Em s�b, 07 jul 2001, Lisias Toledo escreveu:

> As coisas nunca foram t�o f�ceis para a nossa ponta, e vc pode apostar o seu
> traseiro como eu concordo com vc neste ponto. Mas do ponto de vista
> empresarial, onde empresas precisam criar produtos lucrativos para defender o
> rendimento de seus acionistas, a coisa t� meio braba - basta ver o "hype" do
> Linux na m�dia, como o Thiago afirma (e com raz�o!).

Hype? Que hype?

Os n�meros s�o reais. 

Se o Departamento de Defesa dos EUA instalou 30.000 licen�as de
StarOffice, o Metr� de S�o Paulo economizou R$800.000 instalando StarOffice, se
o site de busca mais r�pido do mundo (o Google) s� roda Linux, se 30% dos
servidores do mundo rodam Linux, que hype � essa?

 
> Mas est�o ainda no come�o. Os potenciais problemas ainda n�o mostraram as
> caras. Que podem nem ser t�o feias como eu imagino, mas eu ainda acho que
> precisamos avan�ar com cuidado, para n�o sermos obrigados a um recuo
> estrat�gico mais tarde.

Eu nunca vi avan�o mais cuidadoso que o do software livre. Estamos a� h� 17
anos!!!!

Isso � contr�rio do software propriet�rio em que o que interessa � lucro agora.

Se eu fosse voc�, eu n�o me preocuparia com esses tais recuos estrat�gicos, nem
com nenhum problema potencial.
 
> *Pode*... Mas ser� que o ser�? Teremos for�a suficiente para criar em GPL algo
> como o Mozilla ou o Opera? Ou precisaremos esperar que eles sejam lan�ados �
> GPL quando seus mantenedores perderem a esperan�a de lucrar com eles?

Se seus mantenedores perderem a esperan�a, eles deixam o c�digo aberto e livre
para que outro, com mais esperan�a, queira desenvolv�-lo.

No software livre n�o estamos amarrados aos mantenedores. Muito depois que
nossa gera��o se for, ainda vai haver gente desenvolvendo os programas.

> A for�a de trabalho Open Source � realmente ilimitada como aparenta ser?

� simplesmente ilimitada. E eu posso provar.

Como se mede uma for�a de trabalho? N�o � em pessoa x hora? Ora, hora � o que
mais temos.

N�o temos que lan�ar a vers�o x+1.0, onde x � a vers�o atual, antes do Natal
caso contr�rio os acionistas v�o vender nossas a��es. Podemos usar o tempo que
quisermos para chegar ao objetivo que queremos.

E como se n�o bastasse, a cada dia mais e mais colaboradores aparecem para
contribuir com a for�a de trabalho.

J� somos 150.000 desenvolvedores. A maior equipe de desenvolvimento do mundo!!!

> Outro exemplo pr�tico � o PINE/PICO, como foi dito aqui pelo pessoal da
> Conectiva. Eles tiveram que pedir uma autoriza��o especial para redistribuir o
> pacote. Mas esta autoriza��o se extende � mim, quando eu compro ou baixo os
> pacotes do ftp? Se n�o, ou eu sou cuidadoso e elimino o PINE das minhsa c�pias
> de distribui��o, ou estarei violando um lincesa - e definitivamente, GPL
> defende o respeito � todas as licensas...

O PINE/PICO n�o pode ser distribu�do por distros comerciais sem autoriza��o dos
mantenedores.

Curiosamente, a licen�a do PINE/PICO permite que distros n�o comerciais, como a
Debian, por exemplo o distribua sem pedir autoriza��o.

Mais curiosamente ainda, a Debian n�o distribui PINE/PICO porque a Debian n�o
distribui nada que n�o seja software livre.

O �nico risco que voc� corre de usar PINE/PICO � se amanh� seus mantenedores
desistirem de desenvolv�-lo ou se voc� quiser distribu�-lo.

[]s
-- 
Edgard Lemos 
[EMAIL PROTECTED]
Usu�rio Linux n� 135479


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