Exatamente (Concordando com o Alexandre).

Dizemos que em uma teoria proposta em lógica dedutiva todos os fatos
prováveis fazem parte da teoria, desde que a mesma é proposta, e somente são
prováveis aqueles que fazem parte desta. Os mecanismos de lógica indutiva
(opondo-se à dedutiva) se propõem a produzir resultados, baseados nos que
consideramos corretos, que possam ser corretos, que possuem um **GRAU** de
certeza, invés de total, o que pode ser representado de formas quantitativas
(Probabilidades) ou qualitativas (Níveis pré-definidos de confiabilidade que
possam ser comparados entre si).

O desafio, porém, dos modelos matemáticos de ambos os tipos em função de
provar a ocorrência de eventos no futuro, depende inteiramente da COMPLETEZA
com que o modelo matemático aborda o problema, ou seja, será correto e
completo SE E SOMENTE SE todos os aspectos relevantes à prova dos eventos
futuros estiverem inclusos e previstos no modelo, juntamente com as relações
entre eles e a influência que exercem uns sobre outros, o que, na maioria
dos contextos é no impossível ou inviável.

Sempre que a formalização do modelo depende da percepção humana, há
tendência a erros, especialmente quando o contexto envolve variáveis que não
são perceptíveis aos humanos ou elementos contínuos que precisem ser
modelados como discretos (No caso de modelos computacionais, por exemplo, é
necessário discretizar). Imagine criar um modelo para simular o
COMPORTAMENTO das pessoas... Será que é mesmo viável fazer um modelo tão
complexo? Será que conseguiremos um dia perceber TODOS os elementos
relevantes para criar um modelo confiável, que permita-nos por exemplo,
saber como é que você, Paulo, reagirá em uma dada circunstância que poderá
ocorrer amanhã?

Eis o tipo de desafio que se enquadra perfeitamente nas citações que você
fez. Nesses casos, podemos fazer previsões, mas elas são confiáveis somente
até um certo ponto... Não absolutamente.

Como citado ainda pelo Alexandre, se tratamos de um sistema formal com
regras muito bem definidas e que envolva uma noção "futuro", podemos, sim,
prever, mas essas aplicações normalmente não são tão interessantes.


Um abraço,
Samy Soares.
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