Cara... q historia emocionante...adorei :-)
Parabens por tudo!!! E agora to anciosa pelo livro!

[]s
Ednea


2005/8/23, Cesar cinz3nt0 Fuentes <[EMAIL PROTECTED]>:
está é uma história de uma Brasileira que não desiste nunca.

O melhor do Brasil........ é a caipirinha!

parabéns sula e Linuxchix :-)

Em 22/08/05, [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> No segundo Encontro Nacional LinuxChix Brasil - Chega de blá blá blá, eu
> tinha em mente um objetivo: ter uma máquina própria para o projeto, onde
> pudéssemos colocar em prática muitas idéias. Houve uma ínfima chiadeira
> pelo fato de cobrarmos inscrição - 10 reais - mas no geral a galera
> alegremente contribuiu. O dinheiro foi usado para custear palestrantes de
> fora de São Paulo, algum coffee break e o resto foi contabilizado e
> reservado. Com 300 palestrantes, e meus conhecimentos de hardware e
> consultores disponíveis, montei o que esperava da máquina e comecei as
> pesquisas. Infelizmente, devido a alguns problemas e uma crise de
> depressão, não conseguia por em prática. Mas enfim, alguns meses depois,
> em um dia de pesquisas e negociações pela Santa Efigênia, a santa
> padroeira dos nerds, montei a máquina sob medida. Como era de se esperar,
> devido ao meu dom de encontrar bugs onde ninguem mais tinha procurado,
> travar máquinas windows simplesmente por usá-las(vou começar uma coleção
> de fotos de caixas eletrônicos reiniciando após minha passagem), e
> encontrar ambientes hostis, não poderia deixar de faltar uma ocorrência de
> machismo
> explícito( http://listas.cipsga.org.br/pipermail/linuxchix/2004-August/003470.html).
> O mais surreal possível, de um pseudo-técnico falando abobrinhas e achando
> que mulheres é que não entendem de computador.
> Com a máquina em mãos, pensei em testar o Gentoo. O desempenho desta
> distribuição é indiscutível, e eu achei que talvez conseguisse manter uma
> máquina assim. Porém a saga que se seguiu foi terrível. Ele se recusava a
> ser instalado. Sempre, em determinado ponto de configuração, ele se
> recusava a continuar. Desconfiei de muitas configurações, diversas pessoas
> tentaram resolver, e ninguem conseguiu. Utilizei o Kurumim para fazer
> testes, não acusou nada. O memtest revelou problemas na memória, e eu temi
> que o pior acontecesse: eu havia despertado a ira dos deuses das grandes
> empresas com suas placas mães baratas e servidores caros, e pagaria o
> preço por ter desafiado e montado meu proprio totem de adoração. Porém os
> fornecedores se mostraram ideôneos e trocaram. O que não resolveu o
> problema, o servidor continuava travando… testes de cooler, de
> processador, de hd… nada… e ele voltou ao fornecedor. Testes mostraram que
> a placa mãe cuidadosamente escolhida pelo barramento, pelo número de slots
> PCI, pela marca, apresentava problemas. Novamente os deuses e as forças
> ocultas da urucubaca alheia pareciam torcer contra, e em conluio com a
> Polícia Federal montaram uma barreira no Paraguai, enfraquecendo a Santa
> Padroeira. Algum tempo de espera e quase desanimando do sonho de ter a
> placa escolhida e disposta a aceitar menos slots e quem sabe um barramento
> mais modesto, o fornecedor consegue outra placa. Que felicidade,
> acabaram-se os problemas? O que, você realmente acha que foi fácil assim?
> Aff…
> De volta ao Gentoo, desta vez ele estava de mau humor. Recusou-se a
> aceitar o processador AMD, e se fechava em loop. Algumas semanas depois,
> com a nova versão 2005.1(observe que muitas luas se passaram até aqui),
> ele aceitou trabalhar corretamente. Porém minha fé nele estava esmorecida,
> e decidi que no caso de um servidor de produção eu não poderia me dar ao
> luxo de arriscar. Foi quando me lembrei da devoção a Saint Patrick e me
> rendi: "Só Slackware é Linux e Patrick é seu profeta, e nada me travará".
> Sendo as duas distribuições que eu melhor conhecia, e garantia o correto
> gerenciamento, a decisão foi pelo Slackware.
> Começava aí a saga das noites e finais de semana relembrando o trabalho de
> sysadmin, instalação de serviços, otimização destes, atualização de
> pacotes, kernel. Isto tudo competindo com diversos eventos, palestras,
> escrita de um livro(que deve ter rendido gastrite ao editor que semana
> após semana me implorava pelo fechamento), e uma coisa meio supérflua
> chamada vida pessoal.
> Então, na noite de 26 de julho, um lado do meu rosto começa a doer…
> verifico que ele está inchado, e me lembro que durante a tarde no trabalho
> ouvi alguma coisa a respeito de caxumba, porém estava distraída e a
> informação foi anotada em background, vindo a tona naquele momento. Tentei
> me distrair que não seria nada e que no outro dia iria na dentista. Porém
> aquilo começou realmente a incomodar, e acordei de madrugada devido a dor
> e apenas um analgésico me devolveu aos braços de Morfeu. Pela manhã era
> meio obvio que não era meu dente, e sim minha parótida que sucumbiu a
> epidemia que derrubou mais 4 pessoas no trabalho. Febre nos primeiros
> dias, e um atestado de uma semana, e isolamento completo. Após os
> primeiros dias de febre, e com a cara deformada provisóriamente, curti
> minhas férias forçadas. Acordando entre 2 e 3 da tarde, indo dormir mais
> ou menos no mesmo horário pela madrugada, e neste meio tempo saindo da
> frente do computador apenas para banho e fazer alguma sopa, terminei o
> servidor(e o livro também, aguardem). Alguns dias depois de voltar a vida
> normal, retomei o contato com o pessoal da Data House, um provedor de
> acesso que estava querendo contribuir com projetos da comunidade. Ele
> cedeu link e endereço IP, e gentilmente buscou o servidor na empresa que
> trabalho(Cyclades) e o instalou no seu data center. Puxa, eu esqueci de
> colar um adesivo nele… preciso corrigir isto. Apos isto, mais um fim de
> semana foi gasto na frente do computador, configurando DNS, domínios
> virtuais e testando. Desta vez um proxy (que não existe, segundo a
> Telefônica) me fez perder algumas horas tentando decifrar o que estava
> errado na configuração. A resposta: nada, estava tudo funcionando, eu é
> que não conseguia ver corretamente. Com a ajuda de amigos que me
> forneceram screenshots e proxys externos(obrigada Augusto!), consegui ver
> o que outros viam e configurar corretamente. Mais algumas adaptações,
> testes, mails, migrar a lista atualizada, e aqui está o resultado. Este
> relato foi uma tentativa de explicar o porque da demora de entrar no ar.
> Ainda há muita coisa a ser feita, migrar conteúdo e por em prática as
> idéias e projetos, mas muita coisa já se encontra disponível: um mapa das
> LinuxChix ao redor do mundo; um wiki onde o estudo sobre Mulheres na
> Computação vai ser desenvolvido, e o que mais der na telha das meninas;
> servidor de mail próprio, espaço em disco para armazenar mídia; e
> finalmente, temos um servidor onde podemos fazer su - e sabemos a senha.
> Nossos imensos agradecimentos pela equipe do Cipsga que por tanto tempo
> nos aguentou e cedeu seu espaço. Foi o berço e a incubadora, e agora o
> projeto cria asas fortes e anseia vôos mais altos, com a força que ganhou
> do berço.
> Bem vindos ao novo lado rosa da força. May the source be with you.
>
> --
> "A little less conversation, a little more action please"
> -------------------------------------------------------------
>  °v°  Sulamita Garcia
> /(_)\  LinuxChix Brasil
> ^ ^  http://www.linuxchix.org.br/
>          http://toskinha.multiply.com/
>
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> Version: 3.1
> GCM/CS/AT d-(--) s: a? C+++ UL+++ P--- L++++$ E--- W++ N o? K? w-- O-
> M- V? PS+ !PE Y+ PGP t 5? X- R- tv++ b+++ DI++ D G e++ h r x--
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Cesar "cinz3nt0" Fuentes
Ahhhhhhh!

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