Doria e demais colegas
(repito a mensagem pois estava muito comprida com os anexos; desculpem qualquer multiplicidade) Deixem-me terminar o que iniciei para evitar mal entendidos. Há anos, quando eu era o Coordenador de Pesquisa da UFPR, foi preciso me inteirar do ISI e congêneres. Lembro de uma classificação de 1995, na qual o Journal of Symbolic Logic tinha fator de impacto perto de 0,6, enquanto Nature tinha algo como 28! As revistas aobre câncer, avanços da medicina, etc tinham fator altíssimo. Já as de filosofia.... Não estou dizendo que isso está errado, pois os critérios são o da quantidade de pessoas que os lêem, etc., como já dito por alguém nas mensagens anteriores. O problema é como isso é usado. Os físicos, na época, falavam da dificuldade de conseguir uma bolsa do CNPq porque exigia-se, para começar, pelo menos dois artigos por ano em revistas de impacto >1,4 se não me engano, nas revistas lé elencadas. Achavam impossível para a situação nacional da época. Claro que tinham razão. Espero que a situação para eles tenha melhorado, mas concordo plenamente em que devemos repensar o critério de entidades como Thomson Learning e seus usos. *Seus* critérios podem não ser bons em todas as áreas, mas não devem ser afastados como imperialistas. Isso sim é bobagem. Lembro ainda que em filosofia havia muito poucas revistas catalogadas, essa parte do ISI era ruim em suma, não sei se melhorou. Mas o que quero dizer é que não é por isso que devemos criar as *nossas* revistas. Inclusive eu acho que as pessoas devem evitar ao máximo publicar nas *suas* revistas. Depois, pelo que sei, pouco ou quase nada se pontua com publicações como capítulos de livros (mas de editorias com credibilidade, de preferência intenacionais --- estabelece-se uma ordem, não acho difícil fazer isso--não as de fundo de quintal). Finalmente, para os que estão achando isso ruim, preparem-se para quando propuserem o número de citações. Não fizeram isso ainda? Ora ora, o que virá?....eu te cito, tu me citas, nós nos citamos...Não tem jeito. O ser humano é assim mesmo e vai tentar se manter vivo em primeiro lugar. Depois vêm os outros. Sobreviver é um exemplo de seleção natural acadêmica. Nós nos adaptamos (ou morremos), mas não podemos criar o nosso mundinho particular (exceto se formos bolivarianos ou assemelhados).
Abraços e chega.
D.



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