Congratulations !!! Sula e Linuxchix =] Em 22/08/05, [EMAIL PROTECTED]<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > No segundo Encontro Nacional LinuxChix Brasil - Chega de blá blá blá, > eu tinha em mente um objetivo: ter uma máquina própria para o projeto, > onde pudéssemos colocar em prática muitas idéias. Houve uma ínfima > chiadeira pelo fato de cobrarmos inscrição - 10 reais - mas no geral a > galera alegremente contribuiu. O dinheiro foi usado para custear > palestrantes de fora de São Paulo, algum coffee break e o resto foi > contabilizado e reservado. Com 300 palestrantes, e meus conhecimentos > de hardware e consultores disponíveis, montei o que esperava da > máquina e comecei as pesquisas. Infelizmente, devido a alguns > problemas e uma crise de depressão, não conseguia por em prática. Mas > enfim, alguns meses depois, em um dia de pesquisas e negociações pela > Santa Efigênia, a santa padroeira dos nerds, montei a máquina sob > medida. Como era de se esperar, devido ao meu dom de encontrar bugs > onde ninguem mais tinha procurado, travar máquinas windows > simplesmente por usá-las(vou começar uma coleção de fotos de caixas > eletrônicos reiniciando após minha passagem), e encontrar ambientes > hostis, não poderia deixar de faltar uma ocorrência de machismo > explícito(http://listas.cipsga.org.br/pipermail/linuxchix/2004-August/003470 .html). > O mais surreal possível, de um pseudo-técnico falando abobrinhas e > achando que mulheres é que não entendem de computador. > Com a máquina em mãos, pensei em testar o Gentoo. O desempenho desta > distribuição é indiscutível, e eu achei que talvez conseguisse manter > uma máquina assim. Porém a saga que se seguiu foi terrível. Ele se > recusava a ser instalado. Sempre, em determinado ponto de > configuração, ele se recusava a continuar. Desconfiei de muitas > configurações, diversas pessoas tentaram resolver, e ninguem > conseguiu. Utilizei o Kurumim para fazer testes, não acusou nada. O > memtest revelou problemas na memória, e eu temi que o pior > acontecesse: eu havia despertado a ira dos deuses das grandes empresas > com suas placas mães baratas e servidores caros, e pagaria o preço por > ter desafiado e montado meu proprio totem de adoração. Porém os > fornecedores se mostraram ideôneos e trocaram. O que não resolveu o > problema, o servidor continuava travando testes de cooler, de > processador, de hd nada e ele voltou ao fornecedor. Testes mostraram > que a placa mãe cuidadosamente escolhida pelo barramento, pelo número > de slots PCI, pela marca, apresentava problemas. Novamente os deuses e > as forças ocultas da urucubaca alheia pareciam torcer contra, e em > conluio com a Polícia Federal montaram uma barreira no Paraguai, > enfraquecendo a Santa Padroeira. Algum tempo de espera e quase > desanimando do sonho de ter a placa escolhida e disposta a aceitar > menos slots e quem sabe um barramento mais modesto, o fornecedor consegue outra placa. Que felicidade, acabaram-se os problemas? O que, você realmente acha que foi fácil assim? > Aff > De volta ao Gentoo, desta vez ele estava de mau humor. Recusou-se a > aceitar o processador AMD, e se fechava em loop. Algumas semanas > depois, com a nova versão 2005.1(observe que muitas luas se passaram > até aqui), ele aceitou trabalhar corretamente. Porém minha fé nele > estava esmorecida, e decidi que no caso de um servidor de produção eu > não poderia me dar ao luxo de arriscar. Foi quando me lembrei da > devoção a Saint Patrick e me > rendi: "Só Slackware é Linux e Patrick é seu profeta, e nada me travará". > Sendo as duas distribuições que eu melhor conhecia, e garantia o > correto gerenciamento, a decisão foi pelo Slackware. > Começava aí a saga das noites e finais de semana relembrando o > trabalho de sysadmin, instalação de serviços, otimização destes, > atualização de pacotes, kernel. Isto tudo competindo com diversos > eventos, palestras, escrita de um livro(que deve ter rendido gastrite > ao editor que semana após semana me implorava pelo fechamento), e uma > coisa meio supérflua chamada vida pessoal. > Então, na noite de 26 de julho, um lado do meu rosto começa a doer > verifico que ele está inchado, e me lembro que durante a tarde no > trabalho ouvi alguma coisa a respeito de caxumba, porém estava > distraída e a informação foi anotada em background, vindo a tona > naquele momento. Tentei me distrair que não seria nada e que no outro > dia iria na dentista. Porém aquilo começou realmente a incomodar, e > acordei de madrugada devido a dor e apenas um analgésico me devolveu > aos braços de Morfeu. Pela manhã era meio obvio que não era meu dente, > e sim minha parótida que sucumbiu a epidemia que derrubou mais 4 > pessoas no trabalho. Febre nos primeiros dias, e um atestado de uma > semana, e isolamento completo. Após os primeiros dias de febre, e com > a cara deformada provisóriamente, curti minhas férias forçadas. > Acordando entre 2 e 3 da tarde, indo dormir mais ou menos no mesmo > horário pela madrugada, e neste meio tempo saindo da frente do > computador apenas para banho e fazer alguma sopa, terminei o > servidor(e o livro também, aguardem). Alguns dias depois de voltar a > vida normal, retomei o contato com o pessoal da Data House, um > provedor de acesso que estava querendo contribuir com projetos da > comunidade. Ele cedeu link e endereço IP, e gentilmente buscou o > servidor na empresa que > trabalho(Cyclades) e o instalou no seu data center. Puxa, eu esqueci > de colar um adesivo nele preciso corrigir isto. Apos isto, mais um > fim de semana foi gasto na frente do computador, configurando DNS, > domínios virtuais e testando. Desta vez um proxy (que não existe, > segundo a > Telefônica) me fez perder algumas horas tentando decifrar o que estava > errado na configuração. A resposta: nada, estava tudo funcionando, eu > é que não conseguia ver corretamente. Com a ajuda de amigos que me > forneceram screenshots e proxys externos(obrigada Augusto!), consegui > ver o que outros viam e configurar corretamente. Mais algumas > adaptações, testes, mails, migrar a lista atualizada, e aqui está o > resultado. Este relato foi uma tentativa de explicar o porque da demora de entrar no ar. > Ainda há muita coisa a ser feita, migrar conteúdo e por em prática as > idéias e projetos, mas muita coisa já se encontra disponível: um mapa > das LinuxChix ao redor do mundo; um wiki onde o estudo sobre Mulheres > na Computação vai ser desenvolvido, e o que mais der na telha das > meninas; servidor de mail próprio, espaço em disco para armazenar > mídia; e finalmente, temos um servidor onde podemos fazer su - e sabemos a senha. > Nossos imensos agradecimentos pela equipe do Cipsga que por tanto > tempo nos aguentou e cedeu seu espaço. Foi o berço e a incubadora, e > agora o projeto cria asas fortes e anseia vôos mais altos, com a força > que ganhou do berço. > Bem vindos ao novo lado rosa da força. May the source be with you. > > -- > "A little less conversation, a little more action please" > ------------------------------------------------------------- > °v° Sulamita Garcia > /(_)\ LinuxChix Brasil > ^ ^ http://www.linuxchix.org.br/ > http://toskinha.multiply.com/ > > -----BEGIN GEEK CODE BLOCK----- > Version: 3.1 > GCM/CS/AT d-(--) s: a? C+++ UL+++ P--- L++++$ E--- W++ N o? K? w-- O- > M- V? PS+ !PE Y+ PGP t 5? X- R- tv++ b+++ DI++ D G e++ h r x-- > ------END GEEK CODE BLOCK------ > >
