<<<A língua, para quem a cultua, deve seguir o que orienta os gramátisos e sobre a forma de escrever as palavras, o VOLP.
Essa questão sobre "poeta" já está por demais batido, as madames podem se arvorar em "poetas": não há ocorrência de crime: apenas de umaclara vontade de se masculinizar, é até possível que tenham problemas psicológicos pois fora o pedantismo, não há respaldo culto para essa degradação. Estou escutando repórteres na TV dizendo menu com a terminação em u, quando é público e notório que é palavra francesa e que na pronúncia o "u" tem som de "i"....é a deterioração da lingua, como dos costumes e como do caráter, que o apadeuta e sua corja, impõem, paulatinamente, no país: somos recordistas ocidentais em analfabetos funcionais.>>> Em geral, eu jamais faria qualquer comentário sobre assunto que não seja estritamente relacionado ao tema da lista, mas agora a coisa passou de todos os limites. Um pouco de fonética: o que é público e notório é que a letra "u", em "menu", **não** é pronunciada, em francês, como um "i". Essa vogal, que em alguns alfabetos fonéticos é representada por [y], é classificada como anterior, alta, arredondada. O [i], como em "caqui", é uma vogal anterior, alta, não-arredondada. O [u], como em "caju", é uma vogal posterior, alta, arredondada. O que isso significa? Significa que, a menos que você pronuncie "menu" como os franceses (isto é, pronuncie o fonema [y], fazendo biquinho), é **igualmente arbitrário** pronunciar "menu" ou "meni": no primeiro caso, você manteve dois traços do fonema [y], a saber, a altura e o arredondamento, mas desprezou a anterioridade; no segundo caso, você também manteve dois traços do fonema [y], quais sejam, a altura e a anterioridade, mas desprezou o arredondamento. Moral da história: os fonemas [i] e [u] estão igualmente próximos do fonema [y]. Você não é mais esperto que os "repórteres da tv" por falar "meni". Isso pode ser chamado de "síndrome de Galvão Bueno": quando ele descobriu que, em polonês, a letra "c" representa um fonema africado, ficou todo prosa falando "KubiTSa" e tentando impor a pronúncia aos comentaristas. Ninguém na Europa ou nos Estados Unidos se preocupa com a pronúncia original dos nomes e palavras estrangeiras. Eles falam do jeito deles. Uma amiga espanhola diz "Maria Carêi" para se referir à cantora americana Mariah Carrey. Na Espanha falam assim, e ninguém é tido como ignorante por isso (afora a "deneração dos costumes" presente no fato de ouvir-se, em vez de Torroba e Albéniz, música pop americana). Quem se preocupa em pronunciar "menu" como os franceses são os tupiniquins colonizados. O que foi dito sobre "madames com problemas psicológicos e vontade de se masculinizar" é tão grotesco que sequer merece resposta. Curioso que o autor do comentário venha falar em "deterioração de caráter". R. _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
