Você chegou a perceber um ou outro organizador (a.k.a. estudantes)
usando terno? Esse é o mundo deles. No fundo, esses caras queriam
estar numa faculdade de administração.
o sérgio saiu depois de que o primeiro cara perguntou se ainda
ensinam
C na faculdade..
O monólogo foi mais ou menos assim: o cara dizendo que hackers e
crackers eram malvados, aí de algum modo ele chegou ao ponto de
perguntar se as pessoas ainda aprendiam C na faculdade, e depois disse
que "hoje em dia é C+, né? C plus.". Sim, ele omitiu o outro "+". E
ficou se gabando de ser perito em computação forense.
o raniere foi depois de mais algumas marmotagens. meu
limite foi o último palestrante que ficava gritando coisas totalmente
nada a ver com o tema.
O cara começou falando sobre um disco voador que tinha colocado um
cristal no meio da platéia, falou que os seres humanos são como
águias,
que trocam raios de luz com o sol, falou que era pras pessoas despirem
suas almas de todo conhecimento prévio, e assistir a palestra pra
conhecer as coisas como se eles não soubessem de nada. Sem
brincadeira,
ele usou essas expressões, e várias outras que eu já esqueci.
No meio da palestra, um outro palestrante estava tirando uma foto dele
(com um iPônei, claro). O cara simplesmente parou de falar, largou o
microfone, e começou a fazer poses e tentar imitar o Michael Jackson.
Detalhe: ele estava no meio de um raciocínio, e quando terminou a
palhaçada, ele se perdeu completamente. Detalhe^2: **esse mesmo
cara**
auxiliou o deputado X (não lembro o nome) na confecção da Lei Carolina
Dieckmann.
depois sérgio voltou com um professor do ic
(não me lembro o nome dele, que é comprometido com lutas pela
liberdade digital),
Eu saí da palestra com o estômago embrulhando, e fui no impulso no IC
pra ver se o Stolfi tava lá. Ele prontamente quis vir comigo pra ver
o
que tava acontecendo.
aí fiquei, e o professor fez mesmo uma pergunta
colocando o pessoal contra a parede,
O Stolfi perguntou a posição dos 3 a respeito das liberdades civis na
internet, principalmente liberdade de expressão. Lembrando que um dos
palestrantes era da polícia, outro era """"""""perito""""""", e o
outro
era esse cara da dança do Michael Jackson (acidentalmente, um co-autor
da Lei Dieckmann).
mas a mesa começou com um
enrolation pra desviar o assunto,
O cara gastou uns 10 minutos falando sobre casamento homoafetivo
(????),
e depois contou o caso de um juiz que lavrou alguma coisa em homenagem
ao Corinthians quando o time ganhou a Libertadores (nesse momento, ele
já desviou a atenção pro lado do futebol também).
depois sugeriram que garantir
privacidade é impossível (e aí respondeu indiretamente a pergunta,
informando que eles não tem comprometimento com isso)
Um outro palestrante disse que "[...] se você quiser privacidade pra
coisas
como nome, RG, endereço, dados cadastrais, é melhor você não
existir.".
Acho que o Matheus sumarizou impecavelmente: eles disseram
não-tão-indiretamente que estão pouco se lixando pra esse assunto.
e depois fizeram
um show lá de dançar, contaram piada e chamaram alguém da plateia que
alegou ter sofrido bullying no facebook (apesar de no final,
continuarem a insistir os pedidos de likes no face). achei um
desrespeito à pergunta.
Como o próprio Matheus disse, eles deram uma aula de como não
responder
o que foi perguntado e ainda assim sair muito aplaudido por um bando
de
pseudo-estudantes filhinhos de papai.
[saí um pouco depois para não perder minha janta no ru por causa do
evento, sérgio se tiver acontecido algo mais, diz aí]
Depois da pergunta do Stolfi, 3 ou 4 estudantes também fizeram
perguntas. *TODOS*, sem exceção, perguntaram coisas a respeito da
profissão de perito, de como entrar, quanto ganha, etc. Acho que, pra
eles, o objetivo do evento foi cumprido com louvor.
ao mesmo tempo que era de se esperar, é inacreditável que esses caras
são nossos "representantes" na legislação e aplicação de punições de
crimes digitais.
O pior é que esses caras não são escolhidos pela população. Como o
próprio Stolfi disse no final, "eles são todos polícia". Não sei o
que
mais dá medo: ver que eles são os caras que, de certa forma, nos
representam, ou ver pessoas dentro de uma faculdade pública babando no
que eles falam. É impressionante.
fui lá mais para ouvir o meu conterrâneo marcelo batalha falar de sua
pesquisa, mas ele só fez um enrolation de apresentar os outros, não
sei o que aconteceu com ele, originalmente ele foi treinado como
jedi,
então não sei se ele se vendeu de fato, ou se é o mais incrível
agente
disfaçado.
Esse parágrafo foi, de longe, o mais foda do seu e-mail! Hahahaha
:-).