Não me parece tenha nada a ver com lógica ou qualquer coisa esquemática. E'
uma espécie de ``percepção sintética.'' Explico. Uma vez comentei com
Leopoldo Nachbin, meu orientador de doutorado, ``Leopoldo, em geral enuncio
o teorema, da primeira vez, e na hora da prova coloco, óbvio, ou imediato.
Aí vejo que ninguem, ninguem mesmo, entende aquilo. Bom, muitas versões
depois descubro que a prova completa do teorema tem três, quatro páginas, e
as pessoas continuam com dificuldade em entender a coisa.''

Me respondeu: ``ah, Chicão, é assim mesmo.''

Uma metáfora: é como o Aleph de Borges.
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