LAS VEGAS - Os videogames port�teis est�o destinados a se tornar um
neg�cio milion�rio - mas n�o nos celulares de hoje em dia, disse um executivo
da Sony ontem na feira da Associa��o de Telecomunica��es Celulares e Internet
(CTIA).
Apesar da prolifera��o de novos modelos de celular esse ano, nenhum desses
aparelho � bom o bastante para os gamers mais fan�ticos, disse John Smedley,
diretor de opera��es da Sony Online Entertainment.
As telas s�o pequenas demais e sua resolu��o � ruim, disse Smedley. Os
gamers, que adotaram freneticamente produtos da Sony como o console Playstation e o game
online EverQuest
n�o est�o dispostos a clicar em todos os bot�es e rolar a tela sem parar para
poderem jogar seus games favoritos no celular. "Sei que algumas pessoas aqui
podem discordar de mim", disse. "Mas os telefones de hoje est�o muito atr�s de
outros sistemas de entretenimento".
Mas isso n�o significa que os provedores de celular n�o podem e n�o devem
apostar nos games, acrescentou Smedley mais tarde. Existem d�zias de games
escritos em J2ME (uma
vers�o m�vel do Java) dispon�veis para download atrav�s do servi�os da Sprint
PCS, Nextel e AT&T Wireless. Usando a tecnologia BREW da Qualcomm, a
Verizon Wireless, maior operadora de telefonia celular dos EUA, oferece games
como Wheel of Fortune e Jeopardy, baseados em programas da TV
americana, disse Smedley.
"D� pra imaginar o apresentador Alex Trebek (de Jeopardy) jogando
esse game num celular? � disso que os games m�veis precisam para chegar ao
mercado de massa", disse.
As operadoras do mundo inteiro j� faturam US$ 436 milh�es ao ano em jogos
para celular, de acordo com Smedley. Este mercado deve crescer a US$ 9,3
bilh�es at� 2008. "O tamanho e a cor da tela (ou a falta deles) s�o fatores
que limitam o apelo dos celulares como a aparelhos de videogame", argumenta.
"Deu um celular com jogo para minha mulher e ela achou chato demais.
Precisamos de aparelhos com a jogabilidade de um Game Boy".
A julgar pelas demonstra��es de produtos na feira, a limita��o dos games no
celular fica bem clara: os usu�rios podem rolar a tela � vontade com as teclas
para cima e para baixo, mas n�o h� nenhum bot�o intuitivo para fazer o
personagem saltar ou dar um soco. Existem modelos com telas coloridas e
conex�es velozes, mas eles s�o muito caros - outro fator de peso.
Os fabricantes presentes no evento argumentam que as redes wireless de alta
velocidade necess�rias para servi�os de entretenimento n�o existiam nos EUA
at� esse ano. O vice-presidente de marketing da Sony Ericsson Mobile
Communications, Philip Vanhoute, disse: "2002 � um ano de conquistas para esse
mercado nos EUA".
Os fabricantes de celulares tamb�m disseram que pretendem lan�ar telefones
full-color e aparelhos com formatos e pre�os diferentes ano que vem. A Kyocera
Wireless anunciou uma parceria com a WildSeed, uma empresa de software de Washington que se
concentra no mercado adolescente, para lan�ar um celular acess�vel com capas
tem�ticas intercambi�veis. As capas (que s�o uma esp�cie de gabinete pl�stico)
permitem que os usu�rios troquem v�rias caracter�sticas de seu celular, como
os ringtones, protetores de tela e cores. Uma dessas capas inclui um joystick
e bot�es, para que o usu�rio possa segurar o aparelho horizontalmente e jogar
como se estivesse usando um controle de Playstation.
O aparelho, que acompanha uma capa b�sica, vai custar US$ 200, disse Blake
Isaacs, diretor de marketing da Kyocera. Cada capa vai custar algo entre US$
25 e 40. "Adolescentes gastam US$ 200 em skates", disse Isaacs. "Eles gastar�o
o mesmo num telefone".