E traduzindo o cógigo a gente recuperaria tudo que houvesse de interessante escrito em mulisp, e também os antigos MUlispiadores, como eu.
Sim, mulisp era uma sistema razoável, proprietário, que usei pirateado durante os cinco anos. Quando me vi em condições comprar, acabou! e em seguida eu passei para Linux. Tinha um cara na PUC que trabalhou muito tempo com mulisp e um pouco a contragosto me passou o sistema devidamente pirateado do seu original. Ele também deve ter um monte de programas, não me lembro como se chama o colega. Isto foi em 1986 quando se começou a fazer LISP no Brasil, com um seminário sobre LISP na UnB (a gente somente podia usar o LISP nos terminais em um horário marcado porque o pessoal do CPD tinha receio que a gente derrubasse o sistema com alguma função recursiva - deve havido algum caso desses), porque memoria - sistema operacional - naquela época ainda era assunto muito rudimentar. Bom, eu comecei a LISPiar quando um aluno meu de Cálculo, que tinha me escutado dizer que não podiamos calcular fatorial além de 13! - e hoje dá em várias linguagens de precisão infinita, python, calc, veio me mostrar uma folha cheia de números que ele dizia ser 750! e foi ai que passei de Pascal para MULISP (mas escrevendo com letra minúscula...) Parece que vou voltar a LISPiar! Tarcisio On Wed, 2009-04-29 at 12:08 -0300, Gustavo wrote: > Nossa, então esse mulisp já foi bem famoso um dia... > > Como você tem uns 300 programas, o interessante seria se a gente > conseguisse desenvolver um script que traduz o código. O problema > mesmo, pelo visto, vai ser a declaração das variáveis. Se o > namekuseijin estiver certo e as variáveis locais são declaradas na > própria função, então acredito que inserir um &optional na frente dos > parâmetros da função deve funcionar. O resto das variáveis é declarar > com defvar (ou defparameter, nos casos que tem um setf solto por aí), > com valor inicial nil. Seria interessante demarcar as variáveis com > asteriscos (por exemplo *pilha*, como é de costume), mas não é > estritamente necessário. > > Uma alternativa é criar uma camada de abstração - definir um package > com as macros e funções compatíveis com o mulisp. Eu gosto mais da > primeira idéia, mas essa ainda é uma solução válida. > > 2009/4/29 tarcisio praciano-pereira <[email protected]> > > Recebi esta mensagem que me deixou excitado. Eu trabalhei > durante cerca > de cinco anos com mulisp, e quando passei a usar LINUX perdi > contacto > com LISP quase totalmente porque em 1997 (quando passei para > Linux) > praticamente não havia recursos em LISP disponíveis, e o que > havia era > incompatível com mulisp. > > Estou, portanto, interessado em um sub-grupo de trabalho para > recuperar > código de mulisp para alguma implementação ativa de LISP. Eu > devo ter > por ai uns 300 programas voltado para um tutorial para ensino > de > Matemática, escritos em mulisp esperando para juntar teia de > aranha > (felizmente que neste computador ainda não entrou aranha...). > > Mas estou no mesmo pé do Adolfo, eu somente sei mulisp (quer > dizer, > sabia). Na falta do LISP terminei virando C-programmer, mas > sinto falta > da liberdade! > > Tarcisio > > On Tue, 2009-04-28 at 16:36 -0700, Adolfo Neto wrote: > > Oi pessoal, > > > > Ressuscitei recentemente um provador de teoremas para a > lógica > > paraconsistente C1, que foi implementado por Arthur > Buchsbaum usando o > > muLISP. > > > > Tentei, com meu pouco conhecimento de CLISP (na minha > graduação só > > trabalhei com muLISP e depois nunca mais trabalhei com LISP) > traduzir > > o código para o CLISP, mas não consegui. > > > > Alguém quer ajudar a ciência brasileira e traduzir o código > no link em > > anexo para o CLISP (ou pelo menos me dar umas dicas do que > há em > > muLISP (e que é usado no código do provador) que não há em > CLISP? > > > > > Outra coisa, estou pensando traduzir o código para CLISP > porque está > > disponível para Windows e Linux. Existe algum outro sabor de > LISP que > > não seja muito diferente do muLISP, que também esteja > disponível para > > Win e Linux e que seja bem melhor do que o CLISP? > > > > > Lembro que neste ano de 2009, Newton da Costa > ( http://en.wikipedia.org/wiki/Newton_da_Costa > > ), um dos pesquisadores brasileiros de maior renome > internacional por > > ter sido um dos criadores das lógicas paraconsistentes, está > > completando 80 anos. Haverá grande comemoração em Campinas > em agosto. > > Gostaria de levar o provador para lá e mostrá-lo à > comunidade > > internacional de lógica. > > > > > Agradeço qualquer ajuda, > > > > []s > > > > Adolfo > > ========================================== > > Adolfo Neto > > Departamento Acadêmico de Informática > > Universidade Tecnológica Federal do Paraná > > Fone: (41) 3310-4644 / Fax: (41) 3310-4646 > > Web: http://www.dainf.ct.utfpr.edu.br/~adolfo > > Blog: http://professoradolfo.blogspot.com > > ========================================== > > > > > > ------- > > > > Um provador automático por tablôs para os cálculos C1 e C1* > de Newton > > da Costa, > > de Arthur Buchsbaum > > > > Da Dissertação de Mestrado “Um Método Automático de Prova > para a > > Lógica Paraconsistente”, defendida em 1988. > > > > Código recuperado em 2009, a partir da digitalização em > djvu, graças > > ao professor Adolfo Neto e seus alunos, pois o trabalho > original tinha > > sido atacado por vírus. > > Fonte: > http://wwwexe.inf.ufsc.br/~arthur/index.php?page=software〈=pt > > > > > > > > > > > > > > --~--~---------~--~----~------------~-------~--~----~ You received this message because you are subscribed to the Google Groups "Lisp-br" group. 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