Joao Marcos: interessante seus commentarios,
é bom saber que voce tambem nao acredita no papai noel  - apesar de morar em 
natal
 vou dar um olhado no livro do Anthony Kenny sobre Frege que eu nao conhece e no
Handbook of the History of Logic.

Que o Frege seja importante na filosofia analitica nao ha duvida
a distincao dele entre sentido e referencia
é a base de milhares de artigos

Agora com anotou bem o Grattan-Guinnes ha dois Frege.
Parece que tive uma separacao entre logica matematica e filosofia analitica.

A gente pode ver que muitas vezes a filosofia analitica
 é ligada so de uma maneira muito superficial a logica
(ver sobre isso meu livrinho "Tendencias atuais da filosofia"
http://www.nephelibata.com/beziau.html)
Geralemente as ideias dos filosofos analiticos nao sao implementas na logica,
talvez porque nao tem consistencia ...

A propra distincao entre sentido e referencia do Frege
nunca foi realemente implementada.
Tive algumas tentativas,
tal que a LSD (Logic of sense and denotation)  do Alonzo Church.
Esta logica é pouco conhecida.
O aluno do Church,  Anthony Anderson,
 continuou a trabalhar nisso
mas ele é um cara isolado, com aperencia de Hells Angels.
O Church tambem era um cara muito esquisito,
ver a descricao dele feita por Gian-Carlo Rota em "Indicrete thooguhts"
http://www.springer.com/birkhauser/historyofscience/book/978-0-8176-4780-3
Comecava as aulas limpando o quadro durante dez minutos
e depois esperava secar mais dez mintuos antes de começar a falar.

O Church gostava muito do Frege e tentava de fazer as ligacoes
Ele fala por exemplo que na linguagem da logica de primeiro ordem
um nome proprio à uma constante.
Tentei de analisar mais fundo essa analogia e de ver
como é possivel interpretar a distincao do Frege
e  a distincao entre nomes proprios e descricoes definidas
no artigo: A logical analysis of singular terms, sorites 10 (1999), pp.6-14.
(disponivel no meu novo website: http://www.jyb-logic.org)

Na minha tesa de doutorado da USP tentei tambem de implementar
ume ideia de Frege, retomado por Wittgenstein, de uma linguagem perfeita
na qual nao tem ambiguidade:
dois objetos diferentes sao designados por dois signos diferentes e vice versa.
A minha conclusao é que com essa "perceicao"
nao podemos expressar identitade, existencia e cardinalidade.
Perfeicao as vezes leva ao nada ...

Fiz este doutorado com o Newton da Costa
que é uma pessoa que tambem se dedicou
a ligacao entre filosofia e logica matematica
implementando varias coisas
em particular descricoes defininidas
um conceito muito discutido em filosofia analitica
mas que é raramente "analisado" de maniera rigoroso.

E um defeito tipico da filosofia analitica:
pode impressionar (ou dar medo ...)
a pessoa que nao conhece a matematica
porque faz use de alguns simbolzinhos
mas atras deste simbolzinhos muitas vezes nao tem nada.
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