Em qua, 20 jun 2001, Kiss The Blade escreveu:
> At 00:56 20/6/2001 -0300, Edgard Lemos wrote:
> >Voc� deveria trocar de nome com o "irado furioso com tudo". Voc� merece esse
> >nick mais que ele.
> 
> Nah... de vez em qd costumo soltar o q penso e tenho uns ataques de 
> trolling, mas eles duram pouco. 

"De vez em quando costumo" � legal.

> Eu nao sou sempre assim ;). E tb nao sou 
> contra software livre, como vc deve estar pensando, $$muito pelo 
> contr�rio$$. Eu s� nao gosto de software ruim, e costumo citar nomes :))). 

O bom � inimigo do �timo. H� muito software bom, e at� uns capengas, mas �s
vezes � o que se tem. Enquanto � leg�timo buscar softwares melhores, sentar a
pua no que tem s� porque � ruim � �s vezes jogar contra o patrim�nio.

�s vezes � melhor olhar para o que se conseguiu e n�o para o que ainda falta
conseguir.

� o caso da discuss�o recente do Linux no desktop. Muitos ficam olhando para o
que falta fazer, e fazem muxoxo, outros olham para tr�s e dizem: "puxa, olha s�
quanto avan�amos em t�o pouco tempo!, se continuarmos assim, um dia chegaremos
l�."

> Nao que eu escreva sequer uma linha de c�digo para nenhum dos dois projetos 
> (putz, esse cara s� reclama, mas cad� o code?), mas eh interessante 
> discutir isso nessa lista, e se eu fosse tentar corrigir todo software que 
> acho que nao presta passaria o resto da minha vida estudando e fazendo maus 
> remendos, por isso prefiro s� estudar aquilo que acho bom e deixar que 
> gente mais competente do q eu conserte o q nao eh no momento interessante 
> para meu conhecimento limitado

Mas agora eu mudo meu discurso e digo que nessa quest�o, o importante � olhar
para o que falta fazer. Se � melhor codificar do zero e fazer um bom projeto em
vez de pegar um c�digo mal-pensado, ent�o acho que � a� que podemos contribuir.

Vou te dar s� um exemplo. Eu n�o achei ainda um equivalente t�o f�cil quanto o
do NT para criar espelhamento de disco no Linux (RAID-1) em que seja poss�vel
troca de discos a quente.

No Linux, isso ainda � muito complicado. Ando estudando sobre o assunto
devagar, sem pressa, voluntariamente. J� pensei em criar uma ferramenta para
facilitar seu uso. Apenas um front-end, j� que as ferramentas do background
est�o todas a� (raidtools).

Mas em vez de sentar numa pedra com a boca torta, apoiando o queixo no punho, 
achando que ningu�m supera o Windows em espelhamento de disco, eu vejo essa
defici�ncia como uma oportunidade de contribuir com algo novo para a comunidade.

N�o vou me meter numa tarefa herc�lea, mas quero colocar meu tijolinho, se
puder.

Ali�s, no /. anda rolando solta uma discuss�o sobre Gnome e, inevitavelmente a
turma compara o Gnome com o KDE. E compara��o � que o Gnome � um GRAAAANDE
projeto ambicioso, j� o KDE vive como o AA: um dia de cada vez.

>... Quando assinei esta lista pela primeira 
> vez hah uns 2 ou 3 anos, ninguem pensaria em discutir tao abertamente sob o 
> risco de ser queimado na fogueira da Linquisi��o, hoje as coisas sao 
> diferentes, j� d� para se manter um debate sem cair no fundamentalismo 
> barato. 

�. Eu n�o peguei essa �poca. Mesmo porque eu entrei no Linux de p�ra-quedas,
como usu�rio leigo total, com meus neur�nios totalmente polarizados pelas
linhas de for�a magn�ticas da Microsoft.

Mas fiquei fascinado no dia em que rodei um clone do Unix (Linux) no meu PC que
comprei no super-mercado. Eu s� tinha visto Unix rodar nas car�ssimas m�quinas
RISC e para mim aquilo era privil�gio s� para sacerdotes do antigo Egito.

Aquilo virou minha cabe�a, porque era super barato: comprei a caixa da
Conectiva por R$80,00 na Comdex, e instalou na hora.

> De fato, o n�vel do linuxer m�dio evoluiu muito, do fan�tico ao 
> consciente em dois anos eh um p*ta de um progresso. Sim, h� excecoes, mas 
> eles sao a minoria e j� est�o caindo no ridiculo como os Eric Raymond da 
> vida (j� leste o ensaio dele, Meditations of the Sudden Wealth? Hil�rio, qd 
> se sabe hj como tudo acabou). Gostaria de ver esse progresso em outros 
> lugares, como nos outros foruns de Linux, nas linhas do MST, no 
> Afeganist�o, no Ir�... oops, de volta � camisa de for�a :)))

Eu acho que essa maturidade veio com a maior aceita��o do Linux pelo mercado.
Nos prim�rdios, os pioneiros sabiam que estavam diante de algo absolutamente
fant�stico (n�o s� pelo que tinham, mas pelas perspectivas futuras). N�o
havia quem advogasse por eles, por isso era necess�rio ganhar a guerra no grito.

Hoje, com defensores de peso como IBM, HP, Compaq, Fujitsu, governos,
especialistas, e a simpatia geral desde estudantes a CIOs, acho que a turma
ficou mais tranq�ila e pode aceitar cr�ticas como algo que v� melhorar a
tecnologia, mas n�o impedir sua aceita��o.

H� quem n�o vai gostar do Linux mesmo. Mas � imposs�vel agradar a todos. 

[]s

-- 
Edgard Lemos 
[EMAIL PROTECTED]
Usu�rio Linux n� 135479


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