Galera do CESAR, qual � o sentimento de vcs, que est�o efetivamente trabalhando neste segmento ?
 
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Sent: Friday, October 18, 2002 11:00 AM
Subject: [Wired] Games J2ME

Games no celular precisam de aparelhos novos  
Por Elisa Batista
 
18h - 17 de outubro de 2002  
A Sony espera que a ind�stria dos games port�teis se torne multibilion�ria - mas n�o antes que os fabricantes de celulares criem aparelhos com suporte a essas tecnologias e as conex�es wireless fiquem melhores. Por Elisa Batista, direto da feira da CTIA em Las Vegas.
 
LAS VEGAS - Os videogames port�teis est�o destinados a se tornar um neg�cio milion�rio - mas n�o nos celulares de hoje em dia, disse um executivo da Sony ontem na feira da Associa��o de Telecomunica��es Celulares e Internet (CTIA).

Apesar da prolifera��o de novos modelos de celular esse ano, nenhum desses aparelho � bom o bastante para os gamers mais fan�ticos, disse John Smedley, diretor de opera��es da Sony Online Entertainment.

As telas s�o pequenas demais e sua resolu��o � ruim, disse Smedley. Os gamers, que adotaram freneticamente produtos da Sony como o console Playstation e o game online EverQuest n�o est�o dispostos a clicar em todos os bot�es e rolar a tela sem parar para poderem jogar seus games favoritos no celular. "Sei que algumas pessoas aqui podem discordar de mim", disse. "Mas os telefones de hoje est�o muito atr�s de outros sistemas de entretenimento".

Mas isso n�o significa que os provedores de celular n�o podem e n�o devem apostar nos games, acrescentou Smedley mais tarde. Existem d�zias de games escritos em J2ME (uma vers�o m�vel do Java) dispon�veis para download atrav�s do servi�os da Sprint PCS, Nextel e AT&T Wireless. Usando a tecnologia BREW da Qualcomm, a Verizon Wireless, maior operadora de telefonia celular dos EUA, oferece games como Wheel of Fortune e Jeopardy, baseados em programas da TV americana, disse Smedley.

"D� pra imaginar o apresentador Alex Trebek (de Jeopardy) jogando esse game num celular? � disso que os games m�veis precisam para chegar ao mercado de massa", disse.

As operadoras do mundo inteiro j� faturam US$ 436 milh�es ao ano em jogos para celular, de acordo com Smedley. Este mercado deve crescer a US$ 9,3 bilh�es at� 2008. "O tamanho e a cor da tela (ou a falta deles) s�o fatores que limitam o apelo dos celulares como a aparelhos de videogame", argumenta. "Deu um celular com jogo para minha mulher e ela achou chato demais. Precisamos de aparelhos com a jogabilidade de um Game Boy".

A julgar pelas demonstra��es de produtos na feira, a limita��o dos games no celular fica bem clara: os usu�rios podem rolar a tela � vontade com as teclas para cima e para baixo, mas n�o h� nenhum bot�o intuitivo para fazer o personagem saltar ou dar um soco. Existem modelos com telas coloridas e conex�es velozes, mas eles s�o muito caros - outro fator de peso.

Os fabricantes presentes no evento argumentam que as redes wireless de alta velocidade necess�rias para servi�os de entretenimento n�o existiam nos EUA at� esse ano. O vice-presidente de marketing da Sony Ericsson Mobile Communications, Philip Vanhoute, disse: "2002 � um ano de conquistas para esse mercado nos EUA".

Os fabricantes de celulares tamb�m disseram que pretendem lan�ar telefones full-color e aparelhos com formatos e pre�os diferentes ano que vem. A Kyocera Wireless anunciou uma parceria com a WildSeed, uma empresa de software de Washington que se concentra no mercado adolescente, para lan�ar um celular acess�vel com capas tem�ticas intercambi�veis. As capas (que s�o uma esp�cie de gabinete pl�stico) permitem que os usu�rios troquem v�rias caracter�sticas de seu celular, como os ringtones, protetores de tela e cores. Uma dessas capas inclui um joystick e bot�es, para que o usu�rio possa segurar o aparelho horizontalmente e jogar como se estivesse usando um controle de Playstation.

O aparelho, que acompanha uma capa b�sica, vai custar US$ 200, disse Blake Isaacs, diretor de marketing da Kyocera. Cada capa vai custar algo entre US$ 25 e 40. "Adolescentes gastam US$ 200 em skates", disse Isaacs. "Eles gastar�o o mesmo num telefone".

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