Olá Jean-Yves.

Podemos concluir da afirmação que você citou de Kripke:

It is really  a nice theory. The only defect I think it has is probably
common to all philosophical theories. It's wrong.

que sua visão filosófica (e a dele também) está errada?

Abraços,
Ricardo.

2009/1/26 BEZIAU Jean-Yves <[email protected]>

> Rocha
>
> O que voce esta falando é obviamente "plano".
> Ve  o famoso livro "flatland".
>
> Obviamente por exemplo tudo livro,
> nao é uma combinacao de letras do alfabeto.
>
> Por exemplo  nao é o caso da Begriffsschrifft do Frege, nem do teoremo do
> Gödel.
>
> Nao é possivel achar alguns entitades de base e dizer que tudo é uma
> combinacao delas.
>
> Antigamente as pessoas pessoas achavam que o universo era combinacao de
> quatros elementos; agua, terra, fogo e ar, hoje acham que tudo é combinacao
> de zero e um ...
> Impressionante a evolucao do pensamento!
> Talvez daqui pouco vamos dizer que tudo é uma combinacao de zeros e
> estaremos satisfeitos com essa totalidade de nulidades.
>
> A ideia da biblioteca de babel (é de outra coisas similar)  pode
>  impressionar mas de fato é uma ideia grosseira.
>
> Com o Kripke falou a respeita de outra coisa:
>
> It is really  a nice theory. The only defect I think it has is probably
> common to all philosophical theories. It's wrong.
>
> ***********************************************************************
> rocha em atlas.ucpel.tche.br:
>
> Considere um determinado tamanho T de programa (medido em número de
> caracteres, por exemplo). Se há C caracteres na linguagem usada para
> escrever o programa, então há "apenas" C^T (C elevado a T) programas
> possíveis com esse tamanho.
>
>  E todos eles estão nesse conjunto. Ao "escrever" um programa com esse
> tamanho, você está apenas "selecionando" esse programa do conjunto
> eterno de todos os programas de tamanho T possíveis de se escrever com C
> caracteres em cada posição.
>
>  Mas o interessante é que o mesmo vale para qualquer outro texto escrito.
> Poesia, por exemplo. Não há mais do que C^T poemas escritos com T
> caracteres de um alfabeto com C letras.
>
>  Eles podem ser TODOS sistematicamente listados por um algoritmo muito
> simples (talvez junto com um monte de lixo incompreensível e
> sintaticamente errado, para simplificar o algoritmo).
>
>  Então, não importa a individualidade do poeta, não importa sua
> criatividade, suas idéias estéticas, não importa nada. Ao ele te
> entregar o poema, depois de noites de elaboração, podes dizer:
>
>  - Ah, sei. É o poema de número N na minha lista de poemas de tamanho T
> feito com C caracteres. E viste como é legal o poema N+17?
>
>  E o que vale para programas e poemas, vale também para qualquer texto
> (literário, histórico, filosófico, etc...).
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Dr. Ricardo Pereira Tassinari - Departamento de Filosofia
UNESP - Faculdade de Filosofia e Ciências - Marília
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