Marcelo:

Vs.representa ponderável segmnto da população que 
aceita incorporar ao vernáculo as variações linguínsticas oridundas dos 
diversos "modos" ou vícios de linguagem que apopulação, om o implacável tempo, 
adota.
Existem fundamentos básicos  como nos ensinam os dicionários ,as gramáticas, a 
ABL. e os autores eruditos.

Vs.não deve lamentar nada: você reflete grande parte da sociedade,hoje liderada 
por um analfabeto funcional e cercado de uma corja de inclusive criminosos 
confessos confessos como é o caso do (Jair) Mink.

São os novos tempos. eis uma das razões pelas quais jamais recebemos um Nobel  
de literatura: Esqueceram do G. Rosa.....

Espero que essa nova "escola" grave os falares do apedeuta e o incorpore ao 
VOLP.

um bom dia e realmente encerremos o tema, fora do escopo do grupo.

silvio
  ----- Original Message ----- 
  From: Marcelo Finger 
  To: Silvio 
  Cc: Walter Carnielli ; [email protected] 
  Sent: Tuesday, September 30, 2008 9:43 AM
  Subject: Re: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa




    A língua, para quem a cultua, deve seguir o que orienta os gramátisos e
    sobre a forma de escrever as palavras, o VOLP.

  Caro Sílvio.

  Lamento, mas tenho uma posição absolutamente oposta a esta expressada acima.  
Não há justificativa para essa camisa de força, esse engessamento do uso da 
linguagem que despresa a dinâmica, a variação, os regionalismos, que são 
fenômenos naturais, universais, comuns a todas as línguas, e portanto 
inevitáveis.

  Não há motivos para dar o monopólio do controle da língua para os gramáticos. 
 A língua é de seus falantes.  

  Eu acho ótimo haver um VOLP, se ele estivesse disponível eletronicamente nos 
ajudaria muitíssimo nos programas de Linguística Computacional.  Mas ele está 
muito longe de ser a última palavra em termos de língua.  A única coisa que se 
pode dizer sobre ele é que ele já está desatualizado na hora que é publicado.

  E, por falar nisso, eu tb não gosto de "estória".  Mas, assim como o verbo 
"ponhar" (variante do verbo por), a "estória" existe.  E podemos até escrever A 
História do Emprego de "Estória" no Português.

  Abraços

  Marcelo

  PS: Não voltarei mais a este assunto, pois essas discussões tendem a ser 
intermináveis.  Apenas deixo minha opinião, formulada e reformulada ao longo de 
décadas.


   

    Essa questão sobre "poeta" já está por demais batido, as madames podem se
    arvorar em "poetas": não há ocorrência de crime: apenas de umaclara vontade
    de se masculinizar, é até possível que tenham problemas psicológicos pois
    fora o pedantismo, não há respaldo culto para essa degradação.

    Estou escutando repórteres na TV dizendo menu com a terminação em u, quando
    é público e notório que é palavra francesa e que na pronúncia o "u" tem som
    de "i"....é a deterioração da lingua, como dos costumes e como do caráter,
    que o apadeuta e sua corja, impõem, paulatinamente, no país: somos
    recordistas ocidentais em analfabetos funcionais.

    sds.,
    silvio.

    ----- Original Message -----
    From: "Walter Carnielli" <[EMAIL PROTECTED]>
    To: <[email protected]>
    Sent: Monday, September 29, 2008 5:41 PM
    Subject: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa


    Ola Silvio,

    embora esta  minha  intervenção  não tenha a menor relevância sobre o
    tema em discussão  e nem sobre temas da Lista,  e aproveitando que
    Deus saiu da pauta,  não posso deixar de  mencionar o que a própria
    Hilda Hilst, me disse   (ela  morava numa chácara em  Campinas e a
    visitei muitas vezes)  sobre a  historia de ser  "poeta" e não
    "poetisa".  Algo assim:  se existisse "poeto", ela seria  "poeta".
    Como os  idiotas dos académicos  inventaram mal o termo, eles
    que...#*$..  e ela continuaria a ser  "poeta: da mesma maneira... Uma
    espécie de demonstração não-construtiva da apropriabilidade (epa!) do
    termo.

    Abraços,

    Walter


    > João:
    >
    > Guimarães Rosa nãocriou neologismos: ele, em suas prolongadas viagens de
    > pesquisa pelo interior de Minas  anotou os diversos falares, as
    > deturpações
    > da lingua em função exatamente da falta de continuidade por formas
    > literárias ou educativas, das formas eruditas dos vocábulos.
    >
    > Até a falta de dentes em grande parte do pessoal do interior contribuiu
    > pra
    > isso.....
    >
    > Exemplo atroz é o uso indevido de "estória" que hoje é corriqueiro e é um
    > despudor, um ambicismo quedesonra a cultura de quem o utiliza.
    > Por sua própria etmologia, é uma palatra que descreve algo  que
    > antiriormente não era conhecido. Exemplo: kardecismo: "Doutrina religiosa
    > de
    > Allan Kardec (1804-1869), pensador espírita francês". Esse vocábulo,
    > obviamente, não existia antes da existânaia do criador do espiritismo.
    > Usar a deformação viciosa como o caso do "estória" não é neologismo, é
    > vício
    > de linguagem.
    > Qualquer pessoa só deve escrever dentro dos parâmetros das regras cultas,
    > uma delas é usar vocábulos existentes no VOLP: uma curiosidade é o fato de
    > famosa poetisa brasileira (por motivos que não revelou), arvorar-se em
    > "poeta", não aceitando o título de poetisa conforme nos ensina a
    > gramática:
    > e diversas senhoras, por modismo, para se diferenciarem ou mostra uma
    > cultura que é falsa, arvoram-se em "poetas" o que desqualifica toda sua
    > obra.
    > Autores consagrados - é o caso de guimarães Rosa e o grande poeta lusitano
    > Fernando Pessoa ousam alterar a formatação dos vocábulos tanto para
    > mostrar
    > sua erudição como para aprimorar o sentido do texto, o que não os
    > incorpora
    > oficialmente à língua: são apenas detalhes artísticos.
    >
    > Deve haver algum trabalho de qualidade sobre isso: se alguém tiver, que o
    > traga à luz:  Rabelais até criou um povo denominado "Nefelibata" em
    > homenagem aos criadores de neologismos...".
    >
    > Copiei na ewikipedia:
    >
    > "Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge numa língua
    > devido à necessidade de designar novas realidades - novos conhecimentos
    > técnicos, objectos gerados pelo progresso científico (neologismos técnicos
    > e
    > científicos) e até por questões estilísticas e literárias, tornando a
    > língua
    > mais expressiva e rica (neologismos literários).
    >
    > O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para designar uma
    > ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma palavra
    > nova
    > a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma outra
    > língua;
    > alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os neologismos
    > criados possam possuir diferentes processos de formação: por derivação
    > (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta, homeopatia), por
    > imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata), por
    > transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas (clicar, inputar,
    > scannear), ou palavras completamente novas que são criadas. Neste último
    > grupo, incluem-se os neologismos literário-estilísticos que são criados
    > para
    > se conseguir um efeito único, especial, ou tornar uma frase mais maleável,
    > concentrando uma expressão numa palavra, de modo a tornar o sentido mais
    > explícito, por exemplo: «trotamundos» (forma como Walter, uma das
    > personagens de O Vale da Paixão é referida várias vezes, pelo pai, por não
    > permanecer muito tempo no mesmo local) e o substantivo seu derivado".
    >
    >
    >
    > uma boa noite,
    >
    > silvio.

    +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
    Walter Carnielli
    Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
    State University of Campinas –UNICAMP
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  Marcelo Finger
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  Instituto de Matematica e Estatistica          
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