Com todo o respeito: Dona Sophia de Mello Breyner Andresen era poetisa, e
não poeta... Também não gosto de `estória,' na verdade um anglicismo, de
story.

Questão de gosto, só.

2008/9/29 Walter Carnielli <[EMAIL PROTECTED]>

>  Ola Silvio,
>
> embora esta  minha  intervenção  não tenha a menor relevância sobre o
> tema em discussão  e nem sobre temas da Lista,  e aproveitando que
> Deus saiu da pauta,  não posso deixar de  mencionar o que a própria
> Hilda Hilst, me disse   (ela  morava numa chácara em  Campinas e a
> visitei muitas vezes)  sobre a  historia de ser  "poeta" e não
> "poetisa".  Algo assim:  se existisse "poeto", ela seria  "poeta".
> Como os  idiotas dos académicos  inventaram mal o termo, eles
> que...#*$..  e ela continuaria a ser  "poeta: da mesma maneira... Uma
> espécie de demonstração não-construtiva da apropriabilidade (epa!) do
> termo.
>
> Abraços,
>
> Walter
>
>
> > João:
> >
> > Guimarães Rosa nãocriou neologismos: ele, em suas prolongadas viagens de
> > pesquisa pelo interior de Minas  anotou os diversos falares, as
> deturpações
> > da lingua em função exatamente da falta de continuidade por formas
> > literárias ou educativas, das formas eruditas dos vocábulos.
> >
> > Até a falta de dentes em grande parte do pessoal do interior contribuiu
> pra
> > isso.....
> >
> > Exemplo atroz é o uso indevido de "estória" que hoje é corriqueiro e é um
> > despudor, um ambicismo quedesonra a cultura de quem o utiliza.
> > Por sua própria etmologia, é uma palatra que descreve algo  que
> > antiriormente não era conhecido. Exemplo: kardecismo: "Doutrina religiosa
> de
> > Allan Kardec (1804-1869), pensador espírita francês". Esse vocábulo,
> > obviamente, não existia antes da existânaia do criador do espiritismo.
> > Usar a deformação viciosa como o caso do "estória" não é neologismo, é
> vício
> > de linguagem.
> > Qualquer pessoa só deve escrever dentro dos parâmetros das regras cultas,
> > uma delas é usar vocábulos existentes no VOLP: uma curiosidade é o fato
> de
> > famosa poetisa brasileira (por motivos que não revelou), arvorar-se em
> > "poeta", não aceitando o título de poetisa conforme nos ensina a
> gramática:
> > e diversas senhoras, por modismo, para se diferenciarem ou mostra uma
> > cultura que é falsa, arvoram-se em "poetas" o que desqualifica toda sua
> > obra.
> > Autores consagrados - é o caso de guimarães Rosa e o grande poeta
> lusitano
> > Fernando Pessoa ousam alterar a formatação dos vocábulos tanto para
> mostrar
> > sua erudição como para aprimorar o sentido do texto, o que não os
> incorpora
> > oficialmente à língua: são apenas detalhes artísticos.
> >
> > Deve haver algum trabalho de qualidade sobre isso: se alguém tiver, que o
> > traga à luz:  Rabelais até criou um povo denominado "Nefelibata" em
> > homenagem aos criadores de neologismos...".
> >
> > Copiei na ewikipedia:
> >
> > "Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge numa língua
> > devido à necessidade de designar novas realidades - novos conhecimentos
> > técnicos, objectos gerados pelo progresso científico (neologismos
> técnicos e
> > científicos) e até por questões estilísticas e literárias, tornando a
> língua
> > mais expressiva e rica (neologismos literários).
> >
> > O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para designar uma
> > ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma palavra
> nova
> > a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma outra
> língua;
> > alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os neologismos
> > criados possam possuir diferentes processos de formação: por derivação
> > (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta, homeopatia), por
> > imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata), por
> > transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas (clicar,
> inputar,
> > scannear), ou palavras completamente novas que são criadas. Neste último
> > grupo, incluem-se os neologismos literário-estilísticos que são criados
> para
> > se conseguir um efeito único, especial, ou tornar uma frase mais
> maleável,
> > concentrando uma expressão numa palavra, de modo a tornar o sentido mais
> > explícito, por exemplo: «trotamundos» (forma como Walter, uma das
> > personagens de O Vale da Paixão é referida várias vezes, pelo pai, por
> não
> > permanecer muito tempo no mesmo local) e o substantivo seu derivado".
> >
> >
> >
> > uma boa noite,
> >
> > silvio.
>
> +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
> Walter Carnielli
> Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
> State University of Campinas –UNICAMP
> P.O. Box 6133 13083-970 Campinas -SP, Brazil
> Phone: (+55) (19) 3788-6519
> Fax: (+55) (19) 3289-3269
> e-mail: [EMAIL PROTECTED]
> Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a