Em Sexta 19 Maio 2006 13:38, Mel escreveu:
> Segundamente =P ......qual o retorno financeiro de um desenvolvedor?
> Tipo o cara faz o tal do CorelDraw para linux.....não eh
> patentiado.....não eh pago (ou pode ser)...ele não saindo da filosofia
> do SL.....como q uma empresa de SL tem retorno financeiro......(ninguém
> vive de filosofia!! =P )

Essa eu respondo com gosto.
De filosofia só vive filósofo que dá aula :-)
E alguns que estão tirando dinheirinho suado nosso pra falar bobagem por aí...

Agora, se você parar e olhar com cuidado, tem várias categorias de pessoas 
responsáveis que ganham de modos diferentes.

Começando de baixo, o desenvolvedor que usualmente faz um software nas horas 
vagas e não é seu ganha pão diário, não ganha monetariamente, mas 
indiretamente ele recebe no todo. A exemplo, eu faço uma pequena parte do 
KDE, mas uso ele inteiro. Eu me beneficiei pelo fato de ter tido o tempo de 
outras pessoas pra melhorar minha vida.

Agora já partindo pro segundo plano, os desenvolvedors de aplicações que já 
fornecem suporte. Se você fez um software muito bom, e uma empresa usa muito 
ele, quem seria a pessoa mais adequada a dar este suporte ? O próprio 
desenvolvedor é claro. Tão somente isso é real, que posso deixar como exemplo 
o George Staikos, desenvolvedor do KDE que tem sua empresa própria no Canadá 
e vive viajando para a França para trabalhar no suporte e melhoria do 
software de análise matemática que ele fez pro KDE, chamado KST, isso para o 
laboratório da INRIA ( acelerador de partículas ). Com tudo pago, e a empresa 
dele está crescendo esse ano já. Detalhe, o software tá ali pra quem quiser 
usar.

Um terceiro plano seria o exemplo do pessoal do gstreamer, que desenvolveram 
uma ferramenta pro objetivo real deles. O gstreamer é um media framework, e 
eles continuam desenvolvendo ativamente porque a empresa deles tem novas 
necessidades. O negócio deles é fazer streaming a distância, para 
conferências, empresas, etc. O software é só a ferramenta.

E tem o meu caso, e da Mandriva.
A gente faz um produto de graça, desenvolve pra alguns projetos open source e 
é pago pra isso. No meu caso é o salário normal, como funcionário, no caso da 
empresa por usar todos esses recursos como ferramenta, consultoria, 
treinamento, projetos pra outras empresas ou até na venda de produtos ( 
embora seja a fatia bem menor do todo )

O que se valoriza hoje não é o programa, e sim a pessoa que está atrás dele e 
que merece o real crédito. Software é commodity.
Mais ou menos como a piada ( séria ) do cara do martelo. 1 real pelo prego e 
pela martelada, 100000 por saber onde bater :-)


-- 
Helio Chissini de Castro
KDE Project South America Primary Contact
Curitiba - Brasil
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