Olá Gustavo,

a proposta ofertada pelo Majid Iqbal e pelo Michael Nieves - Service Model - é 
algo novo e arrojado em termos de TI, onde veremos maturidade nos próximos anos 
(acima de 5 anos, me arrisco dizer). Até porque assuntos como Processos de 
Negócios não são bem compreendidos em terras de Geeks.

Entretanto, a proposta fica mais simples de entender por meio de comparações e 
metáforas. Vamos lá:

- Quando um novo serviço é proposto é fundamental compreender sua utilidade 
(daí o mesmo capítulo comentar de um método que define 5 categorias para a 
percepção do cliente - o Kano Model), isto passa por compreender como que esta 
nova oferta (algo intangível) se entrelaça com o(s) processo(s) de negócio do 
cliente (algo concreto). Desta forma surge o Modelo de Serviço como meio de 
demonstrar estas interações, através de sua dinâmica.

- "Esta difícil entender ou quer que eu desenhe?!" Esta pergunta, que horas 
parece arrogante ou completa falta de paciência, na verdade é uma forma de 
tornar uma idéia (lembre-se que estamos falando de estratégia, logo este 
serviço não existe e nem começou a ser desenhado) compreendida, por meio de 
ilustrações - sejam quadrados, setas, "carinhas" etc. Esta é uma técnica 
utilizada por Analistas de Negócio que necessitam tornar o seu entendimento 
sobre o "produto" livre de interpretações e o mais fiel ao que o cliente 
deseja. Outros Exemplos: Fluxogramas, UML, "Back of the Napkin" e por ai vai.

- O Portfolio de Contratos é outra coisa que faz muito sentido, pois não é 
possível "Contar com o ovo antes da galinha" (esta comparação não foi das 
melhores...rs, mas acho que funciona!). Ao definir um novo serviço, ou melhor 
propor um novo serviço, é fundamental identificar os Contratos já existentes 
entre a TI e seus clientes e fornecedores, neste caso os ANS são também 
considerados. Logo saber as suas capacidades de entrega (Ativos de Serviço) são 
vitais antes de propor algo novo.

- O Conceito de Market Space (desenvolvido por W. Kim e R. Mauborgne) pode ser 
compreendido como oportunidade para quem presta os serviços, logo ele determina 
a criação de um Modelo de Serviço, como forma de identificação do valor 
proposto ao Cliente.

Desta forma, gostaria de responder aos seus questionamentos e espero tê-lo 
deixado "menos perdido" nas abstrações, mas antes de encerrar gostaria de 
sugerir um rearranjo das idéias:

1 - O Market Space determina o conjunto de clientes (Customer Porfolio) e 
influencia a criação do Portfolio de Serviços (Service Pipeline + Service 
Catalog);
2 - Os Contratos/Acordos (Contract Portfolio) é influenciado pelos Clientes e 
definido pelo Portfolio de Serviços;
3 - O Contrato/Acordo influencia (ou pode influenciar!) os Ativos de Cliente e 
define os Ativos do Serviço,
4 - O Modelo de Serviço é determinado pelos Ativos de Cliente e influenciado 
pelos Ativos do Serviço.

Por fim, existem casos reais de utilização de Modelos de Serviços, os quais 
venho ajudando a criar - o qual não posso divulgar por questões de NDA -, no 
entanto, quero dar as minhas contribuições na forma de explicações e 
exemplificações. Por enquanto, ficam aqui minhas contribuições.

Best Regards,

Carlos Teixeira
Management Consultant
ITIL Service Manager Certified v2/v3

--- In [email protected], Gustavo Tavares <grstava...@...> wrote:
>
> Olá pessoal do ITSM -Br,
> 
> Gostaria de contar com a ajuda do grupo para esclarecer uma questão (na
> verdade algumas). É relacionada a um conceito apresentado pela nova versão
> do ITIL.
> 
> No livro de Service Strategy do ITIL v3 foi apresentado o conceito de *Service
> Model* (seção 7.2.1). De acordo com o livro, o *Service Model* representa a
> arquitetura de comunicação e colaboração entre os processos e funções de
> ITSM para garantir a criação de valor para um *market space* específico. O
> primeiro ponto que não ficou claro para mim foi a limitação do *Service
> Model* ao *market space*. Porque a criação de valor se refere
> específicamente ao *market space* e não ao cliente de forma geral?
> 
> A seção continua dizendo que o *Service Model* descreve como os *Service
> Assets* se relacionam ao outros *Service Assets* e aos *Business Assets* por
> meio de um *Portfólio de Contratos*. E na figura 7.6 ele demonstra que
> o *Portfólio
> de Contratos* é derivado do Portfólio de Serviços e do *Portfólio do Cliente
> *. Enfim, me perdi nas abstrações... Não consigo achar aqui na minha cabeça
> o que representaria os *Service Assets*, os *Business Assets*, o *Portfólio
> de Contratos* e muito menos o *Portfólio do Cliente*. Na verdade o *Portfólio
> de Contratos* até que eu tinha uma leve impressão do que seria.... Mas não
> estou muito certo. Alguém poderia me ajudar a clarear esta salada de
> conceitos/abstrações?
> 
> E por fim, alguém já desenvolveu um *Service Model*? Mesmo que apenas para
> fins de exercício prático?
> 
> Resumindo:
> 
> 
>    1. Por que o *Service Model *é orientado ao *market space* e não ao
>    cliente?
>    2. O que seriam os *Service Assets*, os *Business Assets*, o *Portfólio
>    de Contratos* e o *Portfólio do Cliente*?
>    3. Alguém já desenvolveu um *Service Model* que poderia me ajudar a
>    esclarecer tudo isto?
> 
> 
> Abraços e valeu....
> 
> Gustavo Tavares
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>


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