no comércio para restabelecerem
>> os serviços. Porém o Diretor disse para colocar o no-break em by-pass para
>> que os serviços voltassem em operação o quanto antes (haviam muitos
>> empregados parados) e posteriormente na janela de manutenção realizarem a
>> troca (além de registrar o problema para investigação da capacidade do
>> sistema eletrico).
>> No final acabou-se trocando o fusível bem naquele instante(acho que
>> conseguiram utilizar o de outro equipamento que estava danificado).
>>
>> A princípio discordei do Diretor, já que utilizando o by-pass estaríamos
>> colocando em risco a proteção elétrica dos servidores e com esta solução
>> poderíamos causar um incidente ainda mais grave.
>> Os argumentos dele eram que o incidente teria que ser solucionado na menor
>> janela de tempo possível.
>>
>> Até que ponto é correto assumir um risco para atender um acordo de nível
>> de serviço?
>>
>> Luciano Silveira
>> [email protected] <lucianojs%40gmail.com>
>> MSP - Microsoft Student Partner
>> MCSA, MCTS, MCP
>> Google profile: http://www.google.com/profiles/lucianojs
>>
>> 48 3365-0930 (NET) | 48 8465-0930 (OI) | 34 3221-8550 (Fixo Voip - Atendo
>> em Floripa)
>> Florianópolis - SC
>>
>>
>> --- In [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>, "Sergio
>> Rubinato Filho" <rubin...@...> wrote:
>> >
>> > Caro Felipe Rezende,
>> >
>> >
>> >
>> > Depois de vários comentário "interessantes" derivados de sua pergunta e
>> > refletindo sobre o seu caso, minha recomendação inicial é:
>> >
>> >
>> >
>> > O "X" da questão está na satisfação e comprometimento do usuário em
>> função
>> > ao do serviço prestado – e conseqüentemente a forma com que a TI prove
>> > suporte aos serviços que oferece.
>> >
>> >
>> >
>> > Permita transmitir o meu entendimento e idéias entorno do assunto de
>> forma
>> > prática: o usuário, sentindo alguma degradação no serviço (sempre em
>> função
>> > do que fora combinado – ANS), está no direito de pedir auxilio e
>> negociar o
>> > momento mais conveniente para que uma solução (de contorno ou
>> definitiva)
>> > seja aplicada. Daí temos a questão da gestão do serviço que TI presta
>> neste
>> > momento, que na minha opinião está buscando sair da sua condição de
>> > subdesenvolvimento – no que toca os métodos de gestão – por meio de
>> aplicar
>> > as práticas correntes e supostamente mais modernas. Mais isso é um outro
>> > assunto, que alias dá pano pra manga.
>> >
>> >
>> >
>> > Voltando a vaca fria: como proceder com o gerenciamento deste registro
>> de
>> > incidentes? (ocorrência, trouble ticket, TT, ticket, chame-se como
>> quiser
>> > desde que esteja claro o que se pretende com o registro desta
>> informação).
>> >
>> >
>> >
>> > Em qualquer relação (sobre tudo numa prestação de serviços) todos os
>> > elementos do sistema tem um papel a ser desempenhado que deve ser
>> medido,
>> > possibilitando a entrega do serviço da forma mais eficiente, controlada
>> > (tirando a máxima utilidade do sistema como um todo). Com isso assumimos
>> que
>> > o usuário também deve ser medido quando da interação com o processo,
>> sempre
>> > na forma de esforço e disponibilidade da parte dele (o que por princípio
>> não
>> > é linear e sim transacional). Do lado da TI a forma com que medimos a
>> > produtividade e efetividade do suporte aos serviços de TI por convenção
>> > assume períodos lineares, que na minha avaliação é uma das causas raiz
>> do
>> > problema. Explico: não podemos responsabilizar a TI por algo que está
>> fora
>> > do seu controle (reforço o exemplo da medicina: se um médico pede um
>> exame
>> > ou prescreve um medicamento no sentido de tratar a condição é
>> > responsabilidade do paciente seguir as recomendações dentro dos prazos
>> > convenientes e que não ofereçam risco a sua saúde). Por isso sustento a
>> > prática de medição da nossa proficiência TÉCNICA por esforço (horas de
>> fato
>> > trabalhadas) que alocamos para restabelecer o serviço e, separadamente
>> mas
>> > no contexto de prestação de serviços, nossa proficiência de
>> GERENCIAMENTO
>> > (tempo total linear que lançamos não das nossas habilidades
>> interpessoais,
>> > confiabilidade, integridade, etc para auxiliar o nosso usuário). Quais
>> as
>> > vantagens aqui são: 1) atribuir claramente qual recurso lançaremos não
>> em
>> > cada etapa da prestação do serviço, 2) clareza e transparência
>> facilitando a
>> > contabilização dos recursos utilizados pelo sistema, 3) assertividade na
>> > alocação de recursos, 4) melhor qualidade percebida na prestação do
>> serviço,
>> > 5) facilidade de se apresentar o resultado do trabalho, 6) clareza na
>> > prestação de contas e recebimentos por conta dos serviços prestados.
>> >
>> >
>> >
>> > Além de muita comunicação e entendimento mutuo (inerente de qualquer
>> > prestação de serviço de qualidade), umas das ferramentas que você pode
>> > lançar mão é e justamente o ITIL no que diz respeito ao Gerenciamento de
>> > Incidentes. Você pode usar os STATUS do registro (aberto, em andamento,
>> > diagnosticado, solucionado, corrigido, restabelecido, encerrado, etc –
>> > atenção para não se pegar na semântica) como forma de registrar a
>> cadência
>> > linear do registro e as interações com o usuário (como se fosse o
>> prontuário
>> > do atendimento) e SUB-RESGISTROS de Incidentes (também conhecidos como
>> > pai-filho, incidentes hierárquicos, incidentes relacionados, etc) para
>> > registras o esforço necessário para resolvermos a situação (comparando
>> com
>> > pedidos de exames, receituários, etc). Com isso o seu registro principal
>> de
>> > incidentes segue com o uso linear dos status, apresentando ao usuário e
>> > buscando registrar o entendimento e comprometimento dele por meio de:
>> > detalhar o que está acontecendo, apresentar solução recomendada (e os
>> > porquês), condições e prazos para evoluirmos para a próxima etapa do
>> suporte
>> > e os acordos relativos em função do acordo de nível de serviço ao qual
>> > estamos seguindo (revisite na medicina o processo de diagnostico e
>> > tratamento de doenças que você achará muitas respostas).
>> >
>> >
>> >
>> > Posto isso, creio que atacamos o cerne da questão: organização do
>> trabalho
>> > passando principalmente pela definição clara de papeis,
>> responsabilidades,
>> > expectativas, forma de acompanhamento, parâmetros de medição de
>> qualidade e
>> > método de apresentação dos resultados.
>> >
>> >
>> >
>> > Espero que com esta pequena mensagem tenha conseguido transmitir que
>> para a
>> > correção e restabelecimento do serviço como combinado não depende
>> somente da
>> > TI, portanto não podemos somente medir o desempenho de um todos
>> componentes
>> > do sistema e esperar que tenhamos uma visão clara da qualidade do
>> serviço
>> > como um tudo – o que é geralmente a regra em TI).
>> >
>> >
>> >
>> > Desejo muita sorte e paciência para que você consigo desatar este nó.
>> >
>> >
>> >
>> > Cordiais,
>> >
>> >
>> >
>> > Sergio Rubinato Filho
>> >
>> >
>> >
>> > From: [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com> [mailto:
>> [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>] On Behalf Of
>> > Pablo Emanuel
>> > Sent: Monday, June 08, 2009 8:30 AM
>> > To: [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>
>> > Subject: Re: [itsm_br] Ainda incidente?
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >
>> > Carlos,
>> >
>> >
>> >
>> > pelas definições do ITIL, um incidente nunca é "promovido" para problema
>> ou
>> > mudança. Um incidente pode estar associado a um problema (ou até mesmo a
>> > mais de um) e, se não tivermos nenhuma solução de contorno, a solução do
>> > incidente pode até estar vinculada à resolução do problema (que, muito
>> > provavelmente, será uma mudança), mas nunca um vira o outro. A pergunta
>> > original pode ser generalizada para "o que fazer quando não existe
>> > workaround e a solução de um incidente depende de uma mudança?"
>> >
>> >
>> >
>> > Não me atrevo a dizer que eu tenha a solução definitiva para esta
>> questão,
>> > mas o procedimento que eu tenho seguido nestes casos é negociar com a(s)
>> > área(s) afetada(s) - envolvendo o ponto focal da área no processo de
>> change
>> > management (normalmente o gerente da área) - o prazo necessário para a
>> > execução da mudança (de acordo com os procedimentos de change
>> management), e
>> > alterar o status do incidente para um status especificamente criado para
>> > este fim até a execução da mudança. Desta forma, podemos identificar
>> este
>> > cenário nos relatórios. Se simplesmente deixássemos o íncidente como
>> > "Aberto", ele se misturaria com os incidentes em que não houve acordo
>> com as
>> > áreas; se simplesmente encerrássemos o incidente, ele se misturaria com
>> os
>> > casos em que a solução de contorno foi efetiva.
>> >
>> >
>> >
>> > Abraço,
>> >
>> >
>> >
>> > Pablo Emanuel
>> >
>> > 2009/6/7 Carlos Roberto Santos Almeida <carlos.alme...@...>
>>
>> >
>> >
>> >
>> > Boa noite.
>> >
>> >
>> >
>> > Felipe,
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >
>> > Ao me deparar com esse tipo de situação, tento sempre ponderar o
>> seguinte:
>> >
>> >
>> >
>> > O objetivo do processo de Incident Management, segundo o book, é
>> devolver o
>> > serviço normal no menor espaço de tempo possível. Sendo assim, Tickets
>> cujo
>> > o atendimento pode ser "postergado" descaracteriza essa máxima,
>> > descaracterizando assim o ticket que poderá ser "promovido" de incident
>> para
>> > problem (caso a causa raiz ainda não seja conhecida/documentada) ou
>> ainda
>> > change (sendo agregado à janela padrão de mundaças).
>> >
>> >
>> >
>> > O book prevê que o incident pode ser reconhecido como algo que afeta
>> > parcialmente um determinado serviço. Pórem, se o impacto é tão parcial
>> que a
>> > resolução possa esperar a próxima janela de mudanças, este ticket
>> original
>> > deve ser fechado com as informações das tratativas executadas e com a
>> > solicitação do usuário de aguardar a próxima janela de mudança.
>> >
>> >
>> >
>> > Outro ponto de análise para se tirar da situação proposta é que, hoje em
>> dia
>> > com a infra atual, os serviços estão todos agregados em servidores.
>> Sendo
>> > assim, a solução para incidents que afetam (totalmente ou parcialmente)
>> um
>> > determinado serviço, dificilmente estarão nos clients e possivelmente
>> > estarão afetando mais que um usuário no ambiente. Dessa forma, mais uma
>> vez
>> > migraremos o ticket para a disciplina de problem e em seguida change.
>> >
>> >
>> >
>> > Lógico que toda essa colocação é do ambito teórico e que, no âmbito
>> prático,
>> > o que vale é o acordo prévio com o cliente sobre a tratativa que será
>> dada
>> > para esta situações.
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >
>> > Espero ter contribuido para a discussão.
>> >
>> >
>> >
>> > --
>> > Att.:
>> >
>> >
>> >
>> > Carlos Roberto Santos Almeida
>> > Mobile +55 11-8279-7704
>> > carlos.alme...@...
>> > "http://www.linkedin.com/in/carlosroberto";
>> >
>> > 2009/6/3 Felipe Rezende Sales Barbosa <felipe...@...>
>> >
>> >
>> >
>> > Caros,
>> >
>> >
>> >
>> > Gostaria de uma ajuda de vocês.
>> >
>> > Sabendo que um incidente é uma interrupção total ou parcial ou ainda uma
>> > queda de qualidade de um determinado serviço de TI, tenho a seguinte
>> dúvida:
>> >
>> >
>> >
>> > Considere o cenário em que ocorreu um incidente do tipo queda de
>> qualidade
>> > em um determinado serviço de TI e a solução para o mesmo exige uma
>> parada
>> > momentânea do serviço. Porém, o usuário que abriu o incidente não aceita
>> > essa parada e prefere ficar com o serviço com baixa qualidade, tendo
>> > portanto que esperar pela próxima janela de manutenção do serviço para
>> > resolver a questão.
>> >
>> > A dúvida é a seguinte: Até a próxima janela de manutenção esse incidente
>> > fica aberto? Sendo sim a resposta, essa ação impacta no indicador de
>> tempo
>> > de resolução de incidentes.
>> >
>> >
>> >
>> > Aguardo a participação de todos.
>> >
>> >
>> >
>> > Atenciosamente,
>> >
>> >
>> > --
>> > Felipe Rezende Sales Barbosa
>> >
>> > Consultor
>> >
>> > Invit Information Services - Uberlândia
>> > (34)9929-1109
>> >
>>
>>
>  
>

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