De acordo, Marcelo. In totum.

2010/5/11 Marcelo Finger <[email protected]>

> Caros.
>
> Gostaria de me posicionar CONTRA a censura de nomes e ideias nesta lista.
>
> Entendo que haja divergências e discordâncias, mas não é com censura
> que iremos atingir o objetivo da lista, que é a discussão e
> disseminação das ideias de lógica na comunidade brasileira.
>
> Em particular, entendo que o Arthur tenha tido problemas com opiniões
> contrárias às suas, e que até tenha se sentido ofendido por elas.  Mas
> a censura nesta lista não irá resolver o problema, mesmo porque, como
> o Arthur relata, parte do conteúdo do qual ele reclama não foi
> endereçado a esta lista.  Se o problema for exacerbado, há outros
> meios de resolvê-lo.  E se não for exacerbado, teremos de conviver com
> os conflitos, o que em si mesmo é uma riqueza.
>
> Eu também recebo ataques pessoais de gente que não conheço e que houve
> por bem protestar do que falei ou não falei.  Não creio que a censura
> iria resolver qualquer diferença aqui.  E a nomeação de um censor, ou
> moderador, ou regulador, ou seja lá o que for, apresenta sérios
> problemas.  Um deles é que as pessoas que seriam aceitas por boa parte
> em tal papel certamente não aceitariam tal papel, e ele acabaria sendo
> exercido de forma arbitrária.  Não há solução, a não ser a
> convivência.
>
> E, sinceramente, espero que o Arthur não deixe de contribuir com suas
> opiniões a esta lista por causa da opinião de uns ou outros.
>
> []s
>
> Marcelo
>
> 2010/5/10 Arthur Buchsbaum <[email protected]>:
> > Caros colegas:
> >
> >
> >
> > Há uma questão que começou nesta lista, a lista acadêmica brasileira dos
> > profissionais e estudantes da área de Lógica, da qual agora sinto
> > necessidade em posicionar-me a respeito. Eu não queria antes abordar esta
> > questão, pois esperava que a mesma se resolvesse de uma forma mais amena,
> > mas vi que isto não mais parece ser possível.
> >
> > De prático, sugiro ao Prof. Walter Carnielli, como Presidente da
> Sociedade
> > Brasileira de Lógica, que esta lista passe a ser moderada no sentido que
> > ofensas e ameaças aos participantes da mesma não sejam mais toleradas, e
> que
> > sejam banidas desta lista, até uma segunda ordem, os autores de tais
> ofensas
> > e ameaças. Não me refiro a simples disparates, mas sim a atitudes
> > deliberadas no sentido de ameaçar ou ofender, pois as mesmas não
> favorecem
> > qualquer convivência social saudável. Gente que não é capaz de aceitar
> > opiniões ou pontos de vista distintos dos seus próprios, e passa a
> ameaçar,
> > a ofender ou sugerir a pura força bruta para intimidar pessoas não merece
> > ter o direito de convivência com outros.
> >
> > Estou aqui relatando este assunto em público porque também fui ofendido e
> > ameaçado em público, a partir desta lista, e não foi possível ainda
> resolver
> > este assunto de outra forma.
> >
> > Estou me referindo à pessoa de nome Eduardo Ochs, que ultrapassou a linha
> de
> > convivência social nesta lista e em outros lugares quando passou a me
> > ameaçar e me ofender só por não ter gostado de ideias que expressei nesta
> > lista, a partir de setembro de 2008 (por exemplo, vejam
> > http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg00185.html). Em
> todo
> > este tempo, até agora, eu esperava que este assunto fosse simplesmente
> > esquecido e superado, e que o Eduardo Ochs se dedicasse a outros
> afazeres.
> >
> > Infelizmente tal não ocorreu. Em agosto de 2009, durante o evento
> “Science,
> > Truth and Consistency”, realizado na UNICAMP, do qual participei, ao
> > realizar uma simples busca na Internet, descobri que o Eduardo Ochs
> mantém
> > um sítio na Internet em que ele escreve a meu respeito tecendo novas
> ameaças
> > e atribuindo a mim qualidades negativas vindas de sua imaginação,
> > supostamente a partir de textos por mim escritos. Lá ele parece se sentir
> > especialmente incomodado com o que escrevi ou expressei na lista de
> Lógica
> > do Brasil (a este respeito, veja http://angg.twu.net/galdino.html).
> >
> > Em recente viagem a Portugal, encontrei pessoalmente o Eduardo Ochs, e
> > disse-lhe que não quero brigar com ninguém, que apenas expressei na lista
> de
> > Lógica os meus pontos de vista, que isto é um direito meu e de todos nós,
> > que ele pode escrever o que quiser, também dentro do seu direito, mas não
> > possui o direito de ofender e ameaçar os outros. Disse-lhe também do
> sítio
> > http://angg.twu.net/galdino.html, no qual ele escreve a meu respeito, de
> uma
> > forma ofensiva, e pedi-lhe apenas para retirar o meu nome do mesmo, e
> que,
> > de resto, ele pode escrever o que quiser. Ele não concordou em fazer
> isto,
> > disse que vai manter o meu nome lá, e que atribui a mim certas qualidades
> > negativas que ele quer ficar denunciando. Logo em seguida, o Alexandre
> Costa
> > Leite tentou também resolver isto, pedindo ao Eduardo Ochs para apenas
> tirar
> > meu nome do sítio dele, o que ele novamente não concordou em fazer,
> dizendo
> > que “todos são fiscais de todos”. Disse também, na presença minha, do
> > Alexandre e do Edelcio, que ele só não cometeu ainda um certo ato (que
> não
> > vou dizer aqui, para não expor desnecessariamente o Eduardo Ochs) por
> sentir
> > a liberdade de poder escrever o que quiser.
> >
> > De imediato, digo ao Eduardo Ochs que ele não me intimida com suas
> ameaças e
> > ofensas, e pode encontrar-se comigo na hora e no local que quiser, seja
> em
> > minha residência, em meu local de trabalho, ou qualquer outro local,
> público
> > ou não. Ressalto que não é do meu feitio agredir ninguém, nem pessoas nem
> > animais, e não acredito em brigas, ofensas ou ameaças como forma de
> > argumentação. Se assim fosse, aqueles que detêm a maior força física
> seriam
> > os maiores filósofos e cientistas. O conhecido boxeador Mike Tyson, que
> > chegou a ser o campeão mundial na categoria de pesos-pesados,
> provavelmente
> > me derrubaria, no primeiro soco, se nós nos encontrássemos e ele quisesse
> me
> > atacar, mas isto não implica que as ideias que ele eventualmente professa
> > sejam mais corretas ou melhores que as minhas. Em suma, não pretendo
> brigar
> > com ninguém, mas não me furtarei a defender-me, em hipótese de ser
> atacado
> > por alguém, e, neste caso, buscarei fazer isto com os meus melhores
> > recursos. Seja qual for o resultado de uma eventual briga, o mesmo não
> > provará em si nada quanto à validade ou não de quaisquer ideias. Além do
> > mais, mesmo que eu venha a desaparecer um dia como pessoa, o que
> > provavelmente ocorrerá em poucas dezenas de anos, pois quase todos nós
> somos
> > mortais enquanto pessoas, as ideias que professei, se tiverem alguma
> > importância, continuarão encontrando alguma forma de se expressar por
> outras
> > pessoas. Neste momento, certamente, existem várias pessoas que as
> afirmam,
> > talvez não de uma forma exatamente igual à minha própria, mas possuindo
> um
> > conteúdo análogo.
> >
> > Ele já deve possuir o meu endereço residencial, pois enviei-lhe uma carta
> há
> > tempos, contendo um ou dois DVDs, e, no verso do envelope, constava o meu
> > endereço, como remetente da mesma. Se ele perdeu este envelope e ele quer
> > meu endereço, eu dou-lho novamente. Pode encontrar-me também no meu local
> de
> > trabalho: sou professor da UFSC, no Centro Tecnológico, no Departamento
> de
> > Informática e Estatística 
> > (http://www.inf.ufsc.br/~arthur<http://www.inf.ufsc.br/%7Earthur>).
> Possivelmente
> > irei ao próximo congresso do quadrado de oposições, a ser realizado em
> > Corte, na Córsega, de 17 a 20 de junho próximo. Naturalmente, tudo tem
> > consequências, e ele, o Eduardo Ochs, terá que encarar as consequências,
> > negativas ou positivas, de seus atos passados, presentes e futuros.
> >
> > As ameaças e ofensas que alguém profere, bem como a sua forma de
> expressão,
> > refletem bastante o caráter de seu autor. Basta examinar o que ele chegou
> a
> > escrever, e aí cada um pode tirar por si próprio as suas conclusões a
> > respeito deste Eduardo Ochs.
> >
> > Voltarei a colocar aqui os pontos de vista que expressei anteriormente
> nesta
> > lista, de forma sucinta, exatamente por ter sido ameaçado e ofendido por
> > este Eduardo Ochs. Não pretendia voltar a falar aqui destes assuntos
> > novamente nesta lista, pois já os tinha expresso suficientemente, mas as
> > ameaças e ofensas levaram-me novamente à necessidade de expressar-me.
> >
> > Seguem, concisamente, alguns dos pontos de vista que expressei algumas
> vezes
> > nesta lista:
> >
> > 1) Muitas universidades, quiçá a maioria delas, no Brasil e no mundo,
> estão
> > bastante corrompidas. Têm se submetido a interesses menores, e se
> afastado
> > do caminho da verdadeira Ciência e Filosofia. Diversas universidades
> > públicas têm se prostituído na oferta de cursos pagos que não formam nem
> > educam de uma maneira plena, e diversas universidades particulares o
> fazem
> > de uma forma frequentemente ainda mais escancarada.
> >
> > 2) O que é denominado “Filosofia” nos Departamentos e Institutos de
> > Filosofia, no Brasil e no mundo, não corresponde, em geral, ao sentido
> > original desta palavra, apregoado por Platão e defendido por Pitágoras.
> Na
> > melhor das hipóteses, é um exercício intelectual, mas não constitui, em
> > geral, filosofia genuína.
> >
> > 3) As universidades no Brasil e no mundo funcionam, em geral, de uma
> forma
> > fragmentada e incompleta. Os seus diversos setores não se comunicam,
> atuam
> > de uma forma quase estanque. E também não abrigam, em seu seio, diversas
> > práticas e formas de conhecimento muito válidas e úteis.
> >
> > 4) Um bom uso da linguagem é de fundamental importância. Isto inclui ter
> > consciência do que se fala e escreve. Em particular, na expressão de uma
> > língua nativa, como por exemplo o português, dever-se-ia evitar
> > estrangeirismos. Uma das consequências de um uso descuidado da linguagem
> > está na possibilidade de sua crescente fragmentação e substituição por
> > formas linguísticas cada vez mais pobres, e a volta à era dos simples
> > “gritos” e “grunhidos” das feras (a prática de ameaças e ofensas é um
> > exemplo de mal utilização das palavras, as quais deveriam buscar
> manifestar
> > as melhores ideias).
> >
> > 5) Acredito em Deus não como uma pessoa, mas como o Ser Supremo ao qual
> > todos, assintoticamente, tendem. Também na Vida Infinita, que está além
> de
> > qualquer morte. Não me envergonho de dizer isto, e não aceito que outros
> > fiquem me censurando ou reprimindo por isto. A Inquisição da igreja
> católica
> > já se foi há quase duzentos anos, e, hoje em dia, na maior parte dos
> países
> > do mundo, incluindo o Brasil, prevalece a liberdade de opinião e de
> crença.
> >
> >
> >
> > De nenhuma forma, sou racista, nem nutro pré-conceitos de caráter social
> ou
> > de grau de instrução, como o Eduardo Ochs parece estar imaginando a meu
> > respeito. A julgar pelo comportamento de pelo menos uma pessoa no
> congresso
> > de que participei recentemente, em Lisboa, é possível que este Eduardo
> Ochs
> > tenha dito coisas indevidas e inverídicas a meu respeito. Duas mulheres
> que
> > cheguei a amar muito eram mulatas escuras e pobres. Uma delas não tinha
> nem
> > o primeiro grau. A segunda só o primeiro grau. Mas cheguei a amar e
> admirar
> > muito a ambas, em diferentes épocas de minha vida, e só não estou com
> > nenhuma delas até hoje porque as mesmas acabaram por não me querer.
> Muitos
> > de meus verdadeiros amigos são pessoas que não ostentam posses e não
> possuem
> > um grau destacado de instrução, mas eu as gosto e admiro pelo que são.
> >
> > Existem analfabetos sábios, como por exemplo Ramakrishna, e diversos
> > doutores bem equivocados com o seu conhecimento parcial de especialistas.
> > Com certeza prefiro os primeiros como amigos verdadeiros. Um hoje muito
> > conhecido ex-seringueiro da Amazônia não ostentava posses, era de uma
> origem
> > humilde, mas possuía o maior tesouro da Vida. Devo a ele esta preciosa
> > oportunidade de ter encontrado um ambiente propício a conhecer alguns dos
> > maiores encantos da Vida.
> >
> > Ressalto que, no caso de eu ser julgado uma “ameaça” a esta sociedade, o
> que
> > este Eduardo Ochs parece atribuir a mim, é função do Ministério Público e
> da
> > Polícia tomarem as medidas cabíveis. Se ele acredita isto de mim, então
> que
> > ele vá ao Ministério Público, munido das devidas provas, incluindo o que
> > escrevi e publiquei, e as apresente a quem de direito. Mas ele mesmo não
> é
> > policial nem juiz, não tem qualquer direito de ficar me ofendendo,
> ameaçando
> > e intimidando. Tampouco um policial, promotor ou juiz tem este direito. O
> > que o poder público pode fazer com qualquer um que perca o direito de
> viver
> > livre em sociedade é julgar e prender o acusado, mas jamais este pode
> > ofender, ameaçar ou intimidar ninguém, sob pena de violar os mais
> > elementares direitos humanos, pois todo ser humano tem o direito de ser
> > tratado com dignidade.
> >
> >
> >
> > Sinceramente,
> >
> > Arthur Buchsbaum
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> Marcelo Finger
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