Doutrinas que falam desta Unidade são muito antigas, de milhares de anos. Há
muitos milênios antes de John Archibald Wheeler, que o senhor citou, já se
fala na unidade intrínseca de tudo quanto há, nas melhores escolas do Egito
Antigo, da Índia, da Pérsia, do Peru, etc.

Acontece que as academias modernas do Ocidente não costumam aceitar, em
geral, conhecimentos expressos em linguagens distintas de sua própria, mas
que talvez falem, em muitos casos, das mesmas coisas.

 

De: Francisco Antonio Doria [mailto:[email protected]] 
Enviada em: domingo, 31 de janeiro de 2010 07:07
Para: Arthur Buchsbaum; [email protected]
Assunto: Re: [Logica-l] RES: pré-conceitos no ambiente acadêmico moderno

 

Quem sugeriu que o univrso era uma unidade, uma totalidade quase jungueana,
foi John Archibald Wheeler. Valentine Bargmann, assistente de Einstein e
colega de Wheeler em Princeton (foi Wheeler quem primeiro, em 1957, teorizou
sobre os wormholes), me contou muita coisa sobre a quase religião
desenvolvida por Wheeler, a gnose de Princeton. 

Gozado, no HCTE da Coppe isso tudo é especulação válida. Converso muito com
Saul Fuks sobre essas coisas. 

2010/1/31 Arthur Buchsbaum <[email protected]>

Caro Prof. Doria, seria bem interessante ressaltar tal conexão. Sinto que um
dos trabalhos acadêmicos mais importantes está em estabelecer ligações entre
áreas de conhecimento aparentemente distintas, pois um dos maiores problemas
de que padecem as universidades em geral está na sua cultura e prática de
fragmentação do conhecimento. (Organização por departamentos,
hiperespecialização, compartimentação, restrições ao intercâmbio entre
diferentes áreas, etc.)

Lembro que Jung era um grande admirador de áreas como Astrologia, Alquimia,
Gnosticismo, etc. Ele não nutria pré-conceitos muito comuns à maioria dos
academicistas de hoje.

As atuais filosofias das ciências são válidas, mas incompletas, pois a sua
visão é bem parcial e excludente. Uma filosofia da ciência mais completa
deveria:

1) Abarcar todas as práticas científicas, não apenas aquelas validadas pelas
academias por critérios, em sua maior parte, políticos, e eivados de
pré-conceitos.

2) Reconhecer e estudar todos os processos cognitivos, incluindo os oriundos
da Intuição. É pela Intuição que surgiram algumas das maiores descobertas
científicas.

 

a) Arthur Buchsbaum

 

De: Francisco Antonio Doria [mailto:[email protected]] 
Enviada em: domingo, 31 de janeiro de 2010 00:00
Para: Julio Stern
Cc: Arthur Buchsbaum; logical logical
Assunto: Re: [Logica-l] preconceitos no ambiente acadêmico moderno

 

Tenho pensado há muito em escrever um livro sobre Jung e a física. Tem mais
intuições em Jung sobre mecânica quântica do que na filosofia da ciência
convencional. 

2010/1/30 Julio Stern <[email protected]>

 

Caros colegas: 

 

Acho conveniente a definicao Jungiana do 

conceito de Sincronicidade, a saber, 

uma relacao Significativa mas Nao Causal. 

 

Assim entendido o termo sincronicidade, 

acho muito natural encontrarmos em uma 

area como psicologia, relacoes sincronicas, 

que sao essencialmente nao verificaveis no 

sentido Popperiano. 

 

Assim entendido o termo sincronicidade, 

fica facil ver um tratado alquimico como 

um discurso com dupla semantica:  

1- Um tratado de quimica primitiva, falando 

de procedimentos verificaveis na area. 

2- Um tratado mistico e/ou psicologico, 

falando de resultados altamente significativos 

mas absolutamente nao verificaveis. 

Ademais estas duas correntes de discurso 

se trancam e tramam em lindos tecidos e 

bordados... 

 

---Julio 

 

 

  _____  

From: [email protected]
To: [email protected]
Date: Fri, 29 Jan 2010 21:34:15 -0200
Subject: [Logica-l] preconceitos no ambiente acadêmico moderno

Caros colegas:

 

Ressalto que ocorre o mesmo com respeito a quase tudo com respeito às
doutrinas do Hermetismo, da Teosofia e do esoterismo em geral. Não são
verificáveis, mas são, para muitos, como para eu próprio, por exemplo,
convincentes, .... 

.... 

Aproveito para apontar algo que parece fundamentar a Astrologia, que é a
sincronicidade de tudo no Universo, o que é evidenciado especialmente pelo
comportamento de partículas muito distantes, que “sabem” de alguma forma o
que acontece com outras a grande distância. Não parece ser por transmissão
pelo espaço-tempo, pois a sincronia entre as mesmas seria simultânea....

....

a) Arthur Buchsbaum

 


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