Caros. Gostaria de me posicionar CONTRA a censura de nomes e ideias nesta lista.
Entendo que haja divergências e discordâncias, mas não é com censura que iremos atingir o objetivo da lista, que é a discussão e disseminação das ideias de lógica na comunidade brasileira. Em particular, entendo que o Arthur tenha tido problemas com opiniões contrárias às suas, e que até tenha se sentido ofendido por elas. Mas a censura nesta lista não irá resolver o problema, mesmo porque, como o Arthur relata, parte do conteúdo do qual ele reclama não foi endereçado a esta lista. Se o problema for exacerbado, há outros meios de resolvê-lo. E se não for exacerbado, teremos de conviver com os conflitos, o que em si mesmo é uma riqueza. Eu também recebo ataques pessoais de gente que não conheço e que houve por bem protestar do que falei ou não falei. Não creio que a censura iria resolver qualquer diferença aqui. E a nomeação de um censor, ou moderador, ou regulador, ou seja lá o que for, apresenta sérios problemas. Um deles é que as pessoas que seriam aceitas por boa parte em tal papel certamente não aceitariam tal papel, e ele acabaria sendo exercido de forma arbitrária. Não há solução, a não ser a convivência. E, sinceramente, espero que o Arthur não deixe de contribuir com suas opiniões a esta lista por causa da opinião de uns ou outros. []s Marcelo 2010/5/10 Arthur Buchsbaum <[email protected]>: > Caros colegas: > > > > Há uma questão que começou nesta lista, a lista acadêmica brasileira dos > profissionais e estudantes da área de Lógica, da qual agora sinto > necessidade em posicionar-me a respeito. Eu não queria antes abordar esta > questão, pois esperava que a mesma se resolvesse de uma forma mais amena, > mas vi que isto não mais parece ser possível. > > De prático, sugiro ao Prof. Walter Carnielli, como Presidente da Sociedade > Brasileira de Lógica, que esta lista passe a ser moderada no sentido que > ofensas e ameaças aos participantes da mesma não sejam mais toleradas, e que > sejam banidas desta lista, até uma segunda ordem, os autores de tais ofensas > e ameaças. Não me refiro a simples disparates, mas sim a atitudes > deliberadas no sentido de ameaçar ou ofender, pois as mesmas não favorecem > qualquer convivência social saudável. Gente que não é capaz de aceitar > opiniões ou pontos de vista distintos dos seus próprios, e passa a ameaçar, > a ofender ou sugerir a pura força bruta para intimidar pessoas não merece > ter o direito de convivência com outros. > > Estou aqui relatando este assunto em público porque também fui ofendido e > ameaçado em público, a partir desta lista, e não foi possível ainda resolver > este assunto de outra forma. > > Estou me referindo à pessoa de nome Eduardo Ochs, que ultrapassou a linha de > convivência social nesta lista e em outros lugares quando passou a me > ameaçar e me ofender só por não ter gostado de ideias que expressei nesta > lista, a partir de setembro de 2008 (por exemplo, vejam > http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg00185.html). Em todo > este tempo, até agora, eu esperava que este assunto fosse simplesmente > esquecido e superado, e que o Eduardo Ochs se dedicasse a outros afazeres. > > Infelizmente tal não ocorreu. Em agosto de 2009, durante o evento “Science, > Truth and Consistency”, realizado na UNICAMP, do qual participei, ao > realizar uma simples busca na Internet, descobri que o Eduardo Ochs mantém > um sítio na Internet em que ele escreve a meu respeito tecendo novas ameaças > e atribuindo a mim qualidades negativas vindas de sua imaginação, > supostamente a partir de textos por mim escritos. Lá ele parece se sentir > especialmente incomodado com o que escrevi ou expressei na lista de Lógica > do Brasil (a este respeito, veja http://angg.twu.net/galdino.html). > > Em recente viagem a Portugal, encontrei pessoalmente o Eduardo Ochs, e > disse-lhe que não quero brigar com ninguém, que apenas expressei na lista de > Lógica os meus pontos de vista, que isto é um direito meu e de todos nós, > que ele pode escrever o que quiser, também dentro do seu direito, mas não > possui o direito de ofender e ameaçar os outros. Disse-lhe também do sítio > http://angg.twu.net/galdino.html, no qual ele escreve a meu respeito, de uma > forma ofensiva, e pedi-lhe apenas para retirar o meu nome do mesmo, e que, > de resto, ele pode escrever o que quiser. Ele não concordou em fazer isto, > disse que vai manter o meu nome lá, e que atribui a mim certas qualidades > negativas que ele quer ficar denunciando. Logo em seguida, o Alexandre Costa > Leite tentou também resolver isto, pedindo ao Eduardo Ochs para apenas tirar > meu nome do sítio dele, o que ele novamente não concordou em fazer, dizendo > que “todos são fiscais de todos”. Disse também, na presença minha, do > Alexandre e do Edelcio, que ele só não cometeu ainda um certo ato (que não > vou dizer aqui, para não expor desnecessariamente o Eduardo Ochs) por sentir > a liberdade de poder escrever o que quiser. > > De imediato, digo ao Eduardo Ochs que ele não me intimida com suas ameaças e > ofensas, e pode encontrar-se comigo na hora e no local que quiser, seja em > minha residência, em meu local de trabalho, ou qualquer outro local, público > ou não. Ressalto que não é do meu feitio agredir ninguém, nem pessoas nem > animais, e não acredito em brigas, ofensas ou ameaças como forma de > argumentação. Se assim fosse, aqueles que detêm a maior força física seriam > os maiores filósofos e cientistas. O conhecido boxeador Mike Tyson, que > chegou a ser o campeão mundial na categoria de pesos-pesados, provavelmente > me derrubaria, no primeiro soco, se nós nos encontrássemos e ele quisesse me > atacar, mas isto não implica que as ideias que ele eventualmente professa > sejam mais corretas ou melhores que as minhas. Em suma, não pretendo brigar > com ninguém, mas não me furtarei a defender-me, em hipótese de ser atacado > por alguém, e, neste caso, buscarei fazer isto com os meus melhores > recursos. Seja qual for o resultado de uma eventual briga, o mesmo não > provará em si nada quanto à validade ou não de quaisquer ideias. Além do > mais, mesmo que eu venha a desaparecer um dia como pessoa, o que > provavelmente ocorrerá em poucas dezenas de anos, pois quase todos nós somos > mortais enquanto pessoas, as ideias que professei, se tiverem alguma > importância, continuarão encontrando alguma forma de se expressar por outras > pessoas. Neste momento, certamente, existem várias pessoas que as afirmam, > talvez não de uma forma exatamente igual à minha própria, mas possuindo um > conteúdo análogo. > > Ele já deve possuir o meu endereço residencial, pois enviei-lhe uma carta há > tempos, contendo um ou dois DVDs, e, no verso do envelope, constava o meu > endereço, como remetente da mesma. Se ele perdeu este envelope e ele quer > meu endereço, eu dou-lho novamente. Pode encontrar-me também no meu local de > trabalho: sou professor da UFSC, no Centro Tecnológico, no Departamento de > Informática e Estatística (http://www.inf.ufsc.br/~arthur). Possivelmente > irei ao próximo congresso do quadrado de oposições, a ser realizado em > Corte, na Córsega, de 17 a 20 de junho próximo. Naturalmente, tudo tem > consequências, e ele, o Eduardo Ochs, terá que encarar as consequências, > negativas ou positivas, de seus atos passados, presentes e futuros. > > As ameaças e ofensas que alguém profere, bem como a sua forma de expressão, > refletem bastante o caráter de seu autor. Basta examinar o que ele chegou a > escrever, e aí cada um pode tirar por si próprio as suas conclusões a > respeito deste Eduardo Ochs. > > Voltarei a colocar aqui os pontos de vista que expressei anteriormente nesta > lista, de forma sucinta, exatamente por ter sido ameaçado e ofendido por > este Eduardo Ochs. Não pretendia voltar a falar aqui destes assuntos > novamente nesta lista, pois já os tinha expresso suficientemente, mas as > ameaças e ofensas levaram-me novamente à necessidade de expressar-me. > > Seguem, concisamente, alguns dos pontos de vista que expressei algumas vezes > nesta lista: > > 1) Muitas universidades, quiçá a maioria delas, no Brasil e no mundo, estão > bastante corrompidas. Têm se submetido a interesses menores, e se afastado > do caminho da verdadeira Ciência e Filosofia. Diversas universidades > públicas têm se prostituído na oferta de cursos pagos que não formam nem > educam de uma maneira plena, e diversas universidades particulares o fazem > de uma forma frequentemente ainda mais escancarada. > > 2) O que é denominado “Filosofia” nos Departamentos e Institutos de > Filosofia, no Brasil e no mundo, não corresponde, em geral, ao sentido > original desta palavra, apregoado por Platão e defendido por Pitágoras. Na > melhor das hipóteses, é um exercício intelectual, mas não constitui, em > geral, filosofia genuína. > > 3) As universidades no Brasil e no mundo funcionam, em geral, de uma forma > fragmentada e incompleta. Os seus diversos setores não se comunicam, atuam > de uma forma quase estanque. E também não abrigam, em seu seio, diversas > práticas e formas de conhecimento muito válidas e úteis. > > 4) Um bom uso da linguagem é de fundamental importância. Isto inclui ter > consciência do que se fala e escreve. Em particular, na expressão de uma > língua nativa, como por exemplo o português, dever-se-ia evitar > estrangeirismos. Uma das consequências de um uso descuidado da linguagem > está na possibilidade de sua crescente fragmentação e substituição por > formas linguísticas cada vez mais pobres, e a volta à era dos simples > “gritos” e “grunhidos” das feras (a prática de ameaças e ofensas é um > exemplo de mal utilização das palavras, as quais deveriam buscar manifestar > as melhores ideias). > > 5) Acredito em Deus não como uma pessoa, mas como o Ser Supremo ao qual > todos, assintoticamente, tendem. Também na Vida Infinita, que está além de > qualquer morte. Não me envergonho de dizer isto, e não aceito que outros > fiquem me censurando ou reprimindo por isto. A Inquisição da igreja católica > já se foi há quase duzentos anos, e, hoje em dia, na maior parte dos países > do mundo, incluindo o Brasil, prevalece a liberdade de opinião e de crença. > > > > De nenhuma forma, sou racista, nem nutro pré-conceitos de caráter social ou > de grau de instrução, como o Eduardo Ochs parece estar imaginando a meu > respeito. A julgar pelo comportamento de pelo menos uma pessoa no congresso > de que participei recentemente, em Lisboa, é possível que este Eduardo Ochs > tenha dito coisas indevidas e inverídicas a meu respeito. Duas mulheres que > cheguei a amar muito eram mulatas escuras e pobres. Uma delas não tinha nem > o primeiro grau. A segunda só o primeiro grau. Mas cheguei a amar e admirar > muito a ambas, em diferentes épocas de minha vida, e só não estou com > nenhuma delas até hoje porque as mesmas acabaram por não me querer. Muitos > de meus verdadeiros amigos são pessoas que não ostentam posses e não possuem > um grau destacado de instrução, mas eu as gosto e admiro pelo que são. > > Existem analfabetos sábios, como por exemplo Ramakrishna, e diversos > doutores bem equivocados com o seu conhecimento parcial de especialistas. > Com certeza prefiro os primeiros como amigos verdadeiros. Um hoje muito > conhecido ex-seringueiro da Amazônia não ostentava posses, era de uma origem > humilde, mas possuía o maior tesouro da Vida. Devo a ele esta preciosa > oportunidade de ter encontrado um ambiente propício a conhecer alguns dos > maiores encantos da Vida. > > Ressalto que, no caso de eu ser julgado uma “ameaça” a esta sociedade, o que > este Eduardo Ochs parece atribuir a mim, é função do Ministério Público e da > Polícia tomarem as medidas cabíveis. Se ele acredita isto de mim, então que > ele vá ao Ministério Público, munido das devidas provas, incluindo o que > escrevi e publiquei, e as apresente a quem de direito. Mas ele mesmo não é > policial nem juiz, não tem qualquer direito de ficar me ofendendo, ameaçando > e intimidando. Tampouco um policial, promotor ou juiz tem este direito. O > que o poder público pode fazer com qualquer um que perca o direito de viver > livre em sociedade é julgar e prender o acusado, mas jamais este pode > ofender, ameaçar ou intimidar ninguém, sob pena de violar os mais > elementares direitos humanos, pois todo ser humano tem o direito de ser > tratado com dignidade. > > > > Sinceramente, > > Arthur Buchsbaum > > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > -- Marcelo Finger Departamento de Ciencia da Computacao Instituto de Matematica e Estatistica Universidade de Sao Paulo Rua do Matao, 1010 05508-090 Sao Paulo, SP Brazil Tel: +55 11 3091-9688, 3091-6135, 3091-6134 (fax) http://www.ime.usp.br/~mfinger _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
