Pessoal,

Eu tava a tempos pra expressar a minha opinião e embora não tenha
acompanhado todas as threads, eu tenho alguma coisa pra opinar(pelo menos é
o meu ponto de vista):

- A piada poderia ser com qualquer ser... homem, mulher, eu acho que se
formos considerar isso uma ofensa, vai ser melhor discutir as "injustiças"
que os irmãos menores sofrem. Por mais preconceito que haja no Brasil, não
acho que foi a intençã do cartunista;

- Sobre a questão da valorização homemXmulher, acho que DEVEM(mas nem sempre
acontece) existir padrões específicos de empresa pra empresa... tem empresa
que gosta de relatório, de gente que mostre serviço(por mais que seja
merda), porque nem sempre existem pessoas dentro da empresa com capacidade
técnica para saber o que um administrador de redes faz ou deixa de fazer.
Infelizmente no Brasil a tecnologia chegou tarde e exceto a elite(pessoas
que estudam, tiveram chances de ingressar em uma boa escola/faculdade) são
raridade. Mas nós sabemos que são muito poucas as pessoas que continuam
estudando, se aperfeiçoando... todo mundo conhece alguém que fez uma
faculdade e só por isso acha que pode deixar de estudar(dá muito trabalho -
frase típica de 65% dos brasileiros). Não são raros os "analfabetos" que
mesmo trabalhando numa empresa de tecnologia não sabem mexer num editor de
texto ou escrever um email para os funcionários da empresa. Falo em uma
porrada de pessoas da área de administração que "param" no tempo e deixam de
correr atrás de um conhecimento mínimo - faltam dedos nas mãos para contar o
número de suportes que dei para pessoas que não sabiam mexer num editor de
texto mas sabiam 1000x mais do que eu mandar scraps com desenhos no orkut -
e porque que não estudam a suíte de escritório??;

- Outra coisa que eu acho lamentável... as pessoas deixarem de estudar uma
segunda língua. Que seja espanhol, francês, alemão... inglês é um idioma
básico, muiiito básico para quem trabalha com informática e fica horas a fio
fazendo pesquisa, resolvendo problemas e até mesmo falando com algum
desenvolvedor de ferramentas... quanto material existe na internet cortado,
receitas de bolo incompletas, gambiarras mal explicadas... as vezes temos
que ir na fonte buscar a informação original. Esses dias conheci
administradores de rede que não conheciam, sequer consultaram alguma RFC
para poder trabalhar com a implementação de algum serviço(imagina
implementar openldap sem consultar as RFCs de schemas para poder planejar
melhor a implementação!);

- Eu já conheci casos de setores que só por ter um rostinho bonito mulheres
foram contratadas. E isso é sério, não é piada, nem mesmo preconceito meu.
Acho o máximo ter colegas femininas, ainda mais se tratando de Brasil, que
eu sinceramente, deixei de acreditar a muito tempo - uma menina falou numa
resposta que iria sair do Brasil... digo boa sorte, lá serás valorizada,
pelo menos conheço inúmeros casos de brasileiras casadas com estrangeiros
que elogiam o respeito dado pela sociedade e por seus maridos;

- Mulheres não são capazes?? O que acontece muitas vezes é que o homem é
muito cheio de si, acha que sabe tudo, que vai dominar o mundo. Se vais
ajudar um homem pode em certos casos rolar desconfiança(algo do tipo: bah, o
cara tá querendo me ralar, o cara sabe mais do que eu e isso não pode
acontecer...), acho que as mulheres são mais acessíveis nesse caso. Pelo
menos as que ajudo eu fico muito contente por poder passar um pouquinho de
conhecimento adiante, ajudar uma pessoa. E as poucas mulheres que pude dar
uma força, hoje elas destroem na área, estão muito bem mesmo. Mulheres são
muito mais que capazes.... são menos arrogantes, são mais sutis, conseguem
trabalhar de uma forma muito mais empenhada que os homens;

E finalmente... jamais baixem a cabeça. Costumo encarar na profissão homens
e mulheres apenas como colegas. Para mim sexo deixou a muito tempo de ser
alguma característica pejorativa na vida profissional... cada um tem as suas
potencialidaes, é só querer, correr atrás e vencer.

Abraço,



On 3/11/07, Bruno Laturner <[EMAIL PROTECTED]> wrote

On 3/11/07, Sulamita Garcia <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Em Domingo 11 Março 2007 19:57, Bruno Laturner escreveu:
> > On 3/11/07, Sulamita Garcia <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > > Este ultimo argumento só ajuda a demonstrar qual o pensamento deles:
uma
> > > mulher é menos capaz e precisa de ajuda. A questão de abrir porta
não é
> > > simplesmente educação, é uma regra implícita de que a mulher é mais
fraca
> > > fisicamente. Eu acho que a regra de abrir portas se resume a quem
chegou
> > > primeiro na porta ou quem está carregando pacotes.
> >
> > Para mim a questão de abrir portas (que faço com muito gosto) é
> > somente educação. Nunca me passou pela cabeça que a pessoa recebendo a
> > cortesia seja mais fraca ou menos capaz de fazer a mesma coisa.
> > Qualquer coisa além disso é procurar chifre em cabeça de cavalo.
>
> Vou fazer uma pergunta bem simples então, você faz a mesma coisa com
homens?

Raríssimas vezes. Qual conclusão disso? Demonstrar piedade que não é.
Simplesmente prefiro agradar mais a elas que a eles. A razão dessa
preferência é óbvia.

>
> Eu também abro portas, independente de quem. Como disse, a regra é quem
chega
> primeiro ou se tem alguem com pacotes. Agora, dizer que é educação abrir
> portas para mulheres é mascarar um gesto que tem sim um porquê.

No fundo tudo um porquê mesmo; por exemplo, ninguém é gentil e amigo
de graça: são regras implícitas de convívio.

>
> Você deveria então descobrir a origem dos costumes. Vários temas são
> mascarados. Como esta história de andar do lado da rua quando anda ao
lado de
> uma mulher(muita gente do interior deve conhecer esta). Uns dizem que é
pra
> proteger, mas sabe o que dizem também? Se não, está oferecendo a
mulher... Ou
> virgindade. A mulher que tem mais valor é a pura, a que se guardou,
guardiã
> da família, o que na verdade tem origem no inicio da sociedade baseada
em
> propriedades, onde a virgindade era garantia de que a descendencia era
sua.
> Ou a educação manda pagar a conta, porque a mulher ou não ganha dinheiro
ou
> ganha menos. Muitos costumes são mascarados. E é exatamente nisto que a
> cultura brasileira é vista como machista, pois nem mais sabe onde começa
a
> diferença de tratamento.

A parte da proteção eu conheço, mas a parte do oferecimento, acho que
é maldade das pessoas, um comportamento arcaico, são dizeres de más
línguas.

Eu ainda acho que o objetivo principal da educação que nos é passada é
para agradar as pessoas explicitamente, e não para desmoralizá-las
implicitamente (apesar que a pessoa que reclamar do agrado é capaz de
sair desmoralizada da situação).

>
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