Legal esse final (mas duvido) de discussão. Viadagens e milindres à parte
(êpa, êpa, ôba, ôba, como dizia o Ivan Lessa nos bons tempos do Pasquim, lá
por 1969), pelo menos em uma coisa todos concordamos,  apesar de óbvia
(viram como essas discussões são produtivas?): que o Lula é um apedeuta
(será que a língua pátria me permitiria dizer "aPTeuta"?) cercado de ladrões
por todos os lados. Mas não se enganem, ele não é uma ilha, mas o atrator, o
buraco negro. Aprendemos algo, afinal, mesmo com o português errado!
D.


>
>
> 2008/9/30 <[EMAIL PROTECTED]>
>
> Meus caros,
>>
>> como o nivel não está nas alturas, e estamos falando de poesia então
>> gostaria de lembrar uns versos de um "poeto" pernambucano (e esse não
>> é analfabeto), Manuel Bandeira:
>> "Vinha da boca do povo na língua errada do povo. Língua certa do povo.
>> Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil"
>>
>> Renato.
>>
>>
>>
>>
>> Quoting Silvio <[EMAIL PROTECTED]>:
>>
>> >
>> > Marcelo:
>> >
>> > Vs.representa ponderável segmnto da população que
>> > aceita incorporar ao vernáculo as variações linguínsticas oridundas
>> > dos diversos "modos" ou vícios de linguagem que apopulação, om o
>> > implacável tempo, adota.
>> > Existem fundamentos básicos  como nos ensinam os dicionários ,as
>> > gramáticas, a ABL. e os autores eruditos.
>> >
>> > Vs.não deve lamentar nada: você reflete grande parte da
>> > sociedade,hoje liderada por um analfabeto funcional e cercado de uma
>> >  corja de inclusive criminosos confessos confessos como é o caso do
>> > (Jair) Mink.
>> >
>> > São os novos tempos. eis uma das razões pelas quais jamais recebemos
>> >  um Nobel  de literatura: Esqueceram do G. Rosa.....
>> >
>> > Espero que essa nova "escola" grave os falares do apedeuta e o
>> > incorpore ao VOLP.
>> >
>> > um bom dia e realmente encerremos o tema, fora do escopo do grupo.
>> >
>> > silvio
>> >   ----- Original Message -----
>> >   From: Marcelo Finger
>> >   To: Silvio
>> >   Cc: Walter Carnielli ; [email protected]
>> >   Sent: Tuesday, September 30, 2008 9:43 AM
>> >   Subject: Re: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >     A língua, para quem a cultua, deve seguir o que orienta os
>> gramátisos e
>> >     sobre a forma de escrever as palavras, o VOLP.
>> >
>> >   Caro Sílvio.
>> >
>> >   Lamento, mas tenho uma posição absolutamente oposta a esta
>> > expressada acima.  Não há justificativa para essa camisa de força,
>> > esse engessamento do uso da linguagem que despresa a dinâmica, a
>> > variação, os regionalismos, que são fenômenos naturais, universais,
>> > comuns a todas as línguas, e portanto inevitáveis.
>> >
>> >   Não há motivos para dar o monopólio do controle da língua para os
>> > gramáticos.  A língua é de seus falantes.
>> >
>> >   Eu acho ótimo haver um VOLP, se ele estivesse disponível
>> > eletronicamente nos ajudaria muitíssimo nos programas de Linguística
>> >  Computacional.  Mas ele está muito longe de ser a última palavra em
>> >  termos de língua.  A única coisa que se pode dizer sobre ele é que
>> > ele já está desatualizado na hora que é publicado.
>> >
>> >   E, por falar nisso, eu tb não gosto de "estória".  Mas, assim como
>> >  o verbo "ponhar" (variante do verbo por), a "estória" existe.  E
>> > podemos até escrever A História do Emprego de "Estória" no Português.
>> >
>> >   Abraços
>> >
>> >   Marcelo
>> >
>> >   PS: Não voltarei mais a este assunto, pois essas discussões tendem
>> >  a ser intermináveis.  Apenas deixo minha opinião, formulada e
>> > reformulada ao longo de décadas.
>> >
>> >
>> >
>> >
>> >     Essa questão sobre "poeta" já está por demais batido, as madames
>> podem se
>> >     arvorar em "poetas": não há ocorrência de crime: apenas de
>> > umaclara vontade
>> >     de se masculinizar, é até possível que tenham problemas psicológicos
>> pois
>> >     fora o pedantismo, não há respaldo culto para essa degradação.
>> >
>> >     Estou escutando repórteres na TV dizendo menu com a terminação
>> > em u, quando
>> >     é público e notório que é palavra francesa e que na pronúncia o
>> > "u" tem som
>> >     de "i"....é a deterioração da lingua, como dos costumes e como
>> > do caráter,
>> >     que o apadeuta e sua corja, impõem, paulatinamente, no país: somos
>> >     recordistas ocidentais em analfabetos funcionais.
>> >
>> >     sds.,
>> >     silvio.
>> >
>> >     ----- Original Message -----
>> >     From: "Walter Carnielli" <[EMAIL PROTECTED]>
>> >     To: <[email protected]>
>> >     Sent: Monday, September 29, 2008 5:41 PM
>> >     Subject: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa
>> >
>> >
>> >     Ola Silvio,
>> >
>> >     embora esta  minha  intervenção  não tenha a menor relevância sobre
>> o
>> >     tema em discussão  e nem sobre temas da Lista,  e aproveitando que
>> >     Deus saiu da pauta,  não posso deixar de  mencionar o que a própria
>> >     Hilda Hilst, me disse   (ela  morava numa chácara em  Campinas e a
>> >     visitei muitas vezes)  sobre a  historia de ser  "poeta" e não
>> >     "poetisa".  Algo assim:  se existisse "poeto", ela seria  "poeta".
>> >     Como os  idiotas dos académicos  inventaram mal o termo, eles
>> >     que...#*$..  e ela continuaria a ser  "poeta: da mesma maneira...
>> Uma
>> >     espécie de demonstração não-construtiva da apropriabilidade (epa!)
>> do
>> >     termo.
>> >
>> >     Abraços,
>> >
>> >     Walter
>> >
>> >
>> >     > João:
>> >     >
>> >     > Guimarães Rosa nãocriou neologismos: ele, em suas prolongadas
>> > viagens de
>> >     > pesquisa pelo interior de Minas  anotou os diversos falares, as
>> >     > deturpações
>> >     > da lingua em função exatamente da falta de continuidade por formas
>> >     > literárias ou educativas, das formas eruditas dos vocábulos.
>> >     >
>> >     > Até a falta de dentes em grande parte do pessoal do interior
>> contribuiu
>> >     > pra
>> >     > isso.....
>> >     >
>> >     > Exemplo atroz é o uso indevido de "estória" que hoje é
>> > corriqueiro e é um
>> >     > despudor, um ambicismo quedesonra a cultura de quem o utiliza.
>> >     > Por sua própria etmologia, é uma palatra que descreve algo  que
>> >     > antiriormente não era conhecido. Exemplo: kardecismo:
>> > "Doutrina religiosa
>> >     > de
>> >     > Allan Kardec (1804-1869), pensador espírita francês". Esse
>> vocábulo,
>> >     > obviamente, não existia antes da existânaia do criador do
>> espiritismo.
>> >     > Usar a deformação viciosa como o caso do "estória" não é
>> neologismo, é
>> >     > vício
>> >     > de linguagem.
>> >     > Qualquer pessoa só deve escrever dentro dos parâmetros das
>> > regras cultas,
>> >     > uma delas é usar vocábulos existentes no VOLP: uma curiosidade
>> >  é o fato de
>> >     > famosa poetisa brasileira (por motivos que não revelou),
>> arvorar-se em
>> >     > "poeta", não aceitando o título de poetisa conforme nos ensina a
>> >     > gramática:
>> >     > e diversas senhoras, por modismo, para se diferenciarem ou mostra
>> uma
>> >     > cultura que é falsa, arvoram-se em "poetas" o que desqualifica
>> toda sua
>> >     > obra.
>> >     > Autores consagrados - é o caso de guimarães Rosa e o grande
>> > poeta lusitano
>> >     > Fernando Pessoa ousam alterar a formatação dos vocábulos tanto
>> para
>> >     > mostrar
>> >     > sua erudição como para aprimorar o sentido do texto, o que não os
>> >     > incorpora
>> >     > oficialmente à língua: são apenas detalhes artísticos.
>> >     >
>> >     > Deve haver algum trabalho de qualidade sobre isso: se alguém
>> > tiver, que o
>> >     > traga à luz:  Rabelais até criou um povo denominado "Nefelibata"
>> em
>> >     > homenagem aos criadores de neologismos...".
>> >     >
>> >     > Copiei na ewikipedia:
>> >     >
>> >     > "Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge
>> > numa língua
>> >     > devido à necessidade de designar novas realidades - novos
>> conhecimentos
>> >     > técnicos, objectos gerados pelo progresso científico
>> > (neologismos técnicos
>> >     > e
>> >     > científicos) e até por questões estilísticas e literárias,
>> tornando a
>> >     > língua
>> >     > mais expressiva e rica (neologismos literários).
>> >     >
>> >     > O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para
>> > designar uma
>> >     > ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma
>> palavra
>> >     > nova
>> >     > a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma
>> outra
>> >     > língua;
>> >     > alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os
>> neologismos
>> >     > criados possam possuir diferentes processos de formação: por
>> derivação
>> >     > (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta,
>> homeopatia), por
>> >     > imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata),
>> por
>> >     > transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas
>> > (clicar, inputar,
>> >     > scannear), ou palavras completamente novas que são criadas.
>> > Neste último
>> >     > grupo, incluem-se os neologismos literário-estilísticos que são
>> criados
>> >     > para
>> >     > se conseguir um efeito único, especial, ou tornar uma frase
>> > mais maleável,
>> >     > concentrando uma expressão numa palavra, de modo a tornar o
>> > sentido mais
>> >     > explícito, por exemplo: «trotamundos» (forma como Walter, uma das
>> >     > personagens de O Vale da Paixão é referida várias vezes, pelo
>> > pai, por não
>> >     > permanecer muito tempo no mesmo local) e o substantivo seu
>> derivado".
>> >     >
>> >     >
>> >     >
>> >     > uma boa noite,
>> >     >
>> >     > silvio.
>> >
>> >     +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
>> >     Walter Carnielli
>> >     Centre for Logic, Epistemology and the History of Science ? CLE
>> >     State University of Campinas ?UNICAMP
>> >     P.O. Box 6133 13083-970 Campinas -SP, Brazil
>> >     Phone: (+55) (19) 3788-6519
>> >     Fax: (+55) (19) 3289-3269
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>> >     Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
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> Décio Krause
> Departamento de Filosofia
> Universidade Federal de Santa Catarina
> C.P. 476
> 88040-900 Florianópolis, SC - Brasil
> Tel.: +(48)3331-9248
> www.cfh.ufsc.br/~dkrause
> Grupo de Lógica e Fundamentos da Ciência
> www.logica.cfh.ufsc.br
> _____________________________________
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