On 5/31/06, Sulamita Garcia <
[EMAIL PROTECTED]
> wrote:
Pra mim isto não faz a menor diferença, mas eu tenho a *capacidade* de me
colocar no lugar da Camila e entender perfeitamente do que se trata. Mesmo
pq pra mim não faz diferença porque não é comigo, agora, que se fosse
ligado a mim, seria desmoralizante. Imagina, utilizar o servidor do
Linuxchix para distribuir pornografia livre. Você realmente acha que
alguem ia lembrar de todo o material e trabalho feito já pelo grupo?
Elas falaram que distribuiam pornografia na internet? Não lembro disso.
Lembro apenas delas falarem que trabalhavam com esta questão. A real é
que ninguém aqui se aprofundou nesse assunto pra evitar de falar
besteira. Se você achou tão errado assim, deveria ter perguntado direto
a ela como isso funciona em algum momento naquele fórum.
E não entendi outra coisa. Há algum tempo atrás houve toda uma comoção
porque um pacote foi inserido no Debian com desenhos pornográficos, porque
isto objetificava a mulher. As americanas se sentem incomodadas com a
Maria Cristinna porque ela passa primeiro a imagem de sexy ao invés de
técnica. Mudaram os tempos mesmo?
Pois é. Parece que não. Mas nem por isso temos de ceder às pressões de quem quer ficar parado no tempo.
> Já é, o projeto está vivo acontecendo, e cada vez trazendo mais mulheres
> para perto da tecnologia. Todas as mulheres que participam das oficinas
> delas adoram, os resultados são extemamente positivos, faz com que se
> sintam
> muitos mais seguras em vários aspectos, inclusive em relacão ao próprio
> corpo.
Ah, muito bom. Finalmente se fala disto. Acho que a parte de apresentação
de trabalhos de verdade ficou soterrada pelas dissertações. Quem sabe vc
possa dar mais dados concretos, sobre quando ocorrem estas oficinas, sobre
o que elas tratam, quem pode participar. Perguntar não ofende ainda, né?
Não, não ofende. No momento elas estão em Belém, no Encontro de Conhecimentos LIvres que tá rolando por lá e onde estão acontecendo várias oficinas de áudio, vídeo, tela preta, se joga na rede etc.. E que eu saiba, vai rolar alguma coisa no cybersalão de salvador.
Eu não gosto da forma como elas divulgam isto, justamente quando a gente
tenta valorizar o trabalho profissional e não o uso do corpo como
ferramenta de promoção. Não sei se a escolha das idéias foi com a intenção
de chocar ou de chamar atenção, o que não duvido que seja bem sucedido
nestes pontos. Mas se elas sabem desenvolver o trabalho desta forma, e
melhor ainda, tem resultados positivos, ótimo. Nem duvido que as mulheres
se sintam mais seguras, para toda idéia e toda forma de aproximação existe
o público alvo. Garanto que uma PlayNerd ia fazer um baita sucesso E ainda
atrairia muita gente para descobrir o que é software livre. Agora, se isto
é uma idéia razoável, pra mim vai uma grande diferença.
Estas oficinas não são para homens. São para mulheres. Não tem nenhuma playgirl fazendo strip ou coisa parecida. O assunto corpo é abordado com muita seriedade, sem piadas machistas ou coisa que o valha pervertendo o objetivo, que é fazer a mulher se sentir mais à vontade com a tecnologia e também com o próprio corpo.
Seu universo é tecnico? Mesmo? Achei que vc era
articulista/promotora/instrutora/divulgadora/defensora/evangelista/entusiasta/artista/diretora/[whatever]
do software livre e trabalhasse nos pontos de cultura. Quem sabe então
você possa falar sobre seu trabalho? Eu pessoalmente esperava saber mais a
respeito disto do que sobre seus gostos musicais ou seus conhecimentos de
I Ching. Porque um ano depois, certamente deve ter muito o que contar, né?
E isto, do meu ponto de vista, é bem mais produtivo. Sério mesmo.
Será que se eu fizer isso, não estarei me auto-promovendo por aqui e correndo o risco de ser mal-interpretada?
Se isso ficar bem claro, eu falo tudo, sem problemas, comeco a juntar links agora mesmo, e aí você poderá perceber que também não vivo só de filosofia, apesar dela também fazer parte da minha vida e de não condenar quem dela consegue sobreviver.
E eu não falei sobre meus gostos musicais, ok? Não ponha palavras na minha boca.
> Eu imagino, este tipo de preconceito é um dos mais difíceis de ser
> combatido.
Não, você não entendeu, ou não quis entender. Todas as mensagens que eu
recebi foram de parabéns por ter cobrado algum projeto real, algum foco,
alguma coisa concreta das palestrantes. Que realmente faltava alguém fazer
isto.
Eu não tinha entendido mesmo. Pensei que você havia recebido mensagens que criticavam o fato das meninas terem falado com o que trabalhavam, e isto sim eu acho preconceito.
--
Fabianne Balvedi
Linux User #286985
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Eu vou votar nulo. E você?
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